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Boa tarde. Está a começar o Jornal da Uma, com edição do Miguel Cordeiro. Miguel, um forte dispositivo de combate às chamas está, nesta altura, localizado em Torre de Moncorvo e também em Ponte de Lima.
São os dois grandes incêndios, a esta altura, que preocupam as autoridades. Mais de 500 operacionais a tentar combater as chamas. Em Ponte de Lima, o fogo já passou para o Conselho de Viana do Castelo. De acordo com o Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Alto Minho, há duas frentes ativas nas freguesias de Santa Leocádia e em Gerês do Lima. As autoridades indicam também que o fogo não está numa zona de difícil acesso. No local, estão 170 operacionais apoiados por mais de 50 viaturas e há um meio aéreo a combater este incêndio. Mais para o interior de Portugal continental, o incêndio de Torre de Moncorvo mantém duas frentes ativas. À Rádio Observador, o comandante Sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Douro, Luís Miguel Fonseca, explica que a atenção das autoridades está em Torre de Moncorvo e Carrazeda de Ansiães, com 370 operacionais, cerca de 120 viaturas e cinco meios aéreos a combater o fogo. Não há, de acordo com a Proteção Civil, pessoas ou habitações em perigo.
E em Boticas, no distrito de Vila Real, as autoridades afirmam que o combate às chamas já entrou na fase de rescaldo.
Confirmação deixada aqui na Rádio Observador pela Proteção Civil. O fogo começou na madrugada de domingo. Este incêndio já está controlado. No terreno, ainda estão mais de 260 operacionais, apoiados por mais de 80 viaturas e sete meios aéreos.
E Miguel, há nove distritos de Portugal continental sob aviso laranja, devido à previsão de calor.
Falavas disso ainda há pouco, antes deste jornal. O Instituto Português do Mar e da Atmosfera coloca Viana do Castelo, Braga, Porto, Vila Real, Bragança, Aveiro, Viseu, Guarda e Coimbra sob aviso laranja até às 18h de amanhã, devido às elevadas temperaturas, as temperaturas máximas previstas para estes dias. Quanto a Évora, Santarém, Beja, Faro, Castelo Branco e Portalegre, estão sob aviso amarelo até às 21h de hoje, mas neste caso, a razão é diferente, é previsão de aguaceiros acompanhados de trovoada e fortes rachadas de vento.
E o Ministério Público acusou o presidente da Câmara de Albufeira de discriminação, incitamento ao ódio e à violência. Rui Cristina foi eleito nas últimas autárquicas pelo Chega.
Estamos a falar de um caso que aconteceu a 26 de novembro do ano passado, numa reunião da Assembleia Municipal em Albufeira. Nessa assembleia, o tema em debate estava relacionado com habitação e terrenos municipais. Rui Cristina garantiu que, por opção dele, o município não iria gastar dinheiro com um determinado grupo de cidadãos locais pertencentes a uma determinada etnia minoritária. De acordo com a acusação do Ministério Público, estas declarações colocam a comunidade cigana em posição secundária face aos restantes cidadãos residentes no Conselho, na resposta às necessidades habitacionais. O Ministério Público sustenta que Rui Cristina agiu com o intuito de ofender a honra e consideração das pessoas pertencentes a esta comunidade, justificando a afirmação com o argumento de que aquele grupo minoritário não paga impostos. O Ministério Público considera que o autarca pretendeu inferiorizar e discriminar essa comunidade no acesso à habitação. Lê-se na nota que as declarações foram proferidas com o propósito de estimular um sentimento de aversão e ódio contra esta comunidade. As declarações, neste caso, foram transmitidas em direto pelo município no canal do YouTube e foram também mais tarde divulgadas nas redes sociais de Rui Cristina. O Ministério Público pede, em caso de condenação, que sejam eliminados todos estes conteúdos. Neste momento, decorre o prazo que Rui Cristina tem para solicitar a abertura da fase de instrução do processo, para assim evitar uma ida a julgamento. Se isso não acontecer, poderá ser julgado por um tribunal coletivo. Neste caso, a pena a que está sujeito pode ultrapassar os cinco anos de prisão. O Observador já contactou Rui Cristina, para já, sem resposta.
E o Estado português vai recomprar uma participação de quase 14% na REN. O assunto esteve em debate esta manhã aqui na Rádio Observador, com o PS e Chega a levantarem dúvidas sobre a concretização dos objetivos desta compra.
Até porque Luís Montenegro falou numa possível descida do preço da eletricidade. O Estado português prepara-se para voltar a integrar a estrutura acionista da REN. Isto acontece 12 anos depois da venda. Montenegro fez este anúncio na Festa do Pontal, na passada sexta-feira. E hoje, aqui na Rádio Observador, no programa Explicador, escutámos PS, Chega e PSD sobre esta medida. Luís Testa, do Partido Socialista, aplaude a decisão do Governo, mas questiona esses objetivos que foram definidos por Luís Montenegro.
Essa compra não garante aqueles dois objetivos que o primeiro-ministro enunciou. Por um lado, definir a posição estratégica da REN, porque 3,7% não garantem coisa nenhuma desse ponto de vista, a menos que o primeiro-ministro explique outra visão que nós não conseguimos ter, mas também não garante o objetivo da redução, por si só, com a entrada do Estado no capital da REN, do preço da eletricidade aos consumidores. Porque, senão, vejamos, a REN é uma empresa altamente regulada por ser monopolista e quem define os preços dos serviços da REN ao consumidor e também ao Estado não é a própria REN, é o regulador.
Já Eduardo Teixeira, do Chega, diz que é importante este negócio para a soberania energética do país, mas tem também algumas dúvidas.
O mesmo governo, composto por dois partidos, o PSD e CDS, em 2014, vendeu a última transhe, 11%, que tinha na REN, por 147 milhões de euros E agora o negócio aos valores que estão do mercado fechado em bolsa na sexta-feira, para 13%, mais 2% é verdade, mas o valor atira para mais do dobro do que o Estado encaixou há 11 anos. E logo aí não se percebe. Eu sei que isto deriva de um anúncio do Congresso do PSD de o governo querer entrar no capital de empresas, mas não é com 11% que tem capacidade decisória.
Sebastião Bugalho, porta-voz e eurodeputado eleito pelo PSD, diz que está em causa o interesse estratégico de Portugal e justifica dessa forma este negócio anunciado por Luís Montenegro.
Portugal é, neste momento, o único país da União Europeia que não tem qualquer tipo de percentagem ou de participação pública na sua rede elétrica. Do ponto de vista do seu interesse estratégico, aquilo que eu entendi das palavras do primeiro-ministro, e parece-me ser a resposta lógica, é que é melhor estar do que não estar para defender os interesses do país do ponto de vista estratégico e também o bem-estar de Portugal do ponto de vista da recuperação da atividade. Parece-me que faz sentido que seja melhor estar do que não estar e que os 26 dos 27 Estados membros da União Europeia concordam com esse raciocínio.
Análise à compra de uma participação da REN por parte do Estado português.
Troca de argumentos entre três membros de três partidos num explicador que está disponível já em podcast. E os utentes do Hospital Garcia de Orta denunciam, Miguel, o fim das consultas de interrupções voluntárias da gravidez no hospital. A Unidade Local de Saúde de Almada Seixal garante que a situação é temporária.
O serviço passa a ser prestado por uma clínica privada em Lisboa, cujo nome ou localização ainda não são públicos. À Agência Lusa, a Unidade Local de Saúde justifica a decisão com a dificuldade do Hospital Garcia de Orta em garantir uma resposta atempada e segura às mulheres e diz que espera que o serviço seja retomado brevemente no hospital. O mesmo entendimento não têm as comissões de utentes. À Rádio Observador, José Lourenço, da Comissão de Utentes do Seixal, diz que a estrutura não tomou conhecimento da decisão através do Conselho de Administração e acusa a Unidade Local de Saúde de Almada Seixal de não conseguir garantir que o serviço venha mesmo a ser retomado no Hospital Garcia de Orta.
Nós fomos surpreendidos com uma informação que nos foi dada não por parte da ULS, por outras vias. Agora, a questão principal é que aquilo que o Conselho de Administração diz é que espera que seja temporário. Este espera que seja temporário é que não têm certeza de que o serviço volte. Todas as medidas que têm sido tomadas para substituir aquilo que se chama falta de recursos humanos, têm sido no sentido de subcontratar serviços a privados, o que subverte naturalmente aquilo que é o Serviço Nacional de Saúde.
A Comissão de Utentes do Seixal defende que o Conselho de Administração do Garcia de Orta deve divulgar o nome da clínica privada onde o serviço de interrupção voluntária de gravidez passa a funcionar. A Rádio Observador tentou contactar a Unidade Local de Saúde de Almada-Seixal, da qual faz parte o Hospital Garcia de Orta, até agora sem sucesso.
1h09 minutos, Miguel, que outras notícias estão a marcar esta segunda-feira?
Ainda esse acidente entre duas viaturas ligeiras no IC5, distrito de Bragança, em Vila Flor, dois mortos e quatro feridos. Isto foi confirmado à Rádio Observador pelo Comando Sub-regional de Emergência de Proteção Civil de Trás-os-Montes. Quatro feridos, um em estado grave. Neste momento, o IC5 continua cortado. Um jovem de 16 anos foi atingido por disparos de uma arma airsoft no Seixal. De acordo com o Comando Distrital da PSP de Setúbal, este jovem sofreu ferimentos na cabeça e no tronco. Foi transportado para a Unidade de Cuidados Intensivos do Hospital Dona Estefânia, em Lisboa. Aconteceu pelas 22h45 de ontem. A CNN Portugal adianta que a vítima foi abordada por dois homens de cara tapada. A estação televisiva diz também que o jovem não tem colaborado com as autoridades. Confirma apenas ter sido atingido por uma arma de airsoft, utilizada em desportos de simulação militar e não dispara balas metálicas. O suspeito encontra-se em fuga. Na Indonésia, subiu para 68 o número de mortos na sequência do sismo que atingiu o país no sábado. O anterior balanço dava conta de 53 mortos, contabilizam-se agora também 213 feridos. De acordo com a Agência de Gestão de Catástrofes local, a maior parte das vítimas mortais foi registrada na localidade de Mangarai. O sismo de magnitude 7,7 na escala de Richter já forçou a retirada de mais de 5 mil pessoas de habitações.
É o ponto final do Jornal da Uma, que teve edição do Miguel Cordeiro.