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Vamos às notícias. Jornal das duas com o Miguel Videira. Miguel, oito anos e meio de prisão é a pena aplicada ao antigo vice-presidente da Câmara Municipal de Gaia, Patrocínio Azevedo, condenado pelo crime de corrupção passiva agravada.
O principal arguido da Operação Babel fica ainda impedido de exercer funções públicas pelo período de 10 anos. O Tribunal de Gaia deu como provado que o antigo autarca socialista foi corrompido para facilitar o licenciamento de projetos urbanísticos a troco de dinheiro e bens materiais, como relógios. O empresário do ramo imobiliário, Paulo Malafaia, também foi condenado a uma pena de sete anos de prisão e ao pagamento de uma multa superior a €200 mil. Já o empresário israelita Elad Dror, fundador do grupo Fortera, viu o tribunal aplicar-lhe uma pena de seis anos de prisão e o pagamento de mais de €3 milhões. A leitura da sentença foi acompanhada pela jornalista do Observador, Maria Rego. Maria, Patrocínio Azevedo já reagiu à condenação aí à porta do Tribunal de Gaia. Vai recorrer?
Vai recorrer e garante que não praticou nenhum dos crimes de que é acusado. Um ano depois do início do julgamento, o veredito ficou conhecido. Patrocínio Azevedo recebeu uma pena de oito anos e meio. Agora, à saída de uma leitura do acórdão que se estendeu durante três horas, o ex-vice-presidente da Câmara Municipal de Gaia explica que vai recorrer desta decisão do tribunal e garante estar de consciência tranquila.
Exatamente a isso, faremos o recurso. Temos 90 dias para-
Mas está confiante que no recurso...
A minha luta, neste momento, já não é aquela justiça. A minha luta é eu sentir-me bem comigo próprio e ter capacidade de olhar para vocês olhos nos olhos e dizer: "Eu não fiz nada de errado". Se eu tivesse recebido algum dinheiro, acham que eu estaria aqui com esta tranquilidade? Se eu tivesse recebido algum dinheiro, tinha confessado lá atrás e não tinha sequer sido preso. Agora, eu posso estar 20 anos na cadeia. Jamais assumirei o crime de corrupção. Fui vítima de um charlatão, de uma pessoa que usou o meu nome para sacar umas massas. E o tribunal hoje diz uma coisa concreta: não sabe quanto é que deu, não sabe onde deu, não há nada no processo.
O tribunal significa duas entregas.
Mas não a mim. Ao João Lopes. E depois o mais engraçado, vocês têm tanta investigação jornalística, façam a investigação deste processo até ao exaustão.
Escutamos aqui o som de Patrocínio Azevedo, o antigo vice-presidente da Câmara Municipal de Gaia, condenado a oito anos e meio de prisão efetiva. Deixamos de ouvir a repórter Maria Rego, jornalista do Observador, que acompanhou a leitura desta sentença, mas trouxe-nos aqui já esta informação de que Patrocínio Azevedo vai recorrer da pena agora aplicada. Foi condenado pelo crime de corrupção passiva agravada, por ter facilitado, no entender do juiz que julgou este caso, o licenciamento de projetos urbanísticos a troco de compensações financeiras.
A ministra do Trabalho considera que a decisão da UGT de participar ou não na greve geral vai ajudar a esclarecer qual a natureza desta central sindical.
A paralisação foi convocada pela CGTP e está agendada para o próximo dia 3 de junho.
Se a UGT efetivamente aderir, na verdade, confirma que se calhar é mais uma central sindical de rua do que uma central sindical de diálogo.
Isso vai fragilizar a relação que terá também com a UGT?
Não, não vai fragilizar a relação, assim como não fragilizou anteriormente.
É o que diz a ministra Maria do Rosário Palma Ramalho, entrevistada esta manhã aqui no Observador, horas depois do fim definitivo da negociação em torno de um acordo em sede de concertação social sobre as alterações ao Código do Trabalho.
E o governo não deita a toalha ao chão. Vai fazer chegar agora ao Parlamento uma proposta de lei com uma nova versão das mudanças do Código do Trabalho.
A enviar ainda antes do final da sessão legislativa, ou seja, antes de meados do próximo mês de junho. Maria do Rosário Palma Ramalho não antecipa que versão vai o Executivo fazer chegar à Assembleia. A aprovação da proposta está dependente de entendimentos com o PS ou com o Chega. O Partido Socialista tem sido muito crítico, para espanto da ministra.
Não tenho percebido qual é a argumentação do Partido Socialista. Primeiro, falou no retrocesso civilizacional, que de todo em todos está lá. O outro argumento do PS é: "Imagine-se, isto não teve acordo na concertação". O PS já levou muitas reformas laborais sem acordoAo Parlamento. Algumas até sem irem à concertação social. Na verdade, não reconheço qualquer legitimidade a ninguém do PS para dizer isto ao Governo, que, pelo contrário, levou o processo da concertação social ao limite das suas possibilidades.
Sobre o Chega, Maria do Rosário Palma Ramalho avisa que não há condições financeiras para colher a proposta do partido de descida da idade de reforma. A ministra espera que a recusa não seja um entrave a um eventual entendimento com o Chega.
Não sei se será uma posição definitiva, vamos ver quando chegarmos lá. Eu espero que não seja. De facto, não é sustentável financeiramente e vai onerar não só a Segurança Social no presente, mas também as pensões futuras. Eu acredito que o Chega também é sensível ao objetivo essencial desta reforma, que é, em última análise, subir os salários.
Espera a ministra do Trabalho que seja possível um acordo com o Chega, tendo em vista a aprovação das alterações ao código laboral.
E depois de uma subida acentuada no início da semana, os preços dos combustíveis vão agora descer.
Segundo dados enviados aos revendedores de combustíveis, pela NAREC, o gasóleo deve baixar €0,09. O preço médio deverá fixar-se em €1,94 por litro. Já a gasolina deve ficar mais barata €0,02 para €1,98 por litro. São dados provisórios. As descidas a partir de segunda-feira podem não ser tão acentuadas, uma vez que falta ainda saber se o governo vai também reduzir o desconto que resulta da descida do ISP, o Imposto sobre os Produtos Petrolíferos.
A ministra do Ambiente afirma que o governo está a ultimar os detalhes da nova taxa sobre os lucros extraordinários das empresas energéticas para evitar os erros de 2022.
Maria da Graça Carvalho promete um mecanismo bem direcionado.
O que nós estamos a fazer é aprender com as lições de 22 e desenhá-la. E quando eu digo bem desenhada, tem que ser muito bem dirigida, não pode ser geral, tem que ser dirigida, tem que ser identificado mesmo o que é um lucro excessivo e não pode ser algo generalizado que vá pôr em causa os investimentos neste processo da transição energética, de eletrificação.
Ainda a este propósito, a ministra do Ambiente diz que preferia um imposto a nível europeu, em vez de uma taxa nacional, para evitar discrepâncias no mercado interno da União Europeia. Sobre a possibilidade do regresso ao teletrabalho e da recomendação de redução de viagens de avião para controlar o gasto de combustíveis, a governante diz que, por agora, as medidas não estão em cima da mesa.
Os Estados Unidos esperam que o Irão responda ainda hoje a essa proposta de cessar-fogo apresentada pelos norte-americanos.
Anúncio é feito pelo secretário de Estado dos Estados Unidos em Roma, depois de um encontro com a primeira-ministra italiana Giorgia Meloni. Marco Rubio espera uma resposta séria por parte do regime iraniano ao acordo de paz para que se possa dar seguimento às negociações, mas considera também inaceitáveis as recentes notícias de que o Irão planeia controlar o tráfego no Estreito de Ormuz.
Devemos saber alguma coisa ainda hoje. Estamos à espera de uma resposta deles. Vamos ver em que termos vem essa resposta. A esperança é que possa abrir caminho para um processo sério de negociações, mas obviamente que vimos as notícias de que o Irão está a tentar criar uma agência para controlar o tráfego nas rotas marítimas. Isso seria um problema, aliás, seria inaceitável. A normalização do controle de rotas internacionais é ilegal e o mundo deve começar a perguntar-se o que está disposto a fazer se o Irão tentar normalizar o controle dessas mesmas rotas. Acho que isso é inaceitável.
É o que diz Marco Rubio, secretário de Estado norte-americano, em declarações em Itália. Encontrou-se hoje com Giorgia Meloni, a chefe do governo italiano, ontem esteve com o Papa Leão XIV.
Ainda não foram libertados os reféns sequestrados por um grupo de assaltantes na Alemanha. Entre eles está o motorista de uma carrinha de valores.
Assaltantes e reféns estão no interior da dependência bancária do Volksbank, na cidade de Singen, no oeste da Alemanha, desde às 08h, hora de Lisboa. A imprensa alemã avança que o centro da cidade está completamente isolado. O porta-voz da polícia, Jürgen Fachinger, diz que não há indícios de feridos ou mortos. Adianta que no interior do banco não devem estar clientes. A polícia presume que os sequestradores podem estar a acompanhar a cobertura mediática do incidente e, por isso, grande cautela na divulgação de informações relativas a este incidente.
Vamos a outras notícias também em destaque a esta hora, Miguel.
O presidente do Conselho Europeu afirma que a União Europeia pretende retomar o diálogo com a Rússia, declaração de António Costa durante a cerimônia de abertura dos 50 anos do Instituto Europeu, em Florença. Adianta que está em contato com os 27 líderes da União Europeia para organizar novas negociações de paz com Moscovo. Iniciativa que não põe em causa, sublinha o presidente do Conselho, o apoio da União Europeia à Ucrânia. Os cinemas portugueses tiveram mais receitas e menos espectadores no primeiro quadrimestre de 2026, deste ano. É o que revelam os dados divulgados hoje pelo Instituto do Cinema e do Audiovisual. As salas de cinema registaram até abril quase 25 milhões de euros de receitas. Ainda assim, a mesma fonte adianta que há uma ligeira quebra de espectadores, sendo que o melhor mês, em termos de espectadores, foi mesmo o primeiro do ano, janeiro, o pior, março.