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Jornal das 14h, Miguel, é a primeira vez desde março. O barril de petróleo está a ser vendido a esta hora abaixo dos US$ 80.
Está com uma cotação de US$ 79. Mantém a trajetória de descida mais acentuada que se tem assistido durante o dia de hoje. É uma consequência direta do morante entendimento alcançado por Estados Unidos e Irão, tendo em vista o fim da guerra no Médio Oriente.
Tema abordado esta manhã por Donald Trump. O presidente dos Estados Unidos diz que o primeiro-ministro de Israel tem de ser mais responsável.
Foi numa conferência de imprensa que se seguiu à reunião do G7 com Zelensky. O presidente norte-americano não está contente com a intervenção militar israelita no Líbano, que ameaça o entendimento com o Irão. Trump deixa um recado a Benjamin Netanyahu: Israel não existia sem Trump e os Estados Unidos.
"Sem os Estados Unidos não existiria Israel. Melhor, sem mim não existiria Israel, porque nenhum outro presidente teve a coragem de fazer o que eu fiz. Eu tenho uma grande relação com o Bibi, mas agora ele tem de ser mais responsável com a situação no Líbano. O Líbano era um grande país e eles não se podem defender. E têm também o Hezbollah, o que é um problema. Portanto, não, não estou contente com a maneira que Israel está a lidar com o Líbano e com o Hezbollah."
O desagrado é manifestado pelo presidente dos Estados Unidos no final de uma reunião que teve como tema central não o conflito do Médio Oriente, mas a Ucrânia. Trump diz que a Rússia tem de fazer um acordo e garante que a reunião com Volodymyr Zelensky foi positiva.
"Tivemos uma boa reunião, a Rússia tem que fazer um acordo. Eles perderam muitas pessoas, tal como a Ucrânia. Eu falei com o presidente Putin no domingo e foi a mesma coisa. Eles perderam mesmo muita gente, mas eu vou me reunir com ele hoje novamente."
Foi o que anunciou Donald Trump, que sugere que a Rússia tem mesmo de fazer um acordo que ponha cobro ao conflito no leste da Europa.
E Volodymyr Zelensky também falou sobre o desfecho da reunião desta manhã.
Sim, e para usar a mesma expressão empregue por Donald Trump: "Foi positivo esse encontro", diz o presidente da Ucrânia.
"Tivemos uma reunião muito positiva e boas notícias. Em primeiro lugar, sim, Putin tem que parar esta guerra. E eu tenho unanimidade de todos os líderes e presidentes da União Europeia. Houve unanimidade de que a Rússia não está a vencer a guerra e que deve chegar a um acordo o mais rapidamente possível."
A pressão de Volodymyr Zelensky, que pediu, de resto, a Donald Trump para que tente convencer Vladimir Putin a sentar-se à mesa das negociações.
E o primeiro-ministro renova o compromisso de tudo fazer para aprovar no Parlamento as alterações ao Código do Trabalho.
Foi o que disse há pouco Luís Montenegro, a poucas horas de receber em São Bento o presidente do Chega, André Ventura, encontro que vai ter em cima da mesa precisamente a proposta de lei do governo de revisão do Código Laboral.
Eu vou fazer tudo aquilo que compete ao governo fazer para que o Parlamento não frustre este caminho de afirmação da economia portuguesa e de um desempenho que não deve ser travado. Aqueles que ambicionam mais, que querem chegar ao dobro daquilo que nós hoje somos capazes de crescer, que querem transformar esse crescimento em riqueza, que depois dá oportunidades, dá melhores serviços públicos, dá melhores empregos às pessoas, devem esforçar-se e é isso que eu vou fazer.
Luís Montenegro, primeiro-ministro, a renovar o empenho do chefe de governo na aprovação no Parlamento das alterações ao Código do Trabalho. A discussão está agendada para depois de amanhã. Esta tarde, 15h30, daqui a menos de hora e meia, Luís Montenegro recebe na residência oficial, em São Bento, o presidente do Chega, André Ventura, que continua a impor como condição para a aprovação desta proposta de lei a descida da idade de reforma para os 65 anos ou 40 anos de descontos, sendo que ontem André Ventura admitiu a possibilidade desta descida poder ser feita de forma gradual até o final da legislatura.
Miguel, vão ser sujeitos a cortes de remuneração os médicos tarefeiros que faltem sem aviso prévio.
Um corte de 50%. Os médicos tarefeiros que faltem ao serviço de uma Unidade Local de Saúde sem avisar previamente, pelo menos com 48 horas de antecedência, ficam sujeitos a um corte de metade do valor a que teriam direito no turno seguinte. A penalização consta do decreto-lei publicado esta terça-feira e que vem regular o trabalho desenvolvido pelos médicos contratados de forma pontual para suprir necessidades do SNS. O diploma define também que os médicos que saiam do Serviço Nacional de Saúde por iniciativa própria passam a estar impedidos de exercer como tarefeiros durante pelo menos dois anos.
A Federação Nacional dos Médicos diz que o diploma da prestação de serviços vai acelerar a saída de médicos do Serviço Nacional de Saúde.
É isso que diz Joana Bordalo e Sá, a vice-presidente da FNAM.
Este diploma parte de um pressuposto de um erro que é fundamental. Ou seja, aqui o governo, Luís Montenegro e Ana Paula Martins, acreditam que se impedirem os médicos de prestar serviço, eles vão automaticamente para os quadros do SNS. Mas não é isso que vai acontecer, porque muitos destes médicos vão optar pelo setor privado, pelo estrangeiro, aliás, de uma forma mais acelerada do que aquilo que acontece hoje. E o resultado é que depois, no fim, o SNS não vai ganhar médicos, vai perdê-los.
É pelo menos isso que perspetiva Joana Bordalo e Sá, a vice-presidente da Federação Nacional dos Médicos.
Vamos à bola. É já amanhã a estreia de Portugal no Mundial dos Estados Unidos, Canadá e México.
Frente à República Democrática do Congo, o enviado especial do Observador, Miguel Cordeiro, explica-nos como vai ser o dia da comitiva, muito condicionado por essa estreia no campeonato do mundo.
Portugal hoje tem um dia de logística. Portugal hoje vai ter um treino de manhã, no horário de Palm Beach, e depois vai fazer a mala para seguir para Houston, e em Houston vai falar Roberto Martínez e vai falar um jogador. Este é o plano da Seleção Nacional. Rúben Dias, sim, é um problema. Continua a treinar à parte do jogo amigável com a Nigéria
Está em dúvida para o jogo com o Congo. Vamos ver o que acontece no treino desta manhã e também o que diz Roberto Martínez na antevisão.
Numa conferência de imprensa que está agendada para a 00h45, hora de Lisboa. Portugal joga, como disse, amanhã, frente à República Democrática do Congo. É uma partida agendada para às 18h. Vamos ter, claro, aqui na antena do Observador, uma emissão especial para acompanhar, par e passo, esse encontro da seleção nacional portuguesa. A estreia frente à República Democrática do Congo. Portugal tem ainda no grupo em que ficou inserido, o Uzbequistão e também, para além do Uzbequistão, a equipa da Colômbia, que será a partida, a sessão mais complicada.
Esta madrugada entrou em campo o Uruguai, empatou uma bola com a Arábia Saudita. O Miguel Cordeiro esteve no final, à conversa com dois jogadores que alinham no campeonato português.
Maxi Araujo e Rodrigo Salazar, jogadores do Sporting. Maxi foi, de resto, o autor do gol do Uruguai. Há rumores de que pode deixar Alvalade. O atleta descarta para já essa possibilidade.
"Não, eu não sei nada. A verdade é que agora estou aqui na seleção, desfrutando ao máximo. E depois, tudo o que se pode falar ou dizer, sei que são coisas que sempre vão dizer, mas estou muito feliz no Sporting."
Feliz no Sporting, clube que acaba de contratar o antigo jogador do Braga, Rodrigo Salazar. Algumas notícias davam conta do interesse não só do Sporting, mas também do Benfica. Salazar nega qualquer contacto do Clube da Luz.
"Quando o Sporting falou comigo, o meu empresário deixou bem claro que queria que eu fosse para lá. Eu também estava muito feliz de escutar isso e acho que desde a primeira conversa que tivemos com o Sporting, eu já sabia que queria ir para lá.
Ele falou consigo diretamente?
Não, não falou comigo. Estou muito feliz de estar no Sporting e de representar um clube tão grande."
Interessado no Sporting desde a primeira hora e sem qualquer contacto do Benfica, é o que diz Rodrigo Salazar.
Na madrugada entrou também em campo o Irão, a empatar duas bolas com a Nova Zelândia. No final, o técnico iraniano queixou-se do tratamento dado à comitiva.
Amir Ghalenoei diz que o Irão é a seleção mais oprimida do Campeonato do Mundo. Denuncia que logo após o final da partida com a Nova Zelândia, em Los Angeles, a comitiva recebeu a indicação de que teria de regressar de imediato ao México, onde tem instalado o quartel-general. Já no aeroporto, três jogadores da seleção iraniana foram confrontados com a informação de que os vistos de que dispunham haviam expirado, fato que atrasou a partida do avião dos Estados Unidos para o México, onde está sediada a seleção iraniana.
E um desses jogadores foi Mehdi Taremi, que já jogou no Futebol Clube do Porto. É um assunto que esteve também em destaque na edição de hoje de O Campeão É, que já está disponível em podcast. Miguel, vem aí calor e não é pouco.
Sim, muito calor, temperaturas a chegarem aos 45 °C. É, de resto, um artigo que pode ler a esta hora em observador.pt. É assinalado pela Filomena Martins, que está aqui conosco em estúdio. Filomena, 45 °C quando e por quê?
Quando? Digamos que a meio da próxima semana. Portanto, a partir da próxima semana, por esta altura, já podemos estar com 45 °C de calor aqui e não só. Algumas partes da Europa, como a Espanha e a França, também podem ter temperaturas desse grau. Por quê? É uma mistura de fatores. Vou te dizer que esta onda de calor, esta cúpula de calor, o tal heat dome, vai ser mais intensa e vai ser mais duradoura que o de maio, o dos últimos dias de maio. As temperaturas vão começar já a subir esta quinta-feira e depois o período pior vai ser ali entre 22 a 26 de junho. Ainda são previsões não muito afirmativas, porque tudo isto pode mudar às vezes com um raio de vento, como eu costumo dizer, mas as zonas mais expostas vão ser as de sempre, Alentejo, Vale do Tejo, Beira Baixa e o Nordeste Transmontano. E mais que o calor do dia, o que mais preocupa neste momento os especialistas é o calor da noite, porque nós vamos ter noites, quase todo o país vai estar com noites acima de 20 °C e muitas zonas com noites acima de 25 °C. Isto é muito preocupante, porque o calor noturno aumenta muito os riscos pra saúde e faz aumentar também os riscos de fogos, porque o solo não evapora o calor do dia, não consegue evaporar o calor do dia e faz com que fique um reservatório de calor, que no dia seguinte ainda é maior do que no dia anterior, portanto, nunca arrefece. E isso para os incêndios é mato, como se costuma dizer. O que faz com que isso aconteça? Primeiro, vamos ter dias mais longos. Vamos entrar no verão, em dias de verão, já no domingo, às 9h24, se querem saber. E a partir daí, os dias são os mais longos de sempre. Como os dias são maiores, mais calor. E além disso, vamos estar aqui com os tais, o solo mais quente, porque não arrefece. E vem o tal conjunto de fatores que é muito simples de perceber. Estamos com uma vaga de calor, uma massa de ar quente vindo outra vez do Saara, do norte da África, e vamos estar com um bloqueio, é assim que se chama, por cima dos países nórdicos, que não deixam passar massas de ar frio, nem de chuva, nem de nada. Além disso, temos o que se chama uma gota fria, uma espécie de uma depressão, ali a oeste da Península Ibérica, que está ali e que faz com que os ventos transportem essa massa de ar quente para o meio da Europa. Se esta gota fria não se mexer muito, e não parece que se vá mexer muito, esse vento de ar quente vai ainda mais para o meio da Península Ibérica e pra França. Em França, eles estão muito preocupados, estão com temperaturas previstas pra cima de 40 °C, o mesmo na Inglaterra. E se isto tudo se mantiver assim, e tudo neste momento, os modelos apontam pra que isso aconteça, vai ser o episódio de calor mais significativo do ano até agora, quer em Portugal, quer na Europa Ocidental.
E é um artigo que pode ler com mais detalhe em observador.pt e é assinalado pela Filomena Martins, a quem agradeço a disponibilidade por ter estado conosco nesta edição das duas. Um artigo com este título: "Vem uma nova onda de calor histórica em menos de um mês. Portugal ficará perto dos 45 °C. França, 40".
Temos ainda outras notícias em destaque a esta hora, Miguel.
Uma hora mais cedo, foi antecipado o debate quinzenal com o primeiro-ministro agendado para amanhã, por causa da estreia de Portugal no Campeonato do Mundo de Futebol. A sessão parlamentar vai começar às 14h e não às 15h, uma decisão consensualizada pelos líderes parlamentares. O país não se pode dar ao luxo de deixar de escutar senadores como Pedro Passos Coelho, é o que diz Miguel Pinto Luz, em entrevista à Antena Um. O ministro com a pasta das Infraestruturas afirma, no entanto, que não concorda com o ex-chefe de governo, que criticou a falta de ímpeto reformista do atual governo. Miguel Pinto Luz dá o exemplo do que tem sido feito em áreas como habitação, imigração ou saúde.