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Agora sim, o cruzamento direto, cabeceamento, golo!

Portugal é candidato a poder vencer este Europeu 2020.

É golo imortal, é golo de Portugal! É Ronaldo, desvio, marca! Sim, Cristiano.

Vamos lá então ao Diário da Seleção com a Mariana Fernandes, que está em Munique, esteve esta tarde a acompanhar o jogo Portugal-Alemanha. Muito boa noite, Mariana, bem-vinda.

Olá, boa noite.

Mariana, vamos começar por esse facto. Portugal não perdia em Europeus há 12 jogos e nunca tinha sofrido quatro gols nos dois primeiros jogos.

Sim, a verdade é que dificilmente a Seleção Nacional poderia ter tombado desta forma, ou seja, poderia ter tombado tanto de um momento para o outro. Depois de um resultado convincente contra a Hungria, mais do que um resultado, depois de uma exibição convincente contra a Hungria, a verdade é que nos últimos tempos, nos últimos meses, entre a fase de grupos da Liga das Nações e já também o apuramento para o Campeonato do Mundo, a Seleção Nacional não vinha propriamente a deslumbrar, não vinha a fazer grandes exibições, mas esta exibição contra a Hungria acabou por elevar os espíritos, obviamente, elevar também as expectativas, porque a Seleção Nacional, de facto, jogou bem, fez uma primeira parte muito bem-conseguida, criou diversas oportunidades que não conseguiu concretizar, só conseguiu marcar já nos instantes finais, mas conseguiu levar de Budapeste, num estádio cheio de adeptos húngaros, um resultado bastante positivo contra uma equipa que hoje, como mostrou ao empatar contra a França, não é nada fácil de vencer. Portanto, Portugal vinha e chegava a este jogo contra a Alemanha, obviamente com o moral elevado, com bastante expectativas e com a certeza de que uma vitória deixava garantida essa passagem às oitavas de final. Ora, não aconteceu. A verdade é que a seleção perdeu 4x2, em jeito já de goleada, não perdia em Europeus há 12 jogos e há nove anos, não perdia precisamente desde essa derrota contra a Alemanha na primeira jornada da fase de grupos do Europeu de 2012. Portanto, Portugal não perdia desde aí. Voltou a perder no final do encontro de 90 minutos, quebrando essa série de 12 jogos sem derrotas. E a verdade também é que a Seleção Nacional sofre aqui estes números, estes quatro gols, coisa que nunca tinha sofrido nas duas primeiras jornadas de uma fase final do Campeonato da Europa. E para termos noção também do que significam estes quatro gols, mesmo nesta edição do Euro 2020, nesta fase, só Macedônia do Norte e Turquia, que perderam os dois jogos iniciais, é que têm mais gols sofridos do que Portugal.

Também um olhar a essa conferência de imprensa de Fernando Santos, onde vimos o selecionador nacional assumir responsabilidades.

Sim, é verdade. Fernando Santos assumiu a responsabilidade desta derrota, não quis propriamente individualizar muito aquele que esteve menos bem. Foi questionado sobre a exibição de Nelson Semedo, que estava a tentar tapar Gosens, que acabou por ser o melhor em campo, marcou um gol, fez duas assistências, foi claramente o jogador mais desta seleção da Alemanha. Mas a verdade é que Fernando Santos não quis propriamente comentar isso. Reconheceu que o movimento de aproximação não foi bem feito, mas não quis, não falou sequer diretamente em Nelson Semedo. Não quis também falar na possibilidade de Renato Sanches ser titular. Portanto, não quis individualizar. A única vez que falou a título individual foi de Bernardo e foi até para elogiar. Foi para dizer que é certo que o corredor direito da Seleção Nacional não esteve tão bem hoje, mas o gol acabou por surgir pelo corredor direito, através de Bernardo. Portanto, não quis aqui propriamente individualizar, mas deixou claramente um recado a esta equipa. Assumiu a responsabilidade própria, mas explicou que fazer duas faltas contra a Alemanha na primeira parte é impossível, que nunca tinha visto, que não é possível para uma equipa que quer ganhar à Alemanha, ter o nível de agressividade tão baixo. Explicou que vai falar com os jogadores, que vai perceber o que é que esteve menos bem, com vista também a esse jogo contra a França, o jogo decisivo, obviamente, nas contas deste Euro 2020.

E Mariana, consegues perceber o que é que terá de mudar em Portugal nesse jogo frente à França, agora com caráter mais decisivo?

Sim, à partida, o que deve mudar com França, e partimos um bocadinho deste princípio, e vai ser também por aí que vamos explorar no último texto que vamos publicar hoje no Observador quanto à Seleção Nacional. Portanto, o texto com que vamos fechar a noite passa, obviamente, por Fernando Santos. Por Fernando Santos, não, aliás, por Renato Sanches, que está claramente a mostrar que merece ser titular desta equipa, não só por ser sempre muito impactante cada vez que entra em campo, foi muito impactante na segunda parte do jogo contra a Hungria, portanto, mudou claramente o jogo e teve muita importância na forma como Portugal acabou por conseguir inaugurar o marcador. E hoje, mesmo quando entra, mesmo apesar desta derrota, entra ao intervalo e acaba por mudar também, por dar muita intensidade, muito mais intensidade ao meio-campo, para além também de cumprir algumas tarefas defensivas, que era claramente o recado que levava de Fernando Santos. Portanto, passa também muito por aí, por Renato Sanches, por perceber se Renato é ou não titular, sendo que Fernando Santos, ao intervalo, a fazer uma substituição, coisa que não é nada, nada, nada habitual no selecionador nacional, também já está um bocadinho a assumir que Renato é, de facto, se calhar, a solução mais óbvia para esta equipa que, e temos de sublinhar, continua a jogar com dois médios muito defensivos à frente da defesa, William e Danilo, e esse também foi um dos pontos menos positivos da Seleção Nacional desta noite contra a Alemanha.

Muito bem, Mariana Fernandes está em direto de Munique aqui nesta emissão da Rádio Observador com mais uma edição do Diário da Seleção. Mariana, continuação de bons jogos. Obrigado.

Obrigada. Até amanhã.

Agora sim, o cruzamento direto, cabeceamento, golo!

Portugal é candidato a poder vencer este Europeu 2020.

É golo imortal, é golo de Portugal!

As mulheres não são chatas, as mulheres estão exaustas. Rute Manus convida mulheres notáveis, como são todas, para falar sobre a vida, amores e desamores, filhos e trabalho. Conversas descontraídas para e sobre mulheres que os homens devem ouvir. Rute Manus com "As mulheres não são chatas, as mulheres estão exaustas". Aos sábados, depois do jornal das 14h, na Rádio Observador e sempre em podcast. É uma das estreias deste fim de semana aqui na Rádio Observador, novo programa "As mulheres não são chatas, as mulheres estão exaustas". O primeiro episódio já está disponível no nosso site em observador.pt. Nos próximos minutos temos a música nacional do Marco Rodrigues. Tem dado o que falar também por causa deste vídeo para "Eu sou do Rock".

Foi terça à noite que subi aquele palco / E vi-te lá do alto com as amigas a jantar / Fiquei vaidoso porque ia cantar o fado / Que é o que eu faço em todo lado quando quero impressionar / Mas nem para mim olhaste e foste embora / Saíste porta afora sem sequer olhar para trás / E ali fiquei sozinho a sonhar contigo / Na manhã seguinte telefonei ao Zé Maria / Ele toca bateria na banda da associação / E ao Eduardo, que herdou um velho teclado / Quando o padrinho caiu para o lado com um problema de coração / Para completar o rock e sua estética / Veio a guitarra elétrica do meu primo Juvenal / E ali fiquei sozinho a sonhar contigo / Eu sou do rock / Não te deixes enganar pelo meu fato de gala / Cá dentro há uma alma inquieta / Que está sempre à espreita pelo moche nesta sala / Eu sou do rock / E vou mostrar a todos o rock que o fado tem / Sou todos juntos, sou rastilho para os putos / E anseio pela festa, sou guitarra, sou Cobain / Marquei concerto, espalhei muito conflito / Garganta num aperto quando entraste no salão / Os decibéis daquele rock do raio / A provocar muito desmaio, muito suor e comoção / Mas nem assim puseste os olhos em mim / E saíste antes do fim, uma desconsideração / E ali fiquei de novo a cantar sozinho / Eu sou do rock / Não te deixes enganar pelo meu fato de gala / Cá dentro há uma alma inquieta / Que está sempre à espreita pelo moche nesta sala / Eu sou do rock / E vou mostrar a todos o rock que o fado tem / Sou todos juntos, sou rastilho para os putos / E anseio pela festa, sou guitarra, sou Cobain / Veio o sucesso e toda a gente me queria / Até a mulher vadia que tanto me destratou / Diz que era fã, que me via no ecrã / E que eu era o galã com que ela sempre sonhou / Mas já é tarde e esse coração alarde / Interesseiro e cobarde não o quero mais para mim / Fechei os olhos e cantei para ti assim / Eu sou do rock / Não te deixes enganar pelo meu fato de gala / Cá dentro há uma alma inquieta / Que está sempre à espreita pelo moche nesta sala / Eu sou do rock / E vou mostrar a todos o rock que o fado tem / Sou todos juntos, sou rastilho para os putos / E anseio pela festa, sou guitarra, sou Cobain / Eu sou do rock.

"Eu sou do rock", novo single do Marco Rodrigues, passou há dias aqui pela tarde do Observador, pelo Cabeça de Cartaz, e contou-nos tudo também sobre o belo vídeo que já podem ver online para esta canção. Agora até bem perto do minuto 90. Já daqui a pouco com o João Filipe Cruz. Vamos acompanhar o final deste Espanha-Polónia. 86 minutos, 1 x 1 no marcador. Até lá, ainda tempo para a canção que venceu o Oscar de melhor canção original. Faz parte do filme "Judas and the Black Messiah". É da norte-americana H.E.R. e chama-se "Fight For You". Boa noite.

Chama-se "Fight For You", é da norte-americana H.E.R. Deixamo-nos agora a 12 minutos das 10. Mas no Espanha-Polónia, no Euro 2020, entramos no minuto 90. Golo! É de Portugal! E para este minuto 90 tenho comigo o João Filipe Cruz. Tem estado a acompanhar esta partida entre a Espanha e a Polónia. Agora entrou no tempo de compensação. Ainda não há ali na transmissão televisiva. Agora sim, cinco minutos até ao final deste jogo. João, que está empatado 1x1.

Um igual entre Espanha e Polónia. Finalmente golos em jogos de Espanha, depois desse empate a zero na primeira jornada frente à Suécia, um jogo completamente dominado pela Espanha, mas era giro se o futebol não tivesse balizas, nesse caso. Aqui, Espanha já acertou com a baliza, o homem do momento, Álvaro Morata, muito criticado depois desse jogo em branco na primeira jornada. Marcou, é certo, mas foi um festival de falhanços, mais uma vez de Morata, que sai uma vez mais sob um valente coro de assobios no Olímpico de Sevilha. Noventa e um minutos, mais uns pozinhos e é Espanha, invariavelmente nesta segunda parte, que está à procura de vencer. A Polónia vai tentando a espaços no contra-ataque, apanhar em contrapé a seleção espanhola, mas está também difícil. A Polónia que nesta segunda parte a única coisa que conseguiu foi efetivamente marcar o golo. O melhor do mundo decidiu aparecer à segunda jornada. Robert Lewandowski finalmente a ser bem servido por um colega, cruzamento tenso na direita e o jogador do Bayern de Munique aos 54 minutos a empatar na altura o jogo. Isto depois de na primeira parte Álvaro Morata ter conseguido aos 25 marcar um golo. Mas na segunda parte, Álvaro Morata teve pelo menos dois falhanços clamorosos, o primeiro numa recarga, um penalti falhado por Gerard Moreno, que entrou de início nesta partida e depois, mais uma vez no frente a frente com Szczęsny ao minuto 84, perdeu o duelo com o polaco. É certo que estava muito em cima do guarda-redes da Juventus, mas uma vez mais um avançado frente a frente com o guarda-redes é obrigado a fazer melhor. Noventa e dois minutos em La Cartuja, o Estádio Olímpico de Sevilha. É Espanha que joga no meio-campo da Polónia, completamente instalada, a La Roja, no meio-campo da equipa de Paulo Sousa, que vai continuando ligado à máquina. Se perdesse, sabia que ia jogar o último jogo para cumprir o calendário. Assim sendo, vai mantendo aspirações neste Campeonato da Europa. Numa altura em que aos 93, Robert Lewandowski vê cartão amarelo. Pisou ali, se não me engano, Aymeric Laporte, o central espanhol do Manchester City. E vai Espanha novamente. Faltam menos de dois minutos para se esfumarem os cinco a mais dados pelo árbitro. Jordi Alba pela esquerda, cruzamento para dentro da grande área, mas invariavelmente os polacos se despacham de qualquer maneira. Tentam aguentar este empate a uma bola. Não parecem também muito interessados em procurar a baliza espanhola nestes últimos segundos. Falta menos de um minuto e meio e este grupo promete acabar assim. Mas já lá vamos. Falta ainda alguns segundos. Espanha vai no ataque. Bola bombeada na área, mais uma tentativa de remate, mais um corte dos polacos e tem sido assim pelo menos desde o minuto 80. É chuveirinho para a área da Polónia. Mais um ataque de Espanha. Agora os polacos conseguem cortar. Há uma falta de Rodri, o médio do Manchester City, a cortar uma tentativa de contra-ataque e também ele Vê um cartão amarelo a sair do bolso do italiano Daniele Orsato, o árbitro desta partida em Sevilha. Seleção espanhola não tão acutilante como no primeiro jogo, diga-se de passagem. Ainda assim conseguiu, com menos acutilância, fazer o que não tinha conseguido no primeiro jogo, que foi marcar. Mas está difícil a vida da Espanha e ainda mais difícil a vida da Polônia, está completamente ligada à máquina, já aqui o dissemos. Faltam menos de 30 segundos para os 95. Polônia bombeia uma bola para o meio-campo da Espanha, sai pela linha lateral, é lançamento para os espanhóis, que têm agora muito poucos segundos para tentarem um último e derradeiro ataque à baliza da seleção comandada pelo português Paulo Sousa. Aí vai, mas não. Daniele Orsato não dá mais tempo. Noventa e cinco, acaba o jogo. Empate entre Espanha e Polônia. Espanha superior. Basta vermos nas estatísticas oficiais da UEFA, quase 70% de posse de bola, 11 remates contra cinco, cinco remates destes 11 espanhóis foram à baliza. Já a Polônia apenas acertou com a baliza duas vezes, salvo seja, acertou literalmente com a baliza uma vez nesse gol de Lewandowski, mas dos cinco remates que fez, só direcionou à baliza dois deles e com 50% de eficácia. Mas vamos, Nelson, ao nosso jogo de três toques.

Vamos a essa fita do jogo. Primeiro, como é que resumirias para quem não viu esta partida, este Espanha-Polônia?

Havia muita expectativa para ver como é que a Espanha aparecia depois desse jogo com tanta bola, mas tão poucos remates, tão fraco a nível ofensivo, literalmente o fazer gol. Não houve. Desta feita, a Espanha demorou 25 minutos a marcar. Demorou quase duas horas a marcar um gol neste Euro, mas pareceu prometer, parecia ir bem encaminhada. Pelo contrário, a Polônia, que tinha também desiludido na primeira jornada, depois dessa derrota surpreendente frente à Eslováquia, que não foi assim tão surpreendente, se tivermos visto esse jogo, precisava desesperadamente de pontos e consegue este ponto. Ligada à máquina, está no Euro e ligada à máquina também esteve neste jogo. Precisou que o melhor do mundo aparecesse neste Euro para conseguir um ponto e vê aí uma última jornada deste grupo E que promete, Nelson.

E qual é o teu momento para recordar desta partida?

Isto vai ser um jogo a três toques com muitas ressalvas. Vou recordar o gol de Morata, mas também recordar que o Morata falhou alguns neste jogo e também na primeira jornada. Isto por quê? Recordar Morata porque é o patinho feio desta seleção. Não há como fugir. Luis Enrique, o selecionador espanhol, teve mesmo a necessidade de sair em defesa do jogador na conferência de antevisão a este jogo. Disse que para este jogo ia ser Morata mais 10. Certo é que ele acertou com a baliza. Portanto, em vez de continuarmos o rol de críticas, mais vale valorizar. É o único jogador de Espanha que acertou com a baliza neste Euro.

E eleges também um momento para esquecer desta partida?

Apesar do empate, continua a ser Polônia, porque tem nos habituado a presenças e prestações razoáveis em grandes competições mundiais e europeus, mas neste Euro vê-se muito pouco, ainda para mais, quando tem nas suas fileiras o melhor jogador do mundo, Bola de Ouro, o melhor avançado do mundo, é indiscutível, Lewandowski. Espera-se mais de uma equipa que tem Lewandowski, mas também é certo que não chegam muitas bolas com qualidade ao avançado polaco.

E para fechar este minuto 90, há um momento a valorizar?

Temos que valorizar, sem dúvida, Jordi Alba, o capitão espanhol, com 32 anos, ainda percorre aquela ala esquerda como se não houvesse amanhã. É muito pulmão para um jogador só e está a dar uma verdadeira lição aos miúdos espanhóis. Corre que se farta este Jordi Alba e temos que, sem dúvida, valorizar este lateral espanhol do Barcelona.

Muito bem, está feito o minuto 90 deste Espanha-Polônia. Terminou há instantes com o empate a uma bola. Voltamos ao Euro depois do jornal das 10 e também com a presença do Gabriel Alves.

Gol! É de Portugal!

Rádio Observador.

Seja bem-vindo aos últimos instantes do até agora melhor jogo deste Campeonato da Europa.

Minuto 90. Em cima do apito final, o resumo dos jogos deste Europeu. Os gols, os casos e os melhores e piores em campo.

Finalmente voltamos a ouvir gritos de gol na bancada.

Minuto 90. No final de cada jogo, aconteça o que acontecer, na Rádio Observador.