Acompanhe o nosso artigo em direto sobre as eleições israelitas

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, apelou esta terça-feira ao voto dos eleitores e acusou os opositores árabes israelitas de tentarem “roubar a eleição”, depois de os ter visado durante toda a sua campanha.

O também líder do Likud, que, segundo as sondagens, não parte como favorito, falou aos jornalistas após votar numa assembleia em Jerusalém Ocidental, acompanhado pela mulher, Sara, segundo um comunicado divulgado pelo seu Gabinete.

“Vão votar!”, exortou Netanyahu aos israelitas em hebraico, segundo o texto do comunicado, numa eleição crucial que se revela extremamente renhida e que se realiza três anos após os ataques do Hamas e a ofensiva contra Gaza.

Netanyahu afirmou que “três altos dirigentes” de um partido de maioria árabe foram detidos no sul do país, transportando envelopes cheios de dinheiro em numerário, sem que a denúncia tenha sido confirmada por fonte independente.

As autoridades eleitorais esclareceram, no entanto, que estas pessoas – abordadas perto das suas residências – “ainda não tinham chegado aos locais de voto” e que está em curso uma investigação.

Já durante a manhã desta terça-feira, também o partido da oposição Yashar!, favorito nas sondagens, denunciou uma “manipulação deliberada” dos boletins de voto e vai apresentar uma queixa formal à Comissão Eleitoral.

“Nas últimas horas, foram recebidos relatos sobre a manipulação deliberada, o roubo, a inversão e a retirada de boletins de voto do Yashar! em locais de voto por todo o país”, informou o partido.

Entretanto, a Comissão Eleitoral Central (CEC) de Israel já reagiu, descartando a existência de quaisquer irregularidades.

“Ao contrário do que sugerem as informações que circulam, não há, neste momento, qualquer indício ou prova que aponte para irregularidades no âmbito das eleições”, pronunciou-se a comissão em comunicado, afirmando que os casos estão a ser analisados um a um de forma “imediata”.

A participação nas eleições atingiu os 16,7% às 10h00 (8h00 em Lisboa), três horas após a abertura das mesas de voto.

De acordo com a Comissão Eleitoral de Israel, a afluência difere um ponto percentual do registado nas eleições de 2022: 15,9% de participação nas primeiras horas de votação.

Israel realiza esta terça-feira as eleições legislativas decisivas para o futuro político de Netanyahu.

Mais de 7,3 milhões de israelitas são chamados às urnas para eleger os 120 deputados do Knesset (Parlamento).

As assembleias de voto encerram às 22h00 (20h00 em Lisboa), altura em que as estações de televisão devem divulgar as primeiras sondagens à boca das urnas.

Segundo as sondagens efetuadas durante a campanha eleitoral, a vitória – por uma curta margem – pode ser alcançada por Gadi Eisenkot, o principal candidato da oposição ao líder do Likud, que votará, segundo as indicações conhecidas, às 13h45 locais (11h45 em Lisboa).

[Duarte Lima admite ter estado com Rosalina Ribeiro na noite em que a herdeira milionária desapareceu mas nega ter sido a última pessoa a vê-la com vida. Conta que, depois da reunião que tiveram, no Rio de Janeiro, levou a cliente até Maricá, para um encontro com uma mulher chamada Gisele. É uma versão que não bate certo com as primeiras provas recolhidas pelas autoridades brasileiras. Enquanto Duarte Lima se torna, para a polícia, o principal suspeito do homicídio, perde força a outra linha de investigação. Olímpia Feteira era inimiga assumida da antiga companheira do pai mas garante que nunca desejou a morte dela. E, ao contrário de Duarte Lima, disponibiliza-se para prestar todas as informações necessárias à polícia brasileira. Já pode ouvir o segundo episódio de “As Sombras de Duarte Lima”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube.]