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É uma hora. Boa noite, eu sou a Teresa Freire e é tempo de atualizar toda a informação. João Cotrim de Figueiredo anuncia que vai lançar um movimento cívico apartidário, chamado Movimento Horizonte 2031. O ex-candidato presidencial vai ser o líder deste movimento, quer que quem votou nele tenha uma voz ativa no debate público.

Não é um partido político, que fique claro. Pretende apenas que esses 900 mil votos, que aderiram em massa a uma forma de fazer política mais positiva, mais otimista, mais exigente com o país, com mais ambição, e que vieram de todos os partidos, não fiquem sem um sítio onde possam manter aquela energia e manter aquela vontade de colaborar e de participar. Portanto, é um movimento que é cívico e pretende o quê? Pretende participar no debate público, condicionando no sentido de ser muito exigente com o governo que esteja em funções.

João Cotrim de Figueiredo em entrevista à Sic Notícias esta noite, onde não revela a intenção de voto para a segunda volta, mas exclui votar em André Ventura.

A escolha nesta segunda volta é, de facto, péssima para os portugueses. Eu percebo aqueles que agora nas sondagens da segunda volta começam a aparecer em grande número, dizendo que não vão votar ou que vão votar em branco. Eu percebo, a escolha é, de facto, péssima. Entre alguém que quer que Portugal esteja parado e entre alguém que quer Portugal para trás.

João Cotrim de Figueiredo em declarações à Sic Notícias. O atual eurodeputado da Iniciativa Liberal garante ainda que não vai abandonar Estrasburgo, nem pensa em regressar à liderança do partido. Na análise, a jornalista de política do Observador, Inês André Figueiredo, diz que João Cotrim de Figueiredo deixou várias pistas sobre o futuro, sendo que a criação de um novo partido não está em cima da mesa. Inês André Figueiredo destaca o capital político do ex-candidato à Presidência da República e o fato de João Cotrim de Figueiredo falar no movimento apartidário.

Com este resultado eleitoral, João Cotrim de Figueiredo sabe que tem peso e, pelos vistos, não pretende desperdiçar esse capital político. Vamos ver que repercussões é que isto tem para a Iniciativa Liberal e se é uma ajuda ou é uma pedra no sapato de um partido que tem tido dificuldades em descolar.

Análise da jornalista de política do Observador, Inês André Figueiredo, sobre o movimento cívico anunciado por João Cotrim de Figueiredo esta noite. Ainda sobre as eleições presidenciais, André Ventura acusa António José Seguro de fugir ao escrutínio. Em causa está a recusa do candidato apoiado pelo Partido Socialista em ir a dois dos três debates que André Ventura queria realizar durante a segunda volta. Numa ação de campanha no Montijo, o candidato apoiado pelo Chega critica António José Seguro de ter medo de se comprometer com medidas para o país.

Eu quero debater os problemas do país na imigração, na habitação, na saúde, nos salários baixos. É isso que eu quero debater. O senhor António José Seguro está com medo de qualquer coisa que haja para debater. Eu quero debater o país e acho que ele viu na primeira volta, que eu procurei debater o país, debater o que nos divide, o que nos distingue, ver onde é que nos aproximamos. Ou seja, eu quero discutir Portugal. Agora, se há um candidato que quer passar nisto, tipo Miss Portugal, que ninguém lhe pode dizer nada e que passa pelos pingos da chuva sem ter que se comprometer com nada, isso é um mau exemplo pra democracia, mas sobretudo levanta uma suspeita que está com medo de alguma coisa e que está com medo de ser sujeito ao escrutínio.

André Ventura em passo apressado no Montijo devido ao mau tempo que se fez sentir ao final da tarde. E sobre os apoios da direita ao adversário, André Ventura critica sobretudo a Iniciativa Liberal, a quem antecipa a morte política. Já António José Seguro diz que cada um faz a campanha que quer. Reação do candidato apoiado pelo Partido Socialista quando questionado sobre a recusa para participar em mais debates.

Nenhum candidato fez tantos debates. Portanto, é muito simples. Eu estou aqui para fazer a minha campanha. A minha campanha privilegia o contacto direto com cada portuguesa e com cada português. É isso que eu vou fazer. Portanto, cada um faz a campanha que entende. Muito obrigado.

António José Seguro, no final de uma visita ao Centro de Engenharia e Desenvolvimento em Matosinhos. Nestas declarações aos jornalistas, Seguro também mostrou agrado com o apoio de Luís Marques Mendes e pediu uma legitimidade reforçada nas urnas. O candidato apoiado pelo Partido Socialista não quis comentar os recentes apoios que tem recebido dos vários quadrantes políticos, mas questionado diretamente sobre o apoio do ex-adversário, reage assim:

O caso concreto, doutor Luís Marques Mendes, naturalmente que recebi com agrado. Foi um dos adversários na campanha eleitoral e fico feliz por ele ter expressado o seu apoio, o seu voto, a uma pessoa que está próxima dos seus valores.

António José Seguro, sobre as mais recentes sondagens, assume estar satisfeito com a vantagem que parece ter em relação a André Ventura. Mudamos de tema, passamos ao mau tempo. A ER Redes diz que já há menos de dois mil clientes que continuam sem energia elétrica em várias zonas de Portugal continental. Chegaram a ser quase quatro mil casas sem eletricidade, mas a empresa está a conseguir normalizar a situação. No balanço anterior, com dados até às 18h30, a ER Redes tinha divulgado que cerca de 3800 clientes estavam sem energia elétrica em várias zonas de Portugal continental, sobretudo no distrito de Aveiro. Os constrangimentos foram provocados pelo mau tempo. Face ao agravamento das previsões meteorológicas, a ER Redes também ativou, de forma preventiva, o plano de atuação em crise, para permitir o reforço dos meios técnicos e operacionais, para garantir a adequada capacidade de resposta. O mais recente balanço da Proteção Civil sobre a Depressão Ingrid dá conta de quase 700 ocorrências, feito com dados até às 19h30, feito pelo oficial de operações da Proteção Civil, José Costa. A Rádio Observador detalha as ocorrências registradas, com destaque para a queda de árvores.

Entre as 0h e as 19h do dia de hoje, dia 23, temos o registro de 669 ocorrências relacionadas com este quadro de meteorologia mais adversa.

As ocorrências estão relacionadas, sobretudo, com 247 quedas de árvore, 192 limpezas de via, 122 quedas de estruturas, 63 movimentos de massa e 43 inundações. Temos ainda o registo de dois salvamentos aquáticos. Foram empenhados 2312 operacionais e 932 meios terrestres.

Hoje, a zona mais afetada foi a região de Lisboa e Vale do Tejo, com 229 ocorrências, seguida pela região Norte, com o registo de 211. José Costa diz ainda que as autoridades da Proteção Civil estão em prontidão especial face aos avisos emitidos e às previsões para esta noite e para o dia de amanhã. Deixa, por isso, várias recomendações à população.

Evitar atividades relacionadas com o mar, não se aproximar da orla costeira, não praticar desportos ou corridas perto da orla costeira e também não deixar lá os veículos estacionados. Se tiver que viajar, faça só se for mesmo necessário. Evitar deslocações que possam ser adiadas.

José Costa, oficial de operações da Proteção Civil, faz ainda o apelo para que seja adotada uma condução defensiva, de modo a que sejam evitados riscos desnecessários. O Metro de Lisboa vai manter abertas até à madrugada de terça-feira as estações de Santa Apolónia, Oriente e Rossio. Acontece no período noturno para permitir que pessoas em situação de sem-abrigo possam pernoitar. O Metro toma esta medida devido ao frio, em articulação com a Câmara Municipal de Lisboa. As estações vão estar abertas para assegurar uma resposta adequada às condições de frio extremo que atualmente se fazem sentir na cidade de Lisboa. Na atualidade internacional, o presidente da Ucrânia diz que ainda é muito cedo para tirar conclusões das negociações entre os Estados Unidos, a Ucrânia e a Rússia. Volodymyr Zelensky não quis abrir o jogo sobre as conclusões deste primeiro dia de conversas nos Emirados Árabes Unidos. Ainda assim, o presidente da Ucrânia destaca que se está a discutir a melhor forma de colocar um ponto final na guerra na Ucrânia. Nas redes sociais, o líder ucraniano manifesta o desejo de desenvolvimentos favoráveis e ressalva que o mesmo tem de ser esperado do lado russo. O major general João Vieira Borges destaca a importância deste encontro, uma reunião que pode trazer desenvolvimentos ao conflito na Ucrânia. O major general fala num momento decisivo e sublinha que Zelensky, mesmo ausente da mesa das negociações, tem uma palavra a dizer.

É um papel determinante, ele é que diz sim ou não. Ou seja, ele é que dá a liberdade de ação aos negociadores para irem até determinado ponto. E esse ponto pode ser, designadamente na questão do Donbass, a criação da tal zona económica livre que referiu Mitkov. Não deve estar muito longe disto da negociação, a cedência da parte da Ucrânia para a tal zona económica livre, mas não aceitará, certamente, que as forças ucranianas se retirem e que fiquem as tropas russas.

O major-general João Vieira Borges no Gabinete de Guerra da Rádio Observador. Admite ainda que esta reunião pode ser o princípio do fim da guerra na Ucrânia. É o ponto final deste noticiário. Informação regressa à 13h30.