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É meia-noite.
Meia-noite na Rádio Observador. Muito boa noite. Atualizamos agora toda a informação. Eu sou o José Rafael Lopes. O PSD responde às críticas de Pedro Nuno Santos, que tinha dito que o governo estava a fazer política de baixo nível sobre a redução do IRC. Hugo Soares rejeita por inteiro as palavras de Pedro Nuno Santos, não só sobre o imposto, mas também sobre os pensionistas. O líder parlamentar do PSD diz ainda que o Executivo não está a ser incompetente, como o acusou Pedro Nuno Santos, e aconselha o secretário-geral do PS a ter mais atenção aos estudos sobre o IRC.
O doutor Pedro Nuno Santos, eu o vi hoje designar alguns membros do governo de incompetentes e que precisavam de estudar melhor. Eu acho que quem precisa estudar melhor é o secretário-geral do Partido Socialista, porque ele devia saber que o impacto dos dois pontos percentuais do IRC só se verificaria em 2026. Portanto, uma coisa não é comparável com a outra.
Hugo Soares, em declarações captadas pela SIC, o líder parlamentar do PSD assegura que está previsto um aumento de pensões para os reformados no próximo ano. Deixa ainda acusações a PS e CHEGA. Acusa-os de serem cúmplices contra o governo.
E este Orçamento de Estado tem já uma grande carga de propostas aprovadas durante a legislatura entre o CHEGA e o Partido Socialista. Eu repito: CHEGA e Partido Socialista são cúmplices. Eles fingem, no espaço público, de gladiarem-se, mas depois naquilo que é essencial, unem-se contra o governo.
A resposta de Hugo Soares às palavras de Pedro Nuno Santos, que acusou o governo de estar a fazer política de baixo nível. São declarações, estas de Hugo Soares, feitas durante o encontro do PSD em Cabeceiras de Basto. E neste jornal da meia-noite vamos ouvir então essas críticas de Pedro Nuno Santos. O secretário-geral do PS diz que o governo está a inventar problemas onde não existem em relação ao IRC. É uma acusação feita pelo líder do PS, que fala em incompetência do governo. Para Pedro Nuno Santos, o Executivo fez política de baixo nível quando ameaçou voltar à redução do IRC em dois pontos percentuais. O líder do PS não poupou nas críticas ao Executivo.
Nós temos irresponsáveis, além de incompetentes, a governar o país e que em vez de resolverem os problemas que nós temos e que os portugueses sentem todos os dias, estão concentrados no jogo político, na pequena política. A questão do orçamento está resolvida. Agora, obviamente, que nós apresentamos propostas que desejamos que sejam aprovadas. Nós não vamos fazer nenhuma chantagem com nenhum partido político, nem com o governo. O que esperamos, obviamente, é que o governo e o PSD apoiem o aumento das pensões, porque se estavam disponíveis para reduzir o IRC em dois pontos percentuais, e portanto, em perder 600 milhões de euros da receita fiscal, espero bem que tenham menos do que 300 milhões para aumentarmos as pensões dos nossos reformados.
Pedro Nuno Santos, em Aveiro, a insistir no aumento extraordinário nas pensões. Fala numa medida que seria positiva para os portugueses e deixa nova farpa ao governo, acusa AD de estar a olhar para os pensionistas como clientela eleitoral. Sobre o tema da saúde, Pedro Nuno Santos acusa o primeiro-ministro de ser o principal responsável pelos problemas no serviço de emergência médica e rejeita a ideia de que a culpa possa ser ligada ao anterior governo do PS. Quanto a consequências políticas, o Partido Socialista continua sem pedir a demissão da ministra da Saúde, Ana Paula Martins.
O Partido Socialista não se concentra na sua intervenção nos pedidos de demissão, porque o problema, aliás, é um problema de fundo deste governo e em que o principal responsável, o primeiro responsável, é o primeiro-ministro. Quem faz uma campanha criando expectativa nos portugueses, a ilusão dos portugueses que os problemas da saúde se resolviam fácil e rápido, foi Luís Montenegro. Nós temos oito anos, resolvemos muitos problemas, outros problemas não foram resolvidos, há novos problemas. Entretanto, temos um governo que já vai com oito, nove meses. Esta greve do INEM, a resolução ou a gestão desta greve do INEM não pode ser imputada ao governo anterior.
Acusações de Pedro Nuno Santos ao governo sobre o setor da saúde. A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, foi confrontada com essas mesmas acusações, mas disse apenas que nada tem a dizer.
Eu compreendo que queiram falar sobre o INEM, mas eu não vou falar sobre o INEM.
Ana Paula Martins, a recusar comentar as críticas do PS, que na voz de Pedro Nuno Santos, disse que o governo está a desistir do INEM. Voltamos neste jornal ao Orçamento do Estado. Nuno Melo espera que a discussão do documento, na especialidade, corra de forma tranquila. É um desejo do ministro da Defesa, que acusa PS e CHEGA de tentarem destruir o orçamento. Nuno Melo diz mesmo que não se pode deitar a perder o entendimento que foi alcançado sobre o documento.
O que não pode acontecer é, na especialidade, destruir-se tudo isto. E destruir-se tudo isto equivale a dizer o Partido Socialista e o CHEGA apresentarem agora coisas totalmente diferentes e através dessa maioria, que é contra natura, conseguirem uma coisa qualquer diferente.
Nuno Mello com críticas a PS e CHEGA, aqui em declarações reproduzidas pela SIC Notícias. O Presidente da República prevê um crescimento de 2% da economia portuguesa. Marcelo Rebelo de Sousa descreveu Portugal como um país no bom caminho, no contexto mundial complicado. Fala o presidente de uma nação com estabilidade política, a crescer e com contas certas. Marcelo Rebelo de Sousa sublinha então esse crescimento na ordem dos 2%.
Portugal está bem, num mundo que não está bem, numa Europa com complicações, numa América Latina com complicações. Portugal está politicamente estável. Portugal está com as contas do Estado certas. Portugal está a crescer este ano e vai crescer 2% Portugal continua a crescer em investimento, mas queremos mais. E convosco vamos mais longe.
Marcelo Rebelo de Sousa falou perante uma centena de portugueses em Quito, no Equador. Deixou também elogios à capacidade de resistência da comunidade portuguesa nesse país da América do Sul, com destaque para a resiliência portuguesa, num país que atravessa uma crise energética e graves problemas de violência.
Esta comunidade de 700 vale por toda a comunidade espanhola e ainda mais. Não é fácil passar o dia e ter só quatro horas por dia de energia elétrica. Ou quatro, ou cinco, ou seis, ou duas, ou três. Porque é realmente o viver com a capacidade de resistência que têm os portugueses. Têm todos aqueles que aqui vivem, mas os portugueses são sempre muito resistentes.
Os elogios de Marcelo Rebelo de Sousa naquele que foi o último ponto de agenda do chefe de Estado no Equador. A comunidade portuguesa neste país engloba cerca de 700 pessoas. Mudamos de tema. A FENPROF diz que o concurso de vinculação de professores não resolveu os problemas da falta de docentes em Portugal. Mário Nogueira fala numa medida que não resolve essa questão, mas que ajuda na valorização da carreira dos professores. Este concurso promovido pelo governo permitiu a vinculação de mais de 1800 docentes em escolas carenciadas, uma medida com o objetivo de reduzir o problema da falta de professores em Portugal. Ainda assim, o secretário-geral da FENPROF contesta o resultado. Garante Mário Nogueira, em declarações na Rádio Observador, que o verdadeiro problema continua a ser o abandono da profissão.
Os professores não faltam por causa de não haver vinculação. Os professores faltam porque há falta de professores, porque foi desvalorizada a profissão ao longo de muitos anos e milhares de professores abandonaram a profissão. Os jovens, para quererem voltar a ser professores, precisam ter uma profissão que, do ponto de vista salarial, do ponto de vista da carreira, do ponto de vista da estabilidade e das condições de trabalho, seja uma carreira que os atraia, coisa que hoje não acontece.
Para a FENPROF, o número de vagas restante neste concurso do governo é preocupante, tendo em conta que também podiam candidatar-se professores com habilitação própria.
Para além dos 14.500 professores que abandonaram e que poderiam candidatar-se, também os jovens que terminaram o curso no ano passado, que ainda não têm nenhum tempo de serviço, podiam candidatar-se, os professores que estão no ensino privado e quisessem passar para o público podiam candidatar-se e até professores com habilitação própria, ou seja, sem formação pedagógica. Apesar deste grande universo de tantos milhares de professores poderem candidatar, não foi possível preencher as 2308 vagas.
Mário Nogueira, em declarações na Rádio Observador. Na atualidade internacional, foi detetado o primeiro caso nos Estados Unidos de uma variante nova da Mpox. A pessoa afetada esteve em viagem em África, foi tratada do norte da Califórnia quando regressou aos Estados Unidos. A informação é dada pelas autoridades sanitárias dos Estados Unidos. Os sintomas ainda estão a melhorar e o risco de transmissão pública é baixo. Ainda assim, as autoridades sanitárias estão a contactar pessoas com quem este indivíduo esteve em contacto por precaução, indicou o departamento. No início deste ano, os cientistas já tinham relatado o aparecimento de uma nova forma de Mpox em África, que se transmitia através de contacto próximo. Fechamos este jornal da meia-noite. No Festival Eurovisão Júnior, Portugal ficou em segundo lugar com a atuação de Vitória Nicole. É a melhor prestação portuguesa de sempre no festival. A luso-venezuelana terminou apenas atrás da Geórgia, que venceu a competição. O voto do público fez a diferença para a cantora da Geórgia, que ficou com o primeiro lugar na reta final da votação. Ainda assim, Vitória Nicole, de apenas 14 anos, não escondeu a satisfação pelo segundo lugar alcançado.
Incrível! Não acredito. Não estava à espera? Não! É que eu estava sentada normalmente com a minha amiga e do nada: "Cento e não sei quantos pontos para Portugal". 170. Pronto, e eu fiquei tipo: "O quê?" Fiquei assim, eu comecei a gritar como louca.
Vitória Nicole, em declarações à RTP em Madrid, onde decorreu o Festival da Canção Júnior. Portugal ficou em segundo lugar. É a melhor prestação de sempre. Está tudo dito neste jornal da meia-noite. A informação está de regresso quando for 12h30, já com a edição da Maria João Brás. Da minha parte é tudo. Tenha uma boa noite.