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E o campeão é na Rádio Observador. Análise ao primeiro encontro de Portugal no Mundial. Empate a uma bola surpreendente frente à República Democrática do Congo. Surpreendente? Vamos ver, na verdade, se foi ou não. Vamos contar também com os comentários do João Pinto, do Luís Pinto Coelho, do Augusto Inácio, do Gabriel Alves e do Pedro Henriques. A começar por ti, João Pinto, que balanço fazes deste jogo da Seleção Nacional?
Olá, muito boa noite. Três verdades. Há aí três verdades que ninguém nega. Primeira é que todos os analistas previram que isto podia correr mal. Não houve ninguém que não diga agora que não previu que isto podia correr mal. Depois, que todos os ensaios foram melhores que o espetáculo. Realmente, estes jogos de ensaio que fizemos antes do mundial não faziam prever este triste espetáculo que hoje vimos. E depois que isto, que hoje vimos, é o mínimo que este grupo de jogadores consegue fazer. A partir daqui é sempre a subir. Há que ter esta esperança, esta vontade de acreditar, porque isto realmente com um meio-campo campeão europeu, o melhor jogador da Premier League, o melhor lateral esquerdo do mundo, um dos melhores laterais direitos do mundo. Só fazer isto é preciso treinar muito. E a minha análise foi esta. A primeira parte foi lamentável. Entrar daquela forma e depois andar naquele jogo passível e apavonear o passe curto, foi de uma arrogância muito grande, depois essa arrogância pagou-se à saída da primeira parte e na segunda parte trocámos a soberba pela falta de estratégia e pela falta de capacidade de saber o que é que queríamos do jogo. Eu estive a ouvir há pouco o comentário do Augusto e do Gabriel e concordo, acho que o Francisco Conceição entrou muito bem no jogo, que o João Neves esteve bem, que o Cancelo também esteve bem. O Nuno Mendes parece-me fisicamente afetado, há ali qualquer coisa que fisicamente não está a sair. Ele não é aquele jogador que esteve na Liga das Nações, por exemplo. Mas feliz não estou.
Temos também conosco o Luís Pinto Coelho. Luís Pinto Coelho, a ti vou avançar com uma expressão que está a ser neste momento atribuída a Ronaldo depois da saída deste jogo: "Podíamos ter ganho, mas também podíamos ter perdido", disse o capitão da Seleção Nacional. Que balanço é que fazes deste primeiro encontro de Portugal e se Ronaldo foi um problema para a Seleção Nacional?
Olá, boa noite. O balanço, eu divido o jogo em duas partes. Acho que até àquela paragem para hidratação na primeira parte, acho que Portugal entra bem, percebeu-se que o jogo estava confortável. Depois da paragem e a partir daí, Portugal desligou, um bocadinho de soberba também, achou que o jogo estava ganho. E nestas competições é preciso estar ligado mais tempo do que apenas 20 e poucos minutos. E acho que depois a partir daí nunca mais se encontrou a equipa. Mesmo na segunda parte tentou com o Chico Conceição agitar um bocadinho, mas parece-me que foi muito poucochinho. Também não estou demasiado preocupado, porque isto é o primeiro jogo. A Argentina há quatro anos perdeu o primeiro jogo com a Arábia Saudita e depois foi campeã do mundo.
Acho que há certa tradição, que a equipa que ganha o mundial, por norma, não ganha o primeiro jogo. Pode ser até um bom presságio isso.
Sim, nós vimos a Espanha bastante mal, o próprio Brasil, e são seleções que com o decorrer da competição vão lá para cima e vão ser difíceis depois de bater. Agora, que a exibição é fraca, é. Acho que há ilações a tirar. Não consigo perceber muito bem como é que muitos treinadores se queixam da sobrecarga de jogos, depois têm tantos jogadores no banco e nem as cinco substituições fazem. Um bocadinho estranho, por exemplo. Não faz muito sentido. E depois tocaste nesse ponto, que para mim é uma constatação de um facto. Neste momento, Portugal seria mais perigoso com Gonçalo Ramos ou João Félix na frente do que com o Cristiano Ronaldo. São 10 jogos seguidos em grandes competições sem marcar um golo. Acho que mostra bem que poderia ser um jogador útil a sair do banco e até pela liderança que poderia ter, mas acho que já não pode ser um titular da Seleção Nacional.
Pedro Henriques, acredito que não seja um ponto com o qual concordes na íntegra, mas depois também desta exibição de Portugal, que balanço é que fazes do comportamento da Seleção Nacional e também desta questão na frente do ataque? Sendo que houve aqui, mencionado por Gabriel Alves no relatório do jogo, a ideia de que se talvez com uma articulação com João Félix, pudéssemos ter tido um outro bicho, digamos assim.
Sim, boa noite. Já fizeram aqui várias considerações sobre quase tudo o que é técnico ou tático. Eu vou um bocadinho mais pra parte lírica, se me permitem. Que eu estou com a ideia que Portugal é basicamente um Ferrari conduzido pela minha avó. É tudo o que me apetece dizer. E há uma parte daquilo que nos propusemos, já está concluído quando dizemos: "Vamos fazer o que ainda não foi feito", que foi jogarmos muito mal. A partir daqui, espero que agora se comece a fazer aquilo que está por fazer realmente, que é jogar um bocadinho mais do que o que fizemos. Permita-me ainda acrescentar que espero que agora já tenha sido concluído a primeira parte do estágio, que é na praia, e agora comecemos a estagiar no relvado, porque é que isso é que é importante. E, portanto, focar e direcionar.
Achas que a ida à praia poderá ter dado aqui um relaxamento que não se impunha?
Não é isso. É a imagem e a mensagem que passas para fora, mais do que propriamente aquilo que na prática pode estar a acontecer. Eu também sou daqueles que acha que por vezes é preciso descansar, relaxar, que os momentos em conjunto para criar empatias e ligações são muito importantes. Não concordo quando a Dado Mento, não sei se foi o Bruno Fernandes ou alguém que disse que também faz parte da adaptação ao calor, etc. Não faz nada.
Foi o Matheus Nunes.
Foi o Matheus Nunes. Com isso eu não concordo. E depois há aqui algumas situações que realmente o Luís falou aqui num aspecto para mim importante, que é nós termos cinco substituições para fazer, fizemos quatro. Eu não consigo nunca entender quando o resultado não está a meu favor, por que eu não esgoto todas as soluções. "Mas eu estou a confiar naqueles jogadores." Ok, não é uma questão de não confiar, eles é que não estão a conseguir fazer. E um dos jogadores que tinha equipa jogo, claramente, no meu ponto de vista, é o João Félix. E uma vez mais, substituições muito tardias, sempre na expectativa de que estamos à espera de que qualquer coisa vá acontecer entretanto e que resolva. E o caso do Gonçalo Ramos, para mim, é o aspecto mais relevante e importante, independentemente de ser a dois ou de fazer uma troca direta com o Cristiano Ronaldo. Quando tens o Cristiano Ronaldo, ponta de lança, com o número mais baixo de toques na bola numa competição deste género, já está aí a estatística, só tocou 25 vezes na bola, diz muito daquilo que ficou por fazer. Depois não adianta termos 75% de posse de bola ou 783 passes contra 251, porque o que conta são as estatísticas daquelas bolas que entram na baliza.
É caso para dizer que o Congo dominou o jogo sem bola, de alguma forma.
Exatamente, acabou por controlar. Ou seja, é aquela situação que estás a controlar o jogo e eu sei que Portugal, Espanha, Bélgica e Holanda ou os Países Baixos não entraram bem, mas se calhar é pôr os olhos naquilo também que a Suécia, Noruega, Alemanha e França fizeram e estou a olhar sobretudo para as equipes europeias, porque não sei se foi o Rui Bandes, a Dado Mento, numa das entrevistas que fez à FIFA, disse uma coisa que é muito importante. Não é que as pessoas não tenham atitude, é na prática e na realidade, pôr essa atitude dentro de campo. E quando eu vejo jogadores a dizer: "Se calhar encostamos ao gol que marcámos." Não, se encostaram, já sabiam que isso podia acontecer e falta ali qualquer coisa, falta agitar qualquer coisa para no momento que está a acontecer, isso não possa acontecer, porque às vezes não é o perder, neste caso empatar, é a atitude. E se queremos, e termino com isto, consubstanciar aquilo que é a atitude que não pode acontecer, é a questão do Rafael Leão. Não estou aqui a personalizar numa só pessoa aquilo que correu menos bem, mas a atitude dele no jogo, a maneira como ele entra, as coisas que ele não faz e que nós estávamos habituados a que ele fizesse, que no fundo espelha bem o momento de forma que ele viveu durante toda esta época. Por isso eu tenho algumas dúvidas que ele inclusivamente possa ser titular. Na minha perspectiva de o colocar, este tipo de atitude, este tipo de comportamento não pode acontecer, porque tu podes até perder ou empatar e dizer assim: "Não criámos, mas eles foram guerreiros, foram ao chão, deram tudo, etc." Não foi o caso. Eu sei que há muita competição, mas realmente a palavra, neste momento, que me vem à cabeça, acima de tudo, embora pudéssemos estar à espera disto, é decepção.
Fica a palavra decepção, minha análise do Pedro Henriques ao comportamento de Portugal. Agostinho Açorno, já aqui muito analisámos Portugal contigo, também com o Gabriel, por isso estamos a falar muito do mérito de Portugal, mas também há aqui muito mérito do Congo, uma seleção que está provavelmente perante a sua melhor geração.
Sim, mas a República do Congo fez aquilo que tinha que fazer, que era lutar por aquilo que era os seus ideais, e os seus ideais era não perder o jogo. Mas sabiam que eram inferiores a Portugal. Caberia a Portugal realmente materializar aquilo que era o seu favoritismo e o seu melhor jogo para realmente derrubar esta equipa da República do Congo. Mas eu olho para este jogo e queria fazer aqui uma comparação. Qual é a diferença entre o Portugal-Chile particular, o Portugal-Nigéria particular e hoje? Qual é que foi a diferença aqui? Eu não vi diferença nenhuma, parecia um jogo particular. Este era um jogo do Mundial, era o primeiro jogo, era um jogo que Portugal tinha que ganhar para realmente ter um atrevontade para os dois jogos que vinham a seguir. Eu não quero dizer com isso que Portugal já está arrumado, não é isso que eu estou a dizer. Estou a dizer que Portugal perdeu uma oportunidade de somar três pontos quando tinha tudo a seu favor. Marcou cedo. Melhor do que isto é impossível, marcar cedo.
E Roberto Martínez acabou por atribuir as culpas a esse gol cedo, que não é fácil marcar cedo, por culpa das características do jogo.
Eu não me importava nada de começar o jogo e não houvesse um minuto de jogo e já estar a ganhar um a zero. O que a gente quer é estar a ganhar, mas depois é dar continuidade ao ganhar. E tu quando deixas rolar as coisas, quando deixas andar, como se costuma dizer, as coisas, acontece aquilo que muitas vezes acontece em tantos jogos: acabas por sair ao intervalo empatado um a um, num gol, numa bola trabalhada, é verdade, mas pouco atenta a defesa portuguesa. Quando eu digo a defesa, quem estava na linha defensiva, não é só os defesas. Eu diria que Portugal, depois na segunda parte, tinha que dar uma outra ideia. Começou a dar com o Chico Conceição. Começou a dar, é verdade. Mas aquilo que na primeira parte tinha sido com o Nuno Mendes a levar a equipa pra frente e no lado direito, pouco, na segunda parte foi ao contrário. Foi o lado direito a levar a equipa pra frente e o Rafael Leão parecia que estava a jogar contra vapor.
Eu lembro que é de uma altura que tu apontaste há dois anos.
Estava na praia.
Muito irritado por ele não fazer a linha, por não abrir a linha.
Cada vez que a bola ia do lado direito do Chico Conceição ou do Cancelo, na altura, eu dizia assim: "Ó Rafael Leão, mete pra dentro da área, porque é ali que tens que fazer o gol, não é encostado à linha lateral. É a linha lateral." Ou seja, estava completamente desfocado daquilo que era as suas obrigações. Mas eu não estou a falar nisso, que o Rafael Leão agora é que é o culpado disto tudo, não.
Acabou por simbolizar a atitude geral da seleção.
Exato. Isto é um jogo coletivo.
Sintetizou, de alguma forma.
E de um jogo coletivo, acho que Portugal demonstrou tão pouco de tanto talento, de tantos jogadores de nível mundial.
Fica a expressão do Pedro Henriques, dessa sensação que temos a nossa avó a conduzir o Ferrari.
É muito bonita essa expressão. Mas eu diria que, atenção O treinador pode dar as indicações e podem talvez não ser as mais corretas, eu entendo perfeitamente bem isso. Mas depois há o brio do jogador, há aquela garra, aquela determinação que o jogador tem que ter. Ou seja, está a tentar fazer aquilo que o treinador quer, não seja talvez o ideal, mas a postura dentro do campo, aquela vontade, aquela determinação, eu não vi isso em muitos jogadores portugueses, sinceramente. Vi muitos jogadores passarem completamente ao lado do jogo. Vi um Bernardo Silva completamente ao lado do jogo, vi um Rafael Leão quando entrou, completamente ao lado do jogo, vi um Bruno Fernandes que esteve muito tempo fora do jogo também. Cristiano Ronaldo, muita gente comenta, mas o Cristiano Ronaldo foi servido quando e como? Teve duas oportunidades, é verdade, Chico Conceição que deu essas oportunidades, podia ter marcado e não marcou, mas durante todo o outro jogo, ele foi servido em quê e como? O Gonçalo Ramos quando entrou praticamente não tocou na bola. A bola não chega lá. Simplesmente não chega lá.
Vou buscar aqui outro jogador que é de facto, ainda fiz um jogo há dias, a Noruega, o Haaland, que enche o campo completamente. Se a bola não chegar ao Haaland, ele não marca. Não marca. Mas a bola chega lá. É verdade que ele a procura, mas são mais as vezes que lhe entregam do que aquela que ele vai buscar. Se ela não chegar lá, não há nada, zero.
Gabriel, vamos para concluir aqui a análise, antes de irmos também à ronda das notas.
Eu vou ser muito simples, só vou destacar um artigo do Afrique Foot que diz: "A República Democrática do Congo é um verdadeiro país de futebol." E depois, o Papa Sebastien, o treinador, que é adepto de disciplina. E ele diz que a disciplina começa no terreno, na determinação, no posicionamento dos jogadores, na disciplina tática. Portanto, todas as questões colocadas em termos de comunicação para aquilo que é o jogo. Parabéns à República Democrática do Congo, cumpriu com o que o treinador queria.
Vamos às nossas notas, a começar por ti, João Pinto, que nota dás e a quem?
Nota 7. Nota 7 a Roberto Martínez, que realmente fica essa nota de avó que conduz o Ferrari e é mesmo isso.
O Pedro Henriques roubou-te aqui também, eu vou lhe dar 20 por causa de ter roubado o papel de humorista.
Mas everybody is a comedian. A gente sabe isso.
João, ouvi dizer que o vais convidar para um show.
Já não era o primeiro.
Já o vi a fazer um rosto bem engraçado.
O Pedro Henriques já foi titular num programa de humor e portanto, aquilo que ele já fez, vocês não fazem ideia.
Tem que ir à procura desse programa.
E nem sequer estou a falar daquela vez que ele estava no casino. Vamos avançar. Mas sim, a nota é baixinha para Roberto Martínez, 7. Isto é o mínimo que esta seleção joga. Tem que ser mais.
E Luís Pinto Coelho, a quem dás nota e de quanto?
Vou dar três setes. Um ao Roberto Martínez. Obviamente, a seleção tem que produzir mais. Ele é o selecionador, é ele que orienta os jogadores, é ele o principal responsável. Depois sete para o Bernardo Silva, é um jogador que eu gosto muito, acho que foi uma exibição horrível do Bernardo Silva. Houve outros jogadores que não estiveram bem, mas ele pelo menos esteve 45 minutos em campo e foi completamente ausente. E depois um sete também para o Cristiano Ronaldo, que eu acho que no final do jogo foi pouco capitão. E o capitão não é para ir para o balneário, e o capitão foi o Rúben Dias que foi reunir a equipa, e o Ronaldo já estava no balneário.
Temos também, Pedro Henriques, tempo para conhecer a tua nota, a quem merece, quanto e por quê.
Por acaso já bati aqui nos dois pontos, aliás, nos três pontos que eu tinha aqui como nota, por isso vou dar uma nota oito negativa em termos daquilo que é a seleção portuguesa, sou positivo e na expectativa que possam fazer melhor e agora sim sempre a subir. Mas esta nota oito consubstanciada, por um lado, naquilo que já foi aqui falado, Roberto Martínez, acima de tudo por aquilo que eu acho que ele não fez a partir do banco e esse papel também é importante. Eu quando falo do Rafael Leão, é sobretudo pela maneira como ele entra e pela maneira como ele não consegue fazer aquilo que nós estávamos habituados a fazer. E portanto, quando eu falei em deceção, eu fico dececionado com a atitude dele, porque parece que isso depois se contagia um pouco em relação ao grupo. E em relação ao Cristiano Ronaldo, de quem vocês sabem que eu sou um admirador confesso, que ele bate os recordes todos, defendo todas as situações que ele muitas vezes faz, mas há aqui um aspecto que é importante. Se ele no início do jogo, antes de irem para o balneário, fizeram aqueles sprints finais, no aquecimento, abraçou a malta toda, foi um a um e portanto mostrou aquela coisa de vamos lá, entrou a sorrir no balneário, a própria câmera da FIFA ou que está aqui alocada a estas transmissões, veio atrás dele, porque realmente ele absorve tudo à volta dele. Ele depois no final do jogo tem que fazer uma coisa parecida, mesmo com um semblante mais carregado, ele não se pode ir embora. E a gente já se habitou a ver algumas situações dessas em que quando não corre bem, ele vai-se embora. Ele não pode ir embora. Pode chorar, pode ficar chateado, mas a liderança dele tem que ser extensível exatamente também neste momento. Reunir, agarrar, ser o primeiro a dar a cara, a aparecer à frente dos adeptos, que até aplaudiram. E, portanto, é preciso este Cristiano Ronaldo, porque se este Cristiano Ronaldo, quando a coisa não corre bem, entrar nesta rota, isto vai ser também contagiante em relação à seleção, não tenho dúvidas. Ou seja, precisamos do Cristiano Ronaldo nos bons e também nos menos bons momentos. Isso é fundamental. E ele está a acabar a carreira, ele sabe isso, tem que saber isso, e alguém tem que lhe dizer isso, independentemente do que ele neste momento vale e que não precisa de conselhos de ninguém. A seleção portuguesa precisa dele, mesmo que não seja nas quatro linhas a fazer os gols que todos nós queremos, que seja pelo menos na atitude e na postura de levar toda a gente atrás, nos bons e nos maus momentos. Nota oito para a seleção. Deceção é a minha palavra.
Fica a nota de oito do Pedro Henriques para a seleção nacional nesta estreia. Empate a uma bola frente ao Congo, jornada inaugural do grupo K. Portugal acabou por não ir além do empate. Augusto Inácio, para quem vai a tua nota? De quanto e por quê?
Três notas 15 e uma nota cinco. Três notas 15 para João Neves, Vitinha e Nuno Mendes. Realmente fizeram um jogo como se deve ser jogado. E nota cinco, claro, para a seleção nacional, neste caso para o selecionador, que é o líder, infelizmente tenho que dizer isto, mas espero dar a nota 18 ou 19 no próximo jogo, que ele consiga mudar aquilo que tem que ser mudado.
Gabriel Alves, para fecharmos este "E o Campeão É" e botarmos a esperança no que aí vem, quem merece nota, quanto e por quê?
Bons nomes não chegam em nada na vida. Em alta competição, ainda menos. Portanto, para aqueles que são os bons nomes, cinco no jogo de hoje, porque os bons nomes têm que dar muito mais.
Têm que dar melhores resultados.
Exatamente. Não é dizer que têm que ganhar. Têm que lutar por ganhar noutra dimensão, noutra fibra, noutro projeto, noutra conceção, noutra atitude, noutra intensidade, noutra vontade, noutro querer, noutro sacrifício. Bons nomes não chegam, são bonitos para pôr num quadro na parede e não mais do que isso. Quero deixar ficar para a República Democrática do Congo 14, porque o seu projeto era não perder o jogo e a verdade é que conquistou o ponto que pretendia. E para a África, que pôs a Ibéria em xeque, campeão da Europa e campeão das Nações, pôs em xeque os dois campeões, para a África no seu global.
Léo Padre e Tuleranzé Zuis.
Exatamente, 18.
Dezoito para a África, no fecho deste "E o Campeão É" com Gabriel Alves. Vamos ter rumbo congolês para fechar este "E o Campeão É". Boa! Numa noite decepcionante para Portugal, festa que está a ser feita na República Democrática do Congo. Foi o primeiro ponto conquistado pela seleção africana e também o primeiro gol marcado. Da nossa tristeza se faça alegria de alguém.