Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Em nome do Partido Socialista, queríamos transmitir aquilo que nos parece o essencial da reunião que hoje se realizou. E aquilo que é o essencial é o seguinte: a situação encontra-se sob controle. E encontra-se sob controle, pese embora sermos, entre os países da União Europeia, o país que mais testa a sua população, nomeadamente na região de Lisboa e Vale do Tejo. Então estamos com a situação sob controle, com que indicadores? Em primeiro lugar, com o indicador que nos foi referenciado por parte do Sr. Presidente da República, do R, que é o indicador da transmissão. E quando avançamos para o desconfinamento, nas reuniões que fizemos em fim de abril, princípio de maio, estimava-se que o desconfinamento conduzisse a um aumento do contágio, estimado em 1,2. Significa que nós estamos na terceira fase do desconfinamento e, tanto quanto é possível avaliar, porque os dados de hoje são dados de há seis, sete dias, mostram-nos que o R, o indicador de contágio, está, como disse o Sr. Presidente da República, em 1,08, ou seja, abaixo do indicador estimado quando avaliamos e decidimos avançar com o desconfinamento. Portanto, no quadro daquilo que era previsível. O segundo indicador, como também foi aqui referenciado pelo Sr. Presidente da República, muito relevante, tem a ver com o facto de a tendência para a diminuição no acesso aos cuidados hospitalares se ter consolidado. Ela não continuou a diminuir como tinha vindo a acontecer, mas consolidou-se num nível que permite confiança nos investigadores que hoje estiveram conosco, mais uma vez, no que diz respeito à capacidade de resposta do Serviço Nacional de Saúde. Um terceiro indicador tem a ver também com o número de óbitos, abaixo daquilo que é a média, se compararmos com outros países que têm estado em comparação conosco. Portanto, dizem-nos os indicadores objetivos e que é possível ter hoje, e como digo, à luz de seis, sete dias atrás, que na comparação com outros países europeus, e estando nós entre os principais países na testagem, Portugal tem a situação sob controle, como se tinha perspetivado no início do desconfinamento. Contudo, como também foi já afirmado, Lisboa e Vale do Tejo têm territórios muito específicos, muito localizados. Quando falamos de territórios específicos, estamos a falar de territórios localizados mesmo no interior das próprias freguesias, que exigem medidas muito seletivas, muito direcionadas. E essas são as medidas que o governo e também as autoridades de saúde têm vindo a adotar, outras serão adotadas, para procurar limitar o âmbito, determinar bem os focos de contaminação e atuar sobre eles, nomeadamente em relação ao isolamento profilático dessas situações e ao tratamento, porque, como disse, e é o mais relevante para quem nos está a ouvir, a situação está sob controle e quando perspetivávamos o desconfinamento em fim de abril, princípio de maio, a expectativa e a estimativa sobre o aumento do próprio contágio estava acima daquilo que é hoje o indicador médio de contágio no país.
Quando fala em controle da situação, em contraponto, existem unidades hospitalares que dizem que estão no seu limite de capacidade, nomeadamente o Hospital Beatriz Ângelo, em Loures, o Hospital Amadora-Sintra. Há focos identificados em lares na região de Lisboa também. Isto tudo que está a acontecer agora era expectável? É isso que quer dizer?
Estou a dizer que o que era expectável era o indicador de contágio. Ou seja, quando se estimou o indicador de contágio, modelando a resposta, nomeadamente em relação aos indicadores de mobilidade, fizeram-se na altura ensaios para mobilidade aumentando 30%, mobilidade aumentando em mais de 40%, e estimava-se que o indicador de contágio pudesse subir, como aliás aqui foi transmitido a todos vós, para 1,2, com o aumento da mobilidade acima de 40%. Ora, o que se verifica é que o indicador de contágio está abaixo dessa previsão que foi feita na altura. Quanto à resposta do Serviço Nacional de Saúde, o que foi aqui transmitido por parte das autoridades de saúde foi que o Serviço Nacional de Saúde tem capacidade de resposta para a procura que se tem vindo a verificar. Aliás, utilizaram para sublinhar e para nos darem também, porque as nossas perguntas são perguntas que os senhores jornalistas nos fazem e que nos fazem os cidadãos, com o nosso sentido de responsabilidade, também colocamos essas questões. E foi-nos lembrado que no período mais crítico do contágio na região Norte, nós estávamos com quase 800 utentes que estavam em fase de contágio. Lisboa e Vale do Tejo têm entre 300 e 400 casos de contágio, ou seja, cerca de metade daquilo que foi o ponto mais crítico na região Norte. E, portanto, a resposta que nos foi dada foi uma resposta que nos transmitiu, naturalmente, o mesmo sentido de responsabilidade, mas que nos transmitiu segurança. Mas como é evidente, nós temos sempre repetido esta mensagem, nada substitui uma atitude de grande responsabilidade individual e de grande responsabilidade coletiva. Só a responsabilidade individual e coletiva é que permite que a retoma da nossa vida coletiva se possa fazer com relativa segurança.
Obrigada por ter ouvido este podcast. Se gostou, pode subscrevê-lo, pode partilhá-lo e também pode ouvir a Rádio Observador online em 98.7 em Lisboa e em 98.4 no Porto.