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Meia-noite. As notícias com Vasco Maldonado Correia. Boa noite. O Presidente da República garante que se limitou a fazer uma referência genérica sobre o estado da saúde em Portugal e que nunca se dirigiu diretamente à ministra Ana Paula Martins. Falamos do momento esta semana em que Marcelo Rebelo de Sousa pediu um pacto de regime para a saúde e criticou a falta de estratégia para o setor. Ora, agora, em declarações aos jornalistas em Gizé, no Egito, o chefe de Estado esclarece que queria falar sobre a situação do setor, desde que o problema na saúde existe. Afirma que se quis centrar na falta de definição, com ou sem acordo, de um quadro de médio prazo quanto ao relacionamento entre o setor público, social e privado, além da gestão do Serviço Nacional de Saúde. Marcelo volta a salientar que, enquanto a indefinição prevalecer, vão surgir dúvidas sobre o que é responsabilidade do Ministério da Saúde e o que é responsabilidade da Comissão Executiva do SNS. Depois de quatro meses de atraso, o INEM tem todos os novos helicópteros a funcionar em pleno. A partir deste sábado, as quatro aeronaves de emergência médica vão funcionar diariamente por períodos de 24 horas. Os helicópteros vão estar sediados nas bases de Macedo de Cavaleiros, Viseu, Évora e Loulé e vão assegurar cobertura aérea em todo o território continental. Em comunicado, o INEM refere que a situação é possibilitada pelo contrato adjudicado à empresa maltesa GulfMed Aviation Services já no final de março, sendo que o suposto era ter as aeronaves a funcionar em pleno desde o dia 1 de julho. Olhamos agora para as eleições presidenciais. O antigo primeiro-ministro Durão Barroso apoia Luís Marques Mendes na corrida a Belém. O apoio é avançado à RTP pelo também antigo presidente da Comissão Europeia. Durão Barroso lembra o passado que ambos partilham, fala numa figura congregadora.

Foi meu ministro, competente e leal, e isso que é muito importante, sabermos que é alguém com experiência, alguém que tem sabedoria política, que sabe procurar equilíbrios, fazer consensos, que não nos reserva surpresas nem tendências para extremismos, para a função moderadora, a função congregadora que deve ser a presença da República.

O social-democrata não fala nos restantes candidatos, mas traça o perfil que considera ideal para ocupar o Palácio de Belém, que começa com experiência governativa.

Para ser presidente da República, convém pelo menos ter passado pelo governo, ter estado, como esteve o doutor Luís Marques Mendes, a liderar um partido político, conhecer o Parlamento, conhecer as forças políticas. Os portugueses não querem extremismos, sobretudo não na presença da República, e também querem alguém que não seja um salto no escuro.

Durão Barroso, com experiência e sem extremismos, é o perfil que quer ver na Presidência da República, identifica no colega de partido Luís Marques Mendes. André Ventura, também candidato, garante que não quer ser um corta-fitas como presidente da República. Além disso, o candidato presidencial também não se revê no estilo de Marcelo Rebelo de Sousa. Dá o exemplo da saúde para mostrar que o chefe de Estado teve diferença de critérios ao longo do mandato.

Houve uma prática de muitos presidentes se tornarem corta-fitas. E depois houve outros, como o caso deste que temos agora, deste presidente da República, que procuraram gerar uma lógica de maior intervenção, mas uma intervenção atabalhoada. Por exemplo, ainda hoje estava a ver que o presidente que temos, Marcelo Rebelo de Sousa, e eu, como sabem, estou nos antípodas do que o Partido Socialista pode estar e da forma como o Partido Socialista governa. Mas o presidente da República vê que só este ano já nasceram 60 bebés fora de maternidades. Lembro-me quando era a doutora Marta Temido, que o presidente Marcelo Rebelo de Sousa dizia: "Bom, a saúde tem que mudar, temos que ter uma saúde diferente, por que não há aqui consequências?" E até disse que modelo de saúde defendia. O presidente pode e deve fazê-lo. Qual é que eu acho a diferença? É que não pode fazer quando é um governo do Chega, do PS ou do PSD com uma atitude e mudar de atitude quando é outro.

André Ventura, que considera que o país só teve um bom presidente da República.

Eu não vou ser esse presidente corta-fitas. Para isso havia Américo Tomás. E depois houve todos aqueles que se seguiram ao 25 de Abril. Tirando, provavelmente, o General Ramalho Eanes, nós tivemos sempre maus presidentes. A verdade é essa.

O candidato e líder do Chega, aqui em entrevista na CNN Portugal, numa entrevista que decidiu abandonar a meio. Ainda nas presidenciais, Henrique Coveia Melo considera curioso estar a ser acusado de ser de esquerda depois de já ter sido posicionado à direita. Foi durante uma intervenção esta noite na quinta edição da Festa Portuguesa, que decorre na Suíça. O almirante critica maniqueísmos e velhos rótulos. Diz que hoje o verdadeiro debate não é entre capitalismo e comunismo, mas sim entre algo muito maior, liberdade ou ditadura, democracia ou tirania, integridade ou compadrio, transparência ou opacidade, honestidade ou corrupção. De resto, há um novo candidato na corrida, este sim de esquerda. Jorge Pinto apresenta-se orgulhosamente de esquerda, um contraponto frisado pelo candidato apoiado pelo Livro, mas com António José Seguro, ao contrário do antigo líder do PS, Jorge Pinto não tem problemas em ser posto na gaveta da esquerda.

Uma promessa vos faço: eu não cederei um milímetro nos meus princípios. Eu serei aquilo que vocês conhecem, firme naquilo em que acredito, fiel aos meus ideais e com muita vontade de mudar as coisas para melhor. Comigo, esta eleição vai mesmo ser menos do mesmo, porque sim, eu sou orgulhosamente de esquerda, porque a esquerda não é, nem nunca será uma gaveta.

Aqui uma referência a António José Seguro, que não quis responder se era de esquerda numa entrevista ao jornal Público. Respondeu apenas perguntando por que tinha de ser posto numa gaveta. Jorge Pinto, que avança já numa fase tardia da corrida, numa altura em que há candidatos no terreno há vários meses e assume que esperou até o fim por uma figura unificadora à esquerda, à parte dos partidos políticos, garante que se for eleito, a direita e a extrema-direita avançarem para uma revisão constitucional, vai dissolver a Assembleia da República. Entre ativistas, autarcas e dirigentes nacionais e regionais, dezenas de militantes do PAN estão de saída do partido. A desilusão com o rumo do projeto político é a principal razão apresentada. A antiga deputada Bibiana Cunha é um dos nomes a anunciar a desfiliação. Acusa a liderança de Inês Sousa Real de ter desvirtuado o partido e negar a realidade.

Estou perante uma impossibilidade de me manter filiada a um partido que, a meu ver, desvirtuou o seu ideário e eu não consigo, de forma consciente, manter-me associada a um projeto onde a quantidade passa a ser mais importante do que a qualidade. Aquilo que eu sinto enquanto filiada é que, de facto, há uma negação da realidade.

Bibiana Cunha foi líder parlamentar do PAN e autarca na Assembleia Municipal do Porto. Vê um partido sem espaço para autocrítica. No comunicado divulgado hoje, assinado por cinco agora ex-militantes do PAN, pode ler-se que o partido deixou de ser quem era, a única plataforma em que as causas e o ativismo comprometido alguma vez convergiram numa estrutura representativa organizada politicamente. Na atualidade internacional, em Inglaterra, várias pessoas foram esfaqueadas esta noite dentro de um comboio. A informação está a ser avançada pelas autoridades britânicas, que adiantam que já foram detidos dois suspeitos. O ataque aconteceu ao início da noite no comboio inter-regional. Já foram transportados para o hospital vários feridos. O primeiro-ministro britânico Keir Starmer já reagiu, fala num episódio alarmante e pede à população que siga todas as indicações das autoridades. No futebol, o Benfica foi a Guimarães vencer o Vitória por três bolas a zero. Gols marcados já no segundo tempo por Tomás Araújo, Samuel Dalot e João Rêgo. Partida que fica marcada pela expulsão de Fábio Blanco, jogador do Vitória, aos 56 minutos, quando o marcador ainda estava em 1 x 0. No final, José Mourinho admitiu que o intervalo foi decisivo para ajustar o que os encarnados não estavam a conseguir fazer.

Quando falhámos o primeiro gol, quando o guarda-redes defendeu o segundo, quando falhámos o terceiro, fomos sempre atrás. E eu disse ao intervalo que às vezes um 0 x 0 no intervalo, quando se é agressivo, quando se é intenso, ok, o gol vai chegar, mas da maneira como estávamos a jogar na primeira parte, o gol podia não chegar. E mudámos, e mudámos bem, mérito para os jogadores. Ganhar em Guimarães não é fácil e ganhar da maneira que nós ganhámos é ainda mais difícil.

Do lado do Vitória, o técnico Luís Pinto considera que a arbitragem acabou por ser decisiva.

Enquanto estava 11 para 11, foi mérito do Benfica. Depois, não há mérito nenhum do Benfica na forma como altera aquilo que é o rumo do jogo. Acho que ficou visível, acho que toda a gente viu e é por demais evidente aquilo que se passou. Temos uma primeira parte fantástica e podíamos ter ficado a jogar contra 10 e devíamos ter ficado a jogar contra 10 e não foi isso que aconteceu. E depois num lance que a única coisa que se vê é raspar nos calções, o nosso jogador é expulso. Infelizmente, o jogo passou a ser um espetáculo fraco.

Críticas do treinador do Vitória, que segue agora na 11ª posição do campeonato. Já o Benfica, com esta vitória, volta a ficar a um ponto do Sporting, também do Porto, que entra em campo este domingo frente ao Sporting de Braga e precisa vencer para voltar a isolar-se na liderança do campeonato. É com o futebol que fechamos este noticiário. As notícias estão de volta à meia-noite e meia, já com a edição do jornalista João Costa Campos.