Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Boa noite. As notícias com Nadine Soares. Boa noite. Marcelo Rebelo de Sousa fez a última mensagem de Ano Novo ao país como presidente da República. Os candidatos presidenciais apontam falhas ao discurso do chefe de Estado. Num vídeo partilhado pelo Chega, André Ventura acusa Marcelo Rebelo de Sousa de falta de capacidade política, acusa o chefe de Estado de se ter tornado um comentador.
Os portugueses não precisam de um presidente que faça diagnósticos e análises. Precisam de um presidente que aja, que tome decisões, que chame à responsabilidade quando tem que chamar à responsabilidade, que seja capaz de apontar, como fez Marcelo Rebelo de Sousa hoje, mas também de chamar a atenção das entidades e dos protagonistas concretos quando metidos nas tais trapalhadas a que ele se refere. Este discurso de Marcelo Rebelo de Sousa vinculou hoje bem o presente e o futuro. O presente que temos de um presidente da República que se tornou mais comentador, analista, do que propriamente um ator político.
Já a candidata presidencial Catarina Martins, apoiada pelo Bloco de Esquerda, aponta falhas ao discurso de Marcelo Rebelo de Sousa.
Começou o seu mandato num período pós-troika e pós-Cavaco, com condições de vida a melhorar em Portugal, mas a verdade é que 10 anos depois, vê as dificuldades que há em Portugal, vê também o crescimento da extrema-direita e optou, e bem, por falar das questões da tolerância. Mas é verdade que, talvez por estar também em final de mandato e não tenha querido fazer uma mensagem mais direcionada aos problemas concretos, faltou uma palavra para o desespero que vimos nestes dias no acesso à saúde, por exemplo, que continua a ser uma das questões mais complicadas do nosso país, ou o custo de vida.
Tal como António Filipe, candidato apoiado pelo PCP, que defende que é necessário uma mudança de política no país.
O senhor presidente da República formulou votos muito generosos de um ano melhor para 2026, mas a concretização desses votos debate-se com um grande problema: se não houver uma mudança de políticas, se as políticas que têm sido seguidas prosseguirem, os portugueses não vão certamente ter um ano de 2026 melhor do que o de 2025. Num país onde os direitos dos trabalhadores já estão muito fragilizados com o atual Código do Trabalho, se a proposta de pacote laboral que o governo apresentou e que foi reafirmada agora na mensagem de Ano Novo pelo próprio senhor primeiro-ministro, os trabalhadores portugueses, se essa proposta fosse por diante, não teriam um ano de 2026 melhor que o de 2025.
Reações dos candidatos presidenciais à última mensagem de Ano Novo de Marcelo Rebelo de Sousa. O PSD elogia Marcelo Rebelo de Sousa pela relação muito especial que tem com Portugal. É uma reação a esta mensagem de Ano Novo do chefe de Estado. Esta reação surge pela voz de Leonor Beleza, vice-presidente dos social-democratas. Leonor Beleza defende que Marcelo Rebelo de Sousa conhece muito bem os portugueses e merece uma palavra de reconhecimento e orgulho pelo serviço ao país.
Sabe quais são as nossas forças, as nossas fraquezas, sabe o que é que podemos aspirar, sabe como é que temos de nos transformar. Ele, como quase ninguém, sabe identificar estes fatores e sabe falar para todos nós. Muitas vezes também identificou, antes de outros, ameaças, problemas, questões vindas lá de fora ou de cá de dentro, e foi nos dizendo que era preciso encarar esses problemas, essas ameaças e essas questões. Mas também é a pessoa, as duas coisas juntam-se, que tem com os portugueses uma relação muito rara, muito pouco comum. É uma relação que, de certa maneira, nós percebemos como uma relação com cada um, com cada uma de nós.
Declarações de Leonor Beleza, vice-presidente do PSD. E recuperamos essa mesma mensagem de Marcelo Rebelo de Sousa. O chefe de Estado acredita que o país terá um futuro melhor, com soluções e pessoas novas. Numa declaração mais curta que o habitual, o presidente da República citou Eça de Queiroz pra deixar uma crítica ao país político, que diz estar eternamente à espera de um milagre. Já com os olhos postos na corrida de Belém, Marcelo Rebelo de Sousa acredita que o futuro vai ser melhor que o passado.
O povo escolhe livremente o que quer e quem quer pro futuro, com a esperança de que seja diferente e melhor do que o passado. Ideias, soluções e pessoas. Essa é também a minha esperança. Eu digo mais: essa é, mais do que esperança, a minha certeza. Melhor futuro do que o passado.
O chefe de Estado pede um 2026 com mais saúde e mais tolerância.
Um ano com mais desenvolvimento, mais justiça, mais liberdade, mais igualdade, mais solidariedade. O mesmo desejo vale para nós, vale para Portugal. Ano Novo, vida nova. Também com mais saúde, mais educação, mais habitação, mais justiça, ainda mais crescimento, ainda mais emprego e menor pobreza e desigualdade.
Marcelo Rebelo de Sousa deixa ainda uma mensagem de elogio ao povo português, que descreve como um povo com grande qualidade e coragem excepcional. Ainda nas presidenciais, o chefe de Estado devolveu ao governo três decretos-lei que visavam várias reformas na saúde. Marcelo Rebelo de Sousa mandou para trás medidas como a centralização dos serviços de urgência, a criação do sistema nacional de acesso à consulta e cirurgia, e ainda as novas regras da contratação de tarefeiros no Serviço Nacional de Saúde. Na reação a esta escolha, segundo fonte oficial do Ministério da Presidência ao Observador, estes diplomas determinam transformações indispensáveis à melhoria do acesso à saúde dos portugueses. Ao que o Observador apurou, o Executivo não vai desistir das reformas, apesar da decisão do Presidente da República e do que se entendem como resistências às mudanças no setor da saúde. E quase metade dos portugueses antecipam que 2026 vai ser um ano de continuidade a nível nacional, segundo um estudo de opinião hoje divulgado pelo Instituto para as Políticas Públicas Sociais do ISCTE. 46% dos inquiridos acreditam que o novo ano vai ser igual. O mesmo inquérito acrescenta que 31% acham que a situação vai piorar e apenas 14% encaram 2026 com otimismo. A situação internacional é a área em que os inquiridos se mostram mais pessimistas, 40% anteverem um ano pior, apenas 11% a manifestarem-se otimistas e a esperar por melhorias. Na atualidade internacional, a Suíça decretou cinco dias de luto devido ao incêndio num bar na estância de esqui. Um incidente que provocou 40 mortos e 115 feridos. É o mais recente balanço feito pelo comandante da polícia local. Ainda assim, as autoridades avisam que a identificação das vítimas mortais pode demorar algum tempo. A Procuradora-Geral do Cantão de Valais diz que tudo aponta pra uma ignição generalizada que provocou este incêndio. Até o momento, não há informação de portugueses entre as vítimas. É com a atualidade internacional que encerramos este jornal. A informação está de volta já com a jornalista Matilde Sabino.