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As notícias com Miguel Pina Andrade.
Donald Trump confirma que o acordo com o Irão está agora concluído. Já data também para a assinatura do documento. Segundo o primeiro-ministro do Paquistão, país que tem desempenhado um papel de mediador nas negociações, o acordo vai ser assinado já na sexta-feira, na Suíça. Isto é o que anuncia o chefe de governo paquistanês, escreve na rede social X que após intensas negociações, o Paquistão tem o prazer de anunciar que o acordo de paz foi alcançado. Donald Trump confirmou também a assinatura de um acordo com o Irão. O presidente norte-americano escreve na rede social Truth, de forma taxativa, que o acordo com a República Islâmica do Irão está agora concluído. Donald Trump dá os parabéns a todos os envolvidos nas negociações e garante que o documento prevê, com efeito imediato, a abertura do estreito de Ormuz, bem como o fim do bloqueio naval dos Estados Unidos. O Irão, no entanto, ainda não se pronunciou relativamente a este anúncio da data da assinatura do acordo de paz. Tudo isto acontece numa altura em que o Irão suspendeu os voos no espaço aéreo a oeste do país. Segundo informações de meios oficiais, as autoridades iranianas suspenderam todos os voos programados nesta que é a zona mais próxima de Israel. Os voos terão sido cancelados até novas ordens, numa decisão tomada face às circunstâncias atuais, é o que escreve a televisão pública iraniana IRIB. A suspensão dos voos é a primeira medida tomada em antecipação à eventualidade de possíveis ataques, tanto iranianos contra Israel, como israelitas contra o Irão. Uma possibilidade que se tornou mais real depois do ataque israelita deste domingo contra Beirute, a capital do Líbano. O ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, também falou este domingo sobre o acordo de paz. Barack Obama diz ter dúvidas quanto à eficácia do acordo. Para o antigo presidente norte-americano, nada garante que este acordo venha a trazer mais benefícios em relação ao que já estava estabelecido anteriormente.
"É duvidoso que qualquer acordo que venha a surgir seja significativamente diferente ou represente uma melhoria substancial em relação ao acordo que já tínhamos e que funcionou durante muito tempo antes de nós, Estados Unidos, sairmos dele. Por isso, o que espero é que os bombardeamentos parem e que as pessoas comuns deixem de sofrer as consequências da guerra."
Declarações do antigo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, numa entrevista à ABC News. Na política nacional, Paulo Raimundo lança um desafio a Luís Montenegro, quer que o primeiro-ministro retire o pacote laboral já no próximo debate no Parlamento. Debate quinzenal que acontece na quinta-feira. O secretário-geral do PCP diz que Luís Montenegro faria um grande serviço ao país se retirasse o pacote laboral da equação, visto que só há consenso entre os partidos da direita.
Eu acho que um grande serviço que o senhor primeiro-ministro devia fazer ao país na próxima quarta-feira, é retirar o pacote laboral e poupar o país a isto. Não tem jeito nenhum. Os únicos que defendem hoje o pacote laboral, além do senhor primeiro-ministro e membros do governo, são os senhores da Iniciativa Liberal e do CDS, o Chega, envergonhado, mas defende, e depois são as confederações patronais. Não vai sobrar para as confederações patronais, o pacote laboral. Não vai sobrar a precariedade para os membros das confederações patronais. Não vai sobrar os justamentos à justa causa para as confederações patronais.
O secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, questionado sobre a última reunião entre Luís Montenegro e André Ventura, acusa o Chega de não ter credibilidade no posicionamento relativo ao pacote laboral. Paulo Raimundo afirma que se o Chega for coerente, vai votar contra.
Se nós pudéssemos levar em conta a palavra do Chega, se fosse uma palavra credível, não via nenhuma razão sequer para ser agendado. Certo? Mas como a gente não pode levar em conta a palavra do Chega, estamos sempre à espera de tudo. Há uma coisa que eu sei: o Chega, segundo aquilo que tem afirmado, vai votar contra. Se vai votar contra, o pacote laboral está chumbado, não há nenhuma alternativa.
O secretário-geral do Partido Comunista, Paulo Raimundo, em declarações aos jornalistas este domingo. Olhemos agora para o Mundial de Futebol. O treino da Seleção Nacional foi cancelado devido a um aviso de tempestade. Os protocolos de segurança das autoridades locais para este tipo de eventos obrigaram ao cancelamento do treino. Depois de chegar ao Gardens North County District Park, a equipa portuguesa recolheu para local seguro, cumpriu o trabalho de preparação, devidamente programado para este tipo de situações de emergência. Depois, os jogadores realizaram um treino de ativação física dentro de um pavilhão. Devido aos avisos de mau tempo, a conferência de imprensa da Seleção Nacional em Palm Beach também foi cancelada. Matheus Nunes ia ser o porta-voz da comitiva portuguesa, mas todas as atividades com a imprensa foram canceladas. É uma informação confirmada também pelo enviado especial do Observador aos Estados Unidos, que se encontra um pouco mais a sul, na cidade de Miami, onde Miguel Cordeiro, uma espécie de festival do futebol, na maior fan zone do Mundial, foi também cancelada devido à chuva.
É o primeiro grande evento a ser interrompido em Miami, evento ligado ao Mundial, o FIFA Fan Festival. É uma espécie de festival de verão, mas apenas dedicado ao Mundial de Futebol, com imensos ecrãs gigantes, com várias atividades para os mais novos, com stands de venda de camisolas, de produtos ligados ao Mundial. Um festival gigantesco que foi evacuado. Todas as pessoas tiveram de deixar, uma autêntica debandada. O Observador conseguiu acompanhar esse momento. Nos ecrãs gigantes, avisos que diziam que devido às previsões meteorológicas, todas as pessoas tinham de abandonar o recinto. E assim foi. Em poucos minutos, todas as pessoas abandonaram. O céu também começou a ficar cinzento. Espera-se chuva e tempestade de trovoada para as próximas horas. Não é propriamente uma tempestade tropical, com ventos a superar muito fortes. É, sim, uma preocupação com a tempestade de trovoada. Trovoada é um problema sério na região da Flórida. É uma situação que provoca vários mortos. Ainda recentemente, houve notícias de uma criança morta num jardim na Flórida devido à trovoada e, portanto, não se brinca com esse assunto aqui nesta região. Todas as pessoas neste FIFA Fan Festival tiveram de sair do recinto. Foi muito rápido esse momento de evacuação e os adeptos, alguns ainda continuam à porta a tentar perceber se podem voltar, mas grande parte já deixou esta zona na baía de Miami
O jornalista Miguel Cordeiro, enviado especial do Observador ao Campeonato do Mundo de Futebol, que decorre nos Estados Unidos, no Canadá e no México. A bola não para nos Estados Unidos e nós aqui na Rádio Observador não deixamos de acompanhar nenhum jogo do Campeonato do Mundo. Olhamos agora para a Costa do Marfim, que joga contra o Equador, num jogo do grupo E. Comigo em estúdio está o jornalista João Lourenço. João, a esta altura os jogadores estão a voltar dos balneários. A segunda parte está prestes a começar com 1 x 0 no marcador.
Com 1 x 0 no marcador e com sinal amarelo para a Costa do Marfim, não por aquilo que tem criado no ataque, mas já lá vamos, mas acima de tudo, sinal amarelo para os três cartões amarelos que três jogadores já somam nesta primeira parte. Tanto Frank Kessié como Seko Fofana já têm essa cartolina amarela, ou seja, o meio-campo desta formação africana já está totalmente amarelado. Há também um lateral-direito, o número 17, Guehué, que ao minuto 40 também viu essa cartolina amarela devido à falta de Enner Valencia. Há sinal verde também na Costa do Marfim, apesar deste, concretamente e passe a redundância, sinal amarelo naquilo que é a disciplina do encontro. Ian Diomande, Miguel, se me questionasse agora qual seria a pérola, a pérola já seria para este extremo esquerdo do Red Bull Leipzig. Tem sido um grande fator de preocupação para a defesa do Equador, tanto na finta, no remate, na criação. Tem sido certamente um jogador muito acutilante em termos ofensivos e alguém para estar debaixo de olho, não só neste Campeonato do Mundo, mas também no mercado de transferências. Há já rumores de que Ian Diomande pode estar a caminho da Premier League. Quanto ao Equador, duas oportunidades concretas na primeira parte, duas bolas à barra, a última foi da autoria de Alan Minda ao minuto 28. Foi na altura em que estávamos aqui a narrar a síntese da 00h30 e fizemos aqui quase um compasso de espera para ver no que o lance dava. Novamente, bola na trave. Vamos ver se o Equador tem mais pontaria ou se é a Costa do Marfim que consegue colocar o esférico dentro da baliza. Segue esta partida que vai arrancar agora, a segunda parte.
Estiveste atento à primeira parte do jogo, o jornalista João Lourenço. Dado o que viste para esta segunda parte, quem é que achas que está mais próximo do resultado? O Equador teve duas bolas à barra, mas será que aqui a Costa do Marfim consegue surpreender e ganhar o jogo?
O equilíbrio é mesmo muito, até porque estamos a falar de uma equipa do Equador que tem mais posse de bola, tem mais passes, no entanto, não consegue ferir o bloco da Costa do Marfim, não só por via dos passes falhados, mas acima de tudo porque tem sido travada em falta. A Costa do Marfim, acima de tudo, está a errar muitos ataques, não só de Ian Diomande, mas também de Nicolas Pépé. Já teve mais dois remates o antigo jogador do Arsenal. Por isso, acho que tem que haver um pouco mais de objetividade, mais para a Costa do Marfim, porque tem estas individualidades que podem ferir propriamente o Equador. Temo que haja esse empate, até porque estão muito equilibradas as duas equipas. Teremos que aguardar até à 01h30, pelo menos para ver se há golos por volta do minuto 60, 65.
E é nessa altura que voltas, o jornalista João Lourenço, que daqui a meia hora está aqui de regresso à antena da Rádio Observador, numa altura em que começa a segunda parte deste Costa do Marfim-Equador. O João Lourenço volta aqui para nos dar conta do resultado. Notícia de fecho do jornal da 01:00. A informação regressa à 01h30. Até já.