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Batido todos os recordes e o agradecimento aos nossos adeptos, aos nossos sócios, pela grande participação que tiveram neste dia tão importante para a vida do clube, como são todas as eleições para presidente. E portanto, a minha primeira palavra obrigatoriamente é para eles, para reforçar aquilo que foi o grande dia de Benfica, que foi hoje. Um número histórico, não sei ainda, mas creio que seja até um número histórico mundialmente. E, portanto, o meu agradecimento enquanto benfiquista, não enquanto vice-presidente, mas enquanto benfiquista. O que é que se pode esperar de mim? Sei a responsabilidade que tenho neste clube, sei aquilo que as pessoas esperam de mim e aquilo que eu posso prometer é que tudo farei para que este clube seja cada vez maior e portanto trabalharei com todas as minhas forças para conseguir, juntamente com a nossa equipa, fazer com que este clube continue a crescer à dimensão que toda a gente espera, possa trazer as alegrias aos adeptos que todos esperam. E depois dizer que eu não sou um benfiquista de modas, um benfiquista de datas eleitorais, sou um benfiquista ferrenho. E eu só consigo viver o Benfica… foi assim que eu cresci nas bancadas do Estádio da Luz, foi assim que eu cresci nas camadas jovens do Benfica, eu só consigo ver um Benfica muito forte, muito unido. E eu acho que a palavra que mais me preme dizer neste momento é que quero voltar a ver o Benfica assim. E cabe-nos a nós também juntar a nossa família e isso é aquilo que eu mais pretendo neste momento para o Benfica, é ver a família junta, porque tenho a certeza absoluta que todos juntos, os títulos ficam muito mais próximos e as nossas alegrias muito maiores.

Sente que vai estar a ser avaliado nos próximos quatro anos para os sócios verem se será uma boa opção para suceder a Luís Filipe Vieira.

Antes de mais, eu não vou estar a trabalhar diariamente no Benfica com o objetivo ou com a fixação que eu tenho que ser presidente daqui a quatro anos e daí a avaliação que as pessoas façam de mim. Avaliado serei todos os dias como dirigente do Benfica, como já o era como administrador e, portanto, não será por aí que o meu trabalho não será desenvolvido ou que vou estar a pensar noutras coisas. Já disse e repito também. É para mim um grande orgulho mesmo, até por aquilo que eu já vos disse, aquilo que é o meu relacionamento com o clube, é um grande orgulho fazer parte da direção do Benfica, ser vice-presidente do Benfica. Creio que os meus pais hoje estão em casa a chorar por verem o filho a ser vice-presidente do Benfica, porque a minha família, felizmente, é toda ela muito benfiquista. Essa é a primeira parte. A avaliação. É evidente que estamos a ser todos avaliados, não sou só eu, toda a gente que trabalha no Benfica está a ser avaliada pelos adeptos e assim tem que ser. Eu fui avaliado em campo, fui avaliado como administrador e serei avaliado também como vice-presidente.

Faça uma pergunta. Daqui a quatro anos, depois da assembleia-geral, quando eu disse que ele é o presidente.

Mais uma questão para Rui Costa, a ser novamente direcionada quanto à possibilidade de ser o sucessor de Vieira. Vamos ouvir.

Temos que considerar que eu esteja pronto para liderar o clube. Esse é o meu sentimento de orgulho. Agora, também relacionado com o meu benfiquismo, eu jamais farei qualquer coisa neste clube, jamais farei qualquer coisa neste clube sem sentir que posso contribuir para o sucesso. E portanto, daqui até lá há muito tempo para se analisar isso. E há bocado o colega perguntava se eu me sentiria a ser analisado pelas pessoas. Eu vou-me analisar a mim próprio. Eu sou demasiado benfiquista para poder estar dentro do clube sem o poder ajudar. E portanto não faz sentido eu estar a pensar numa coisa que possa vir daqui a quatro anos, quando o presente é de tamanha importância para o clube. Nunca me meti, e vocês sabem perfeitamente disso, senão tenho que contar aqui a minha história de vida toda relacionada com o clube, e eu acho que não vale a pena, acho que não é preciso, orgulhosamente digo e vaidosamente digo que não é preciso, mas não vou estar nunca à frente do Benfica. E portanto, eu só farei no Benfica aquilo que me sinto capaz de fazer. E portanto, neste momento eu sinto-me capaz de ser vice-presidente do clube, sinto-me com força para poder ajudar o clube a ser cada vez maior ou pelo menos para contribuir para isso. E é isso que é aquilo que me faz estar aqui hoje. Desculpem lá, deixem-me só responder aqui. Já volto aí.

Há pouco falava desse orgulho que sente em fazer parte.

Mais uma questão para o Rui Costa, relacionada com o orgulho que sente em pertencer a esta direção do Benfica. Recordo que foi eleito como vice-presidente dos encarnados. Vamos ouvir mais uma resposta de Rui Costa.

Se não tivessem vindo votar 38 mil pessoas, seria exigente para toda a gente na mesma, que está aqui dentro. O Benfica é um clube que obriga a essa exigência. E eu se estivesse do lado de lá, se estiver ali na bancada, também exigiria. Compreendo perfeitamente. E portanto, nós temos que estar preparados e temos que estar, quando assumimos estes cargos, quando assumimos a posição de estar à frente do clube, temos que sentir todos a responsabilidade que é. Isto não pode ser só uma vaidade estar à frente do clube desta dimensão. Se estamos cá todos é porque somos do Benfica, porque gostamos do Benfica, porque vivemos o Benfica. Mas isso também só não chega e, portanto, nós temos que ter capacidade de dar aos adeptos aquilo que os adeptos querem. E por isso eu dizia também antes, claro, olhando para o presidente do Benfica e olhando para aquilo que é a minha função, porque não vou deixar de estar ligado ao futebol, não vou deixar de ser administrador para o futebol e, portanto, nós só pensamos em títulos, como é óbvio. Um clube desta dimensão tem que pensar anualmente em todos os títulos. Mas neste momento, para além dos títulos Eu faço muita questão de ver a nossa família toda reunida outra vez.

Sentiu-se também magoado quando viu este episódio do Bernardo Silva?

Aqui não há que se sentir magoado. Eu compreendo, o presidente sentiu-se magoado, é normal. Conheço-o desde que eu veio para cá. Sente que o ajudou bastante também a crescer e, portanto, quando nós vemos os nossos jogadores depois a não estarem agradados, é claro que magoa. Isso é completamente normal. Agora, o Bernardo faz parte daquilo que eu acabei de dizer. Somos todos do Benfica e temos todos que estar prontos para nos ajudarmos uns aos outros, para crescermos cada vez mais e para conquistarmos os títulos que toda a gente quer e que o Benfica vai lutar com certeza por eles.

Vamos continuar a vê-lo perto da equipa?

Desculpe. Eu vou já.

O que é que desafia mais nesta nova etapa?

Já lá vamos. O desafio de trabalhar no Benfica para mim é todos os dias um desafio. Todos os dias um desafio, como era quando vestia a camisola para treinar. Já disse e repito, não quero ser repetitivo, mas eu só vejo este clube cada vez maior e, portanto, é isso que eu quero. Eu sou um dirigente, não posso dizer que não faça a parte do dirigente, mas eu sou um dirigente muito adepto, muito fervoroso e, portanto, só consigo ver o Benfica bem grande. E eu acho que hoje demos mais uma demonstração disso e agora é unir forças e atacar os objetivos que temos pelo caminho.

Rui, vamos vê-lo mais no gabinete e menos perto da equipa?

Não. Desculpem, não consegui ouvir a tua, já volto. Não, vou acrescentar. No futebol mantém-se tudo igual, eu vou continuar a fazer o trabalho que fazia no futebol e para além disso, faço parte da vida do clube também, em vez de estar só na SAD, estou na direção também, pronto para ajudar em tudo aquilo que for preciso e pronto para assumir as minhas responsabilidades.

Rui, a margem mais curta de todos os que vieram a concurso nestas eleições. Acha que é um recado que está a ser dado, que as coisas não estavam a correr bem?

Olha, eu tenho como ideia que, até pela primeira coisa que eu vos disse, mais do que ser de modas ou de dados eleitorais, eu sou Benfica e serei sempre Benfica, independentemente do resultado que fosse hoje. Se hoje nós não tivéssemos ganho, ou por outra, se não tivéssemos sido eleitos, porque eu não considero isto ganhar, se não tivéssemos sido eleitos, eu estaria no próximo jogo que pudéssemos estar todos nas bancadas, eu estaria no meu lugar da bancada. Portanto, eu não considero isto um ganhar ou perder. Eu considero que as pessoas deram-nos a responsabilidade de assumir estes quatro anos na liderança do clube, porque toda a gente tem direito à opinião, toda a gente teve direito a participar nestas eleições e portanto, elas acabaram hoje, nós fomos eleitos pelos sócios e a partir daqui continuamos todos juntos. Isto não há dois Benficas, nem três, nem quatro, tem que haver só um Benfica e é isso que nós todos temos que fazer. E por isso eu também dizia, é evidente que pensamos nos títulos, é evidente que já amanhã temos aqui jogo e farei o meu trabalho em relação à equipa de futebol, mas quero ver a família toda junta. Não consigo encarar o Benfica de outra maneira. Obrigado.

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