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Bastou um puxão de orelhas ao intervalo para mudar o chip? Mourinho diz que sim e o Benfica venceu em Guimarães por 3 x 0. Hoje há também o jogo grande da jornada 10. Futebol Clube do Porto e Sporting de Braga medem forças no Dragão, numa altura em que os Dragões estão pressionados com as vitórias de Sporting e Benfica, mas também o Braga não quer perder mais pontos na luta pela Europa. São temas em destaque nesta edição de "O Campeão É Que", hoje chega mais cedo. Eu sou o João Costa e Silva, tenho comigo o João Pinto, o João Castro e também o Pedro Henriques. E não vamos perder mais tempo. Vamos começar pelo Benfica. Depois de uma primeira parte intermitente, João Pinto, o Benfica entrou com tudo na segunda parte, resolveu o jogo com gols de Tomás Araújo, Dal e depois do menino João Rego, que precisou apenas de cinco minutos para marcar. Mourinho não gostou do que viu na primeira parte e as orelhas deviam estar a ferver naquele balneário ao intervalo. As alterações que fez também ajudaram, na tua opinião, a transformar o jogo do Benfica, que foi diferente daquilo que viste na primeira parte. Bom dia.

Olá, bom dia. A resposta é sim.

Já despachaste tudo.

Exatamente, está mais que despachado. Aquilo que realmente aconteceu na primeira parte tem sido comum, nós obviamente hoje estamos a sublinhar aquilo que o Mourinho deve ter dito ao intervalo e as alterações que ele fez ao intervalo.

Porque correu bem, não é? Mas poderia ter corrido mal.

E nem é por isso, é mesmo a questão do: "Então por que não fizeste antes?" Por que eles não entraram com esta energia logo no primeiro minuto? Porque isso tem sido recorrente no Benfica, tem sido assim com o José Mourinho, era assim com o Bruno Lage, e esse é o ponto mais difícil de entender. Depois, realmente, ao intervalo, há essa chamada de atenção do Mourinho, as correções do Schjelderup, do Barreiro, e um Benfica que aparece a jogar 15 minutos como ainda não tinha jogado este ano. E isso realmente entusiasmou. Vimos um Benfica pressionante, um Benfica rápido, um Benfica com ideias, um Benfica com uma particularidade que é não ter que levar a bola no pé até dentro da baliza. Centrou, o Benfica que centrou a bola, o Lukebakio a dada altura deixou de ter a obrigação de ir à linha para centrar e começou a centrar de outras posições. O Benfica começou a criar muito perigo e realmente faz 15 minutos muito bons. Depois há a expulsão, há os gols, e o jogo fica resolvido cedo na segunda parte. Mas como benfiquista, gostei muito de ver aqueles 15 minutos, dá realmente esperança perceber que aqueles homens quando querem, correm e jogam daquela maneira, e depois fica aquele meio amargo de boca de perceber por que não aconteceu antes.

Algum jogador que queiras pôr aqui em evidência nesta vitória por 3 x 0?

Eu acho que o Lukebakio, aqueles primeiros 15 minutos da segunda parte do Lukebakio são extraordinários. O Benfica faz quatro, cinco oportunidades de gol e ele está em todas, quer na marcação dos lances de bola parada, quer nos centros, nos cruzamentos que faz. É um jogador que realmente tem muita qualidade técnica, tem muita capacidade de desequilibrar. Está a precisar de um clone do outro lado, mas é definitivamente, neste momento, o jogador a mais do plantel.

Entretanto, ontem falámos da questão, e tu falaste, aliás, da questão do Bayern cansar o Leverkusen. Eu não vi o jogo, não sei se os jogadores do Leverkusen ficaram muito cansados.

Não, ele geriu. O homem do Leverkusen geriu, o Grimaldo não jogou. A dada altura, a perder por 3 x 0, começou a fazer substituições. Eles vão aparecer fresquinhos, vão aparecer derrotados, mas fresquinhos.

Exato. O Bayern venceu o Leverkusen por 3 x 0, e o Leverkusen é o próximo adversário do Benfica na Champions, já na quarta-feira. João Castro, muito bom dia. Estás aqui conosco também. Um recado bem dado ao intervalo por Mourinho, a provar que também não há lugares cativos neste Benfica. Saíram Sudakov e Prestianni, lançou Leandro Barreiro e Andreas Schjelderup. Se tivesses que destacar um jogador deste Benfica que ajudou a mudar o chip neste intervalo, também destacarias, neste caso, Lukebakio ou a tua perspectiva vai para outro jogador?

Destacaria o Barreiro. Acho que foi o jogador que realmente fez mais mossa com a sua entrada. Ajudou muito também depois ali, obviamente, o Lukebakio, que esteve bem, como o João Pinto já descreveu, mas o Barreiro aparecer naquelas posições, a pressionar mais alto, a aparecer como segundo homem na grande área, tornou as coisas mais difíceis para o Vitória. E foi nisso que o Benfica conseguiu empurrar o Vitória mais para trás, nesses 15 minutos, onde o Benfica foi mais agressivo, mais intenso, de processos mais simples, que conseguiu realmente fazer com que o resultado tendesse para si. E sobretudo numa entrada muito forte, aqueles primeiros 15 minutos, a empurrar realmente o Vitória para trás, muito forte também agressivo nas bolas paradas. Tomás Araújo, claramente superior a António Silva, quanto a mim, e a provar. E, portanto, o Benfica chegou com as alterações ao intervalo do Mourinho, mais as correções que fez, mais a palestra que terá guardado, ele que sai sempre antes 30 segundos para preparar as coisas, realmente mudou o jogo. Não podemos, obviamente, esquecer que o Mourinho também tirou o Prestianni e o Sudakov tinham amarelo, e o Sudakov devia ter tido vermelho.

Já lá vamos. Pedro Henriques.

Isso não é verdade.

Já lá vamos.

E, portanto, o jogo podia ter realmente mudado, não mudando, depois Mourinho esteve bem no intervalo, o Vitória continua, apesar da sua boa primeira parte, onde realmente criou ali-

Tu chegaste a temer com aquela primeira parte que o Benfica pudesse chegar a perder pontos em Guimarães?

Não, eu sempre achei que o Benfica ia passar em Guimarães. O Vitória está mais fraco, realmente, em relação aos outros anos. Um grande ambiente no estádio, novamente, a puxar a equipe a tentar tudo, mas realmente perdeu jogadores fundamentais e, portanto, não está uma equipe tão forte como Como deveria estar, mas o Benfica deu bem a volta ao jogo, que não foi fácil. A primeira parte o Vitória cumpriu bem, aproveitou também a capacidade do Benfica para ter boas coberturas defensivas, conseguiu sair e colocar algumas situações mais de apuro para a baliza do Benfica, não grandes oportunidades, mas sim algumas situações. Mas depois o Benfica corrigiu, entrou mais forte e venceu.

Pedro Henriques, já tivemos aqui uma posição do João Castro. A minha pergunta não era só sobre a arbitragem, até porque Mourinho, na conferência de imprensa, diz que atropelou este Vitória. É exagerado dizer isto, tendo em conta a primeira parte, e claro, por aqui em perspectiva a questão de Sudakov, tivemos a expulsão de Blanco, do Vitória. Sudakov devia ou não ter sido expulso neste encontro?

Na minha opinião, não. E já expliquei em vários sítios, nomeadamente onde trabalho, que é no caso do Observador, e também na Bola, já expliquei os motivos e as razões, até porque um pé apoiado no chão e uma pisadela frontal não tem nada a ver com aquilo que foram as indicações e instruções, que são em Portugal, mas são internacionais, que é pés desgovernados ao alto, por cima, acertar nos adversários, as chamadas entradas em caratê. E, portanto, a expulsão do Blanco é cartão vermelho, a do Sudakov é cartão amarelo. Eu já não me vou estender muito mais sobre isso, só desafio a pelo menos ouvirem o diretor técnico nacional e o conselho de arbitragem, não sei se é nesta semana, se é na outra, porque acho que eles andam sempre com uma semana, entre aspas, não é de atraso, mas a esperar uma semana para o tal programa que eles dão no Canal 11, e neste caso concreto vai ser no Canal 11, para depois darem as explicações. E depois, à semelhança do que aconteceu com o pênalti do Gulo, lá vamos ouvir o diretor técnico nacional dar a razão àquilo que eu digo, mas pronto, isso está tudo tranquilo. Mas podem continuar a achar que fazem as leis e que o Conselho de Arbitragem e a Diretor Técnico Nacional não fazem leis. É tão simples quanto isso. E depois é só olhar para a imprensa desportiva. Certo que há três comentadores que acham que é cartão vermelho, trabalham todos no mesmo órgão de comunicação social e há que respeitar isso, mas depois nos outros diversos órgãos de comunicação social, onde as pessoas estão completamente distintas e espalhadas. Dois no Record, um na Sport TV, outro na V+, no caso aqui é o Observador e a Bola, todos nós dizemos que não é cartão vermelho, mas pronto, é o que quiserem, estão à vontade. Como eu costumo dizer, eu sou pago para dar a minha opinião, dou a minha opinião, tenho que respeitar a opinião dos outros, mas há diferenças. E, portanto, a lei é muito clara relativamente a entradas de frente, a entradas de pés apoiados no chão, a um jogador que perdeu a bola e a lei que lhe ressaltou e ele vai lá tentar buscar, que é diferente do outro que leva a bola e eu vou tentar tirar. Portanto, são tudo coisas totalmente diferentes e as instruções são dadas, mas por isso há que respeitar a opinião das pessoas e também ainda bem que assim há opiniões divergentes, que assim eu continuo a ter trabalho, que é mais simples, porque senão também era tudo pacífico e eu não tinha nada para fazer. Em relação ao jogo propriamente dito, eu diria que primeiro o Lucas Bia aqui o seu pé esquerdo realmente brilhante, no meu ponto de vista, a fazer cruzamentos altamente venenosos. Os dois gols dos três do Benfica, que acho que são dois gols extraordinários, tanto o Mazariusz como o Mudhal. A capacidade do Barrenetxea a testar a sua meia distância.

Foi man of the match, Barrenetxea, é preciso não esquecer.

Exatamente. E depois aquilo que foi a tal revolução, entre aspas, não revolução, a substituição do intervalo, que nem é muito normal acontecer, mas como disse o João Castro, e aí também concordo, porque realmente havia três dos jogadores do Benfica que estavam com cartões amarelos levados, que lá no fim, num jogo desses, que se percebia que iria ter tendência para ter mais cartões amarelos, porque quem arbitrou nos jogos do Dom Afonso Henriques sabe perfeitamente como é que estes jogos deste nível, com o Porto, com o Sport, com o Benfica, como é que normalmente acontece. E eu tenho muitas recordações de uma vitória do Sport em 3 x 2 em Guimarães, que aquilo parecia o fim do mundo, mas pronto, entre outros jogos que lá fiz. Mas isto para dizer que o Leandro Barreiro e o Shell Group acabaram por revolucionar, vamos dizer assim, no bom sentido da palavra, o Benfica, que acabou por fazer um primeiro gol dois minutos antes da expulsão. E praticamente depois a partir da expulsão, obviamente que o jogo mudou completamente, mas é só para relembrar que a expulsão foi bem feita. Pode-se depois dizer: "Não, mas se tivesse acontecido na primeira parte, ok, o tal cartão vermelho que se pretende, o jogo podia ser diferente". Claro que sim, mas em relação à expulsão do Blanco, é inequívoca e claro, está enquadrado naquilo que foram as últimas indicações. E, portanto, não acredito muito também naquilo que o José Mourinho diz, que atropelamos os primeiros 15 minutos da segunda parte. Acho que foi um Benfica muito mais forte. Claro que sim, mas também estas expressões de atropelar, assim como estes man games. Tive a idade do Luís Pinto e quando tinha dizia mais parvoíces do que digo agora. Percebo o contexto, o Mourinho pode dizer tudo o que quiser, mas acho que também, depois ficamos aqui na dúvida se ele está a dizer que ele é que diz parvoíces, agora menos, ou se está a dizer que o outro está a dizer parvoíces. E, portanto, não fica muito bem. E pronto, e basicamente isto que eu queria dizer.

Fica por aqui esta análise deste Guimarães 0, Benfica 3. Benfica que pressiona assim também o Futebol Clube do Porto, que entra hoje em campo frente ao Braga, no Dragão, já com esta pressão das vitórias de Sporting e Benfica. João Castro Farioli diz que vai receber um Braga no melhor momento da época. Do lado Braga, Vicent promete uma equipa sem medo e a jogar olhos nos olhos com o Futebol Clube do Porto. Tendo em conta isto, que jogo é que podemos esperar mais logo no Dragão?

Olha, se for verdade o que os dois dizem, vamos ter um belo jogo no Dragão, com muito espaço para jogar, porque se o Braga vai jogar olhos nos olhos no Porto, acho que vai criar espaço e o Porto vai ter espaço para atacar, depois o Braga pode responder e, portanto, pode ser um jogo bastante interessante hoje no Dragão, é o jogo de cartaz da jornada, sem dúvida. Este Vitória-Benfica também o era, mas face ao momento do Vitória, acho que este eleva realmente para cabeça de cartaz. E lá está, vai ser muito interessante ver se o Porto vai ter espaço ou não, se vai ter espaço na construção e se o Braga vai libertar ali o Varela ou se vai pôr dois homens ali sempre a vigiar o Varela, se os interiores do Porto vão ter espaço e depois como é que o Braga vai contrapor em termos ofensivos, como é que vai conseguir juntar. E agora tem melhorado bastante, está numa boa forma, sobretudo ali do lado direito, também do Braga, ataca bem. Portanto, vamos ver como é que este Braga vai conseguir não só suster o Porto, como depois também provocar aqui algumas dores ao Porto. De lembrar que o Braga até tem feito os seus melhores jogos contra equipas mais difíceis.

Basta ver a Liga Europa, a campanha que está a fazer na Liga Europa Exatamente. Vamos ver se o Braga hoje é capaz de parar o Futebol Clube do Porto. Acho que vai ser um jogo superinteressante e com algumas nuances táticas bastante engraçadas de seguir. Agora, que vai ser um belo jogo, acho que sim. João Pinto, falamos aqui de um Braga com uma época muito irregular, com altos e baixos, seguro na Liga Europa, no campeonato assim, assim. Ainda assim, acreditas que pode ser capaz, tendo em conta que está neste bom momento, como diz Farioli, de poder roubar pontos no Dragão nesta fase?

Não só estou esperançoso, como quero muito. Mas definitivamente temos visto um Futebol Clube do Porto muito impositivo, uma equipa extraordinariamente forte, especialmente em casa. É uma equipa muito difícil de contrariar, jogam quase dentro da área do adversário, a pressionar de uma maneira muito intensa. Portanto, o Braga vai ter que ter muita saída de bola sobre as faixas e eu não vejo no Braga velocistas capazes de magoar o Porto nesse sentido. Acho que tanto o Ricardo Horta como o Salazar são dois jogadores de bola no pé. Vai ser difícil ao Braga conseguir sair nas costas do Futebol Clube do Porto. Se o conseguirem fazer, sim, são dois jogadores com muita qualidade. E se, em vez disso, tentarem ter bola e conseguirem ter bola, o Braga com bola é realmente uma equipa complicada de parar. Acho que o jogo se vai jogar muito nesta situação. Ou seja, o Braga, como todos os adversários do Futebol Clube do Porto, vai tentar ter bola o maior tempo possível, mas como todos os adversários do Futebol Clube do Porto, vai ter muita dificuldade em o fazer. O Sporting teve muita dificuldade, o Benfica teve muita dificuldade. Jogar contra o Futebol Clube do Porto neste momento é isso, mas obviamente que o Braga tem as suas cartas, tem os seus talentos e tem uma hipótese, mas daria mais favoritismo ao Porto.

Pedro Henriques, este Braga vai esperar para ver como é que o Futebol Clube do Porto vai entrar no encontro e tomar depois, em consciência disso, o seu jogo e perceber aquilo que pode contar também do Dragão, se vai ter uma equipa demasiado pressionante ou se o Futebol Clube do Porto vai eventualmente dar espaços a este Braga para tentar jogar olhos nos olhos?

O que nos dizem aqui os números é que ainda nenhuma equipa no campeonato marcou um gol, se quer, ao Porto, no Dragão. E também nos dizem os números que o Braga no campeonato ainda não perdeu nenhum jogo fora, o que não deixa de ser bastante interessante. Então vou falar, obviamente, especificamente do Campeonato Português. O que não deixa de ser interessante é esta questão, que é: alguma coisa vai ter que acontecer hoje. Até pode se dar um empate e pode ser sem gols.

Exato, e continua tudo igual.

E continua tudo igual. Eu tenho algumas dúvidas em relação a isso, porque eu acho que, como foi dito aqui, e bem, o Futebol Clube do Porto em casa é muito impositivo, toma normalmente a iniciativa de jogo, é muito pressionante, e acho que mesmo subindo o patamar, o nível, neste caso, por ser o Braga, acho que o Porto vai ser fiel a essa matriz. Eu acho que vamos ter, penso eu, um Porto mais na ofensiva e um Braga se calhar mais na expectativa e depois ver o que pode dar. Tenho as minhas dúvidas se o Braga vai conseguir mesmo materializar aquilo que está a dizer. Pode jogar olhos nos olhos, defendendo mais ou tendo menos posse de bola, mas tenho algumas dúvidas relativamente a isso, mas estou muito expectante, porque o Braga também já fez coisas extraordinárias, pela positiva e pela negativa esta época, nas diversas competições e, por isso, temos sempre aquela dúvida que Braga que nos vai surgir ou aparecer.

E quanto ao 11?

Sim, eu acho que, com toda a humildade, depois de ter acertado no jogo do Sporting, no 11 do Sporting, ontem no 11 do Benfica, só dizer que vai jogar o Diogo Costa, Alberto Costa, Bednarek, Ior, o Moro, Frahol, Varela, Gabbiadini, Veiga, PP, Samu, Borra Sense. E não sei se queres do Braga também.

Se quiseres, também.

Tenho o Horniček, Victor Gomes. Acho que o Braga não vai fugir muito disso. O Lar Gabrieck, o Mebi, o Leonardo Lelo, o Gorbi, o Moutinho, o Mário, eu chamo de Mário, que é o Dordos, acho que é assim que se diz, o Ricardo Horta, o Rodrigues Salazar e o Fran Naval.

Muito bem. Veremos se fazes um quatro em quatro. Veremos mais logo, com muita humildade, sempre.

Com muita humildade, sempre.

Entretanto, só deixar aqui umas notas. Atenção que esta emissão especial do Desporto começa às 20h15. Vou deixar também aqui a nota. Futebol Clube do Porto Braga, com relato em direto aqui na Rádio Observador, pelo Vítor Tomé. Nos comentários vai estar o Augusto Inácio, o Luís Pinto Coelho, o Pedro Henriques e o Nuno Santos a conduzir a emissão aqui em estúdio. Como eu dizia, deixar aqui algumas notas sobre o que se passou no dia de ontem, um apanhado geral. Pode inclusive estar nos vossos campeões do dia. Ronaldo está mais perto dos mil gols, bisou ontem, faltam agora 48 para a meta. Gonçalo Ramos decidiu para o Paris Saint-Germain, marcou o único gol da vitória frente ao Nice, já mesmo no final do encontro, aos 90 mais quatro. O Man United de Amorim empatou 2-2 com o Nottingham Forest, interrompeu aqui a série vitoriosa, mas não perdeu, o que já por si só também é destacar. E também deixo aqui o destaque para os muitos gols de ontem à tarde na Liga Portuguesa, Casa Pia 3, Estrela da Amadora 5 e o Rio Ave, que foi goleado em casa contra o Estrel, perdeu por 4-0. Depois disto, avançamos para as vossas notas. Começo pelo João Pinto. João, quem é que vais destacar hoje?

Nota 15 para José Mourinho, por aquilo que fez ao intervalo e pela equipa que conseguiu meter a jogar durante aqueles 15 minutos. Esperamos agora que haja, frente ao Bayer Leverkusen, a mesma versão, mas a extended version. Isso seria ótimo. Portanto, um 15 para o José Mourinho e depois um 16 para Cláudio Braga, o jogador português do Hearts, que vai dando cartas no futebol escocês, um rapaz que saiu de Portugal, do Vila Meã, em 2021 e que andou pela Noruega e depois acabou por aterrar no Hearts e agora está a ser uma sensação. E a claque do Hearts tem uma música Extraordinária. Aconselho os nossos observadores.

Agora devias cantar, João Pinto, fico à espera.

Infelizmente, hoje não posso.

Estás rouco, não é?

Não, é uma questão religiosa, eu não canto ao domingo, mas falamos amanhã.

Muito bem, vou ficar à espera disso. Depois vou cobrar. João Castro, vamos aos teus campeões.

Tenho dois. Nota negativa para o Nuno Rocha Lopes. Mais uma vez a sua comunicação direcionada para a arbitragem e, neste caso, para criticar o lance do jogo do Sporting. Acho que se devia mais dedicar a convencer os benfiquistas, sobretudo quem tem mais votos, a votar nele. Muito forte nas redes sociais para ganhar alguns likes, mas depois fraco nas eleições. Depois, nota positiva para o jovem do Estoril Amadora, Cabral, que marcou três golos, cabo-verdiano, que tem estado em destaque. Um jogador a seguir atentamente. Acho que está ali um belo talento. Ontem fez o hat trick nesse jogo com muitos golos, conforme disseste. Portanto, a nota 16 para ele.

Um jogador a ter em conta para o futuro. Pedro Henriques, fechamos contigo. Acho que vais ter um tal de Cristiano Ronaldo nas notas, não sei.

Exatamente. 14 para o Sérgio Conceição, porque a perder 4x0 e com menos um, consegue igualar 4x4 e depois saiu também sob palmas e cânticos dos seus adeptos. É sempre importante ver um treinador a brilhar ao mais alto nível. Gonçalo Ramos, que já falaste aqui, também nota 16, porque ele é daqueles jogadores que não se importa, entre aspas, de estar no banco, entrar e meter toda a carne na assadeira. E é importante na perspetiva da seleção.

E falou-se muito já da sua saída e ele continua a provar.

Exato. Ele continua lá firme e irto, como dizia o outro, e sobretudo a ser decisivo e a ser importante. E é muito importante para a seleção nacional ter um jogador naquela posição, onde praticamente estamos muito órfãos. Na perspetiva, temos lá o Cristiano Ronaldo, o tal matador, e ter um Gonçalo Ramos que possa manter exatamente este padrão ao mais alto nível no Paris Saint-Germain. Estamos a falar de um clube top que luta para ser campeão da Europa, para ganhar a Champions, mais concretamente, e é bom que o Gonçalo Ramos mantenha este pé quente. Depois nota 18 para o Cristiano Ronaldo, que o tal penalti ao minuto 90, mais 14. Portanto, aquilo só acaba quando houver um penalti para o Cristiano Ronaldo marcar. Estou a brincar. E a fazer o seu 952. Está a 48 golos, como tu disseste aqui. E aquela minha previsão que no Mundial ele vai fazer o gol 1000, nunca se sabe, vamos lá ver.

Fica mais perto, isso é certo. Está a 48 golos do objetivo, do gol 1000. Nós ficamos por aqui nesta edição de "O Campeão É", hoje mais cedo. Um abraço a todos.