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Vanessa Cruz. Está no ar o Jornal das 10, com edição da Vanessa Cruz. Vanessa, já está em fase de rescaldo o incêndio na zona da Siderurgia Nacional, no Seixal, distrito de Setúbal.

Foi dominado ao fim de cerca de quatro horas. Entretanto, está na chamada fase de conclusão, o termo técnico. A Rádio Observador apurou que o fogo esteve confinado a uma pilha de veículos pronta a desmantelar. Vamos em direto até Paio Pires, ao encontro da jornalista do Observador, Matilde Malva Sabino. Matilde, cenário diferente agora do que quando aí chegaste.

Bom dia, Vanessa. Praticamente já não se vê fumo, que há cerca de uma hora ainda era bem visível. O cheiro também é menos intenso. A situação está controlada agora. Como referiste, o incêndio foi dominado, já foi mesmo dado como estando em fase de conclusão, de acordo com a Proteção Civil. Ao que o Observador apurou no local, o fogo terá acontecido na Ecometais, uma empresa de tratamento e reciclagem. Esta empresa está localizada no Parque Industrial do Seixal, que fica aqui junto à Siderurgia Nacional, em Paio Pires. Continuam presentes elementos da Corporação de Bombeiros de Setúbal. Mantêm-se 35 operacionais apoiados por 14 veículos. O comandante dos bombeiros ainda não prestou declarações, mas é visível que o incêndio está controlado. O Observador também tentou obter esclarecimentos por parte da Megasa, que é a empresa que controla a Siderurgia Nacional, mas a empresa recusou prestar declarações.

Reportagem em direto da Matilde Malva Sabino. Este incêndio na Siderurgia Nacional, em Paio Pires, Seixal, no distrito de Setúbal, começou por volta das 05:00. Está agora em fase de rescaldo.

Último dia de greve do ano dos trabalhadores dos museus e monumentos aos dias que são feriados.

Sim, mas como é segunda-feira, não se esperam grandes efeitos, tendo em conta que a maioria já costuma estar fechada precisamente à segunda-feira. A paralisação foi convocada em abril. Desde a altura da Páscoa, vários monumentos e museus têm encerrado por causa desta greve. A Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais queixa-se da falta de respostas do governo. Os trabalhadores exigem uma justa compensação, precisamente pelo trabalho que é feito em dias feriados. Esta é a última greve deste ano.

Recuperamos ainda os principais destaques do debate de ontem à noite entre Luís Marques Mendes e João Cotrim Figueiredo. Um debate, Vanessa, marcado pela lei laboral e por uma polêmica que está também a marcar a campanha dos dois candidatos.

A denúncia de Cotrim Figueiredo de que terá sido pressionado por membros da candidatura de Marques Mendes a desistir. Foi logo a abrir o debate na TVI que o candidato apoiado pelo PSD ignorou a primeira pergunta, que era sobre a greve geral, para forçar o adversário a esclarecer.

Há duas semanas, eu fui vítima de um ataque pessoal muito feio e muito lamentável, da parte de quem eu não imaginava, da parte de João Cotrim Figueiredo. Em concreto, João Cotrim Figueiredo, numa entrevista ao Expresso há cerca de duas semanas, me disse que eu, ou pessoas por mim, o pressionaram para desistir da sua candidatura. Eu considero uma acusação muito séria e muito grave, e nunca foi concretizada.

Na resposta a Marques Mendes, João Cotrim Figueiredo continuou sem dizer quem é que, afinal, o terá pressionado a desistir da corrida presidencial. No contra-ataque, sugeriu que Marques Mendes tem algo a esconder sobre o passado profissional.

Publiquei um livro há poucas semanas, onde explico toda a minha vida profissional. Sei que vai sair um livro seu na quarta-feira, em que resume os 18 anos desde que saiu do governo até hoje em cinco páginas. E, portanto, ficamos sem saber exatamente. Estamos ou não estamos de acordo que a transparência e a vida profissional das pessoas e os contatos e as relações que tiveram são importantes pra um presidente da República? São ou não são? Deixa eu me introduzir.

Só uma questão muito simples.

Eu tenho estado arredado deste debate que tem sido.

Continue nas incertezas.

É na ignorância, Luís Marques Mendes.

Não, tem alguma coisa a concretizar? Tem alguma coisa a acusar? Diga, que eu respondo.

Eu vou fazer responder com uma pergunta retórica. Tem alguma coisa a esconder? Por que aqueles 18 anos não aparecem?

Não, nada.

Então?

O contra-ataque de João Cotrim Figueiredo, a referir-se ao livro da autoria do jornalista do Observador, Luís Rosa, tem este título: "Luís Marques Mendes, uma vida política". É lançado depois de amanhã. Um livro com poucas informações sobre os 18 anos, desde que o candidato apoiado pelo PSD e pelo CDS saiu do governo.

E quanto à reforma laboral, os dois candidatos têm posições diferentes nesta fase sobre o que fazer com o diploma.

Tal como está, Cotrim Figueiredo promulgaria a nova versão, apesar de discordar de algumas posições, como as relativas à natalidade. Já Marques Mendes defende que não compete a um presidente da República pronunciar-se sobre a reforma do Código de Trabalho nesta fase.

Já sequir este jornal, vamos contar no Explicador com o diretor de campanha de Marques Mendes, Duarte Marques, e com a Liliana Reis, que é apoiante de Cotrim Figueiredo. Dez horas e cinco minutos. Vamos à guerra na Ucrânia. Donald Trump diz que está desapontado com o Volodymyr Zelensky.

São declarações do presidente norte-americano à chegada a um evento no Kennedy Center. Diz que o presidente da Ucrânia não leu ainda a nova proposta de paz. Isto no dia em que a delegação ucraniana abandonou Miami depois de terminada mais uma ronda de negociações sem avanços aparentes. Se por um lado critica Kiev, por outro, Donald Trump diz que acredita que a Rússia está de acordo com esta nova versão da proposta para acabar com a guerra na Ucrânia.

E do outro lado, Zelensky aguarda o regresso da equipe ucraniana à Europa para ser informado dos detalhes das negociações.

Sim, é o que diz na rede social X, na habitual declaração noturna. O presidente da Ucrânia indica que quer entender primeiro quais é que são as nuances das alterações feitas à proposta inicial. Detalhes que Zelensky ainda vai transmitir hoje mesmo aos líderes europeus no encontro que tem em Londres. Vai ser por volta da hora do almoço, uma reunião com o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, o chanceler alemão, Frederik Merz, e o presidente francês, Emmanuel Macron.

Entretanto, surgiu uma denúncia da enviada especial do Conselho da Europa sobre a situação em que se encontram muitas crianças na Ucrânia. Considera que há crimes de guerra evidentes.

Diz que a Rússia sequestra menores ucranianos e os submete a processos de russificação para apagar a identidade. São acusações feitas por esta enviada especial do Conselho da Europa no Fórum de Doha, no Qatar, sobre a paz e a segurança global.

E faz agora um ano, Vanessa, que caiu o regime de Bashar al-Assad na Síria. O país está em festa há três dias.

Sim, festejos acompanhados pelos enviados especiais do Observador Cátia Bruno e João Porfírio, em Damasco, a capital da Síria. Milhares de pessoas têm saído à rua para mostrar a esperança na reconstrução do país, como nos conta o João Porfírio.

Muitos foguetes no ar a serem atirados pelas próprias pessoas dentro dos seus carros. Todas as pessoas têm bandeiras na mão. Existe uma euforia gigantesca aqui na capital da Síria. Recordo que há exatamente um ano o regime de Bashar al-Assad caiu.

Caiu há cerca de um ano. As celebrações na capital síria, Damasco, ainda devem continuar durante o dia de hoje. A Rádio Observador também lá está.

E Vanessa, os dias não correm de feição ao Museu do Louvre, em Paris, depois do famoso assalto de há umas semanas. Agora uma inundação.

É, um problema de canalização no museu francês em Paris, um dos mais visitados de todo o mundo. Já se sabia que havia um defeito que teve consequências. Várias obras de arte e documentos antigos do Louvre ficaram danificados por causa do rompimento do cano. Foi a 27 de novembro, mas a notícia só agora é conhecida. Foi divulgada por uma publicação especializada, La Tribune de l'Art, e confirmada pela BFMTV.

Estão a ser dias difíceis então para o Museu do Louvre.

Estão. E a gestão do museu está mesmo a ser posta em causa. Depois desse assalto que referias, a 19 de outubro, foram detidas várias pessoas, algumas entretanto libertadas, mas é um caso que ainda não está fechado. E agora mais este problema, uma inundação.

C'est la vie.