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São cinco em ponto. Vamos atualizar as notícias com José Rafael Lopes, começando com a corrida a Belém, José, e com reações à mensagem de Natal de Luís Montenegro. André Ventura critica a declaração do primeiro-ministro por ter ignorado a situação no Serviço Nacional de Saúde.

Falta de empatia é a acusação feita pelo candidato presidencial ao chefe do governo, numa declaração aos jornalistas antes de uma ação de pré-campanha em Vila Franca de Xira. André Ventura lamenta que Luís Montenegro tenha ignorado um dos setores com mais problemas no país.

Foi uma mensagem de Natal pouco empática e pouco feliz. E vou dizer por quê. Porque no momento em que nós estamos com o país a enfrentar uma situação de saúde bastante grave. Ainda nestes dias de Natal e véspera de Natal, nós tivemos hospitais onde o tempo de espera de doentes urgentes ultrapassava as 11, 12 e 13 horas.

André Ventura, que pegou ainda na referência feita pelo primeiro-ministro sobre a mentalidade que é necessária, diz que vários problemas já deviam estar resolvidos.

Eu acho que sim, nós temos que ter a mentalidade do Cristiano Ronaldo, isso faz sentido. Eu tive a oportunidade de dizer isso ontem também e o CHEGA também. Nós devemos ter a mentalidade do Cristiano Ronaldo, mas eu tenho a certeza que a mentalidade do Cristiano Ronaldo já tinha resolvido problemas que persistem na saúde há dois, três, quatro, cinco, 10, 15 anos e que o primeiro-ministro mantém exatamente nos mesmos termos.

André Ventura numa ação de pré-campanha, o candidato presidencial que espera uma campanha esclarecedora e com muito contato de rua.

E continuando nas reações dos candidatos a Belém à mensagem de Natal de Luís Montenegro, Henrique Gouveia e Melo ficou agradado com o que ouviu.

Ainda assim, o almirante destaca que é preciso continuar a construir o futuro do país. Henrique Gouveia e Melo sublinhou o positivismo da mensagem de Luís Montenegro.

Acho que é uma boa mensagem no sentido em que todos nós devemos ter uma mente positiva e olhar para o futuro de forma positiva. No entanto, é preciso construir esse futuro. Ninguém vai construir esse futuro por nós. Nós andamos com lideranças erráticas, lideranças que têm a ver com a governação em ciclos curtos.

A reação de Henrique Gouveia e Melo à mensagem natal do primeiro-ministro. O almirante disse ainda que Portugal está a desenvolver, mas não ao ritmo desejável.

José António Filipe considera que os portugueses não precisam de mais discursos motivacionais.

Mas precisam, sim, de salários mais altos. O candidato presidencial apoiado pelo PCP afirma que a mentalidade o povo português já tem. O que precisa mesmo, diz António Filipe, é de uma valorização salarial.

Não é uma questão de mentalidade, eu acho que a mentalidade o povo português tem. E não precisa destes discursos tipo motivacional, não precisa. Precisava de ser valorizado. Ou seja, era preciso que houvesse, de facto, políticas públicas no sentido, desde logo, da valorização significativa do salário mínimo, mas que se traduza no aumento geral dos salários, não apenas haver mais trabalhadores a ganhar o salário mínimo. E portanto, é necessário que haja uma valorização geral dos salários que ajude a mitigar uma inaceitável desigualdade na distribuição de rendimento.

Declarações de António Filipe em Sesimbra, no distrito de Setúbal. Aqui um registo captado pela RTP Notícias.

Outro candidato presidencial, João Cotrim Figueiredo, defende que os políticos devem ter uma visão reformista, independentemente das eleições.

João Cotrim Figueiredo, que destaca o que considerou ser uma mensagem importante do primeiro-ministro. Ainda assim, o candidato apoiado pela IL quis deixar alguns reparos ao que disse Luís Montenegro.

O que me custou um pouco a ouvir foi relacionar essa vontade de fazer e o deixar de deixar andar com a ausência de eleições nos próximos anos, que é como quem diz, se houvesse eleições, se calhar não tínhamos o mesmo afinco reformista. Ou seja, é importante que os políticos tenham a coragem que o primeiro-ministro pediu que houvesse agora, mas sempre, não é só quando há um horizonte sem eleições à vista. Mesmo quando há o risco de perder adesão eleitoral, os governantes têm a obrigação de ser corajosos e fazer as reformas que o país precisa, mesmo quando isso pode ser mal compreendido pela população no imediato.

A leitura de João Cotrim Figueiredo numa ação de pré-campanha em Bragança à mensagem de Natal de Luís Montenegro.

E continuamos a falar de presidenciais, novamente com Henrique Coveia e Melo, que rejeita a ideia de que está a cair nas sondagens.

O almirante mostra crença, apesar dos barómetros mais recentes apontarem para essa queda na intenção de voto dos portugueses. No Funchal, Henrique Coveia e Melo recorreu à analogia empresarial para garantir que, se chegar a Belém, vai ser exigente com o governo.

O CEO é o seu primeiro-ministro, o chairman é o presidente. O presidente tem que ajudar a indicar o caminho, a manter a atenção e o foco dos portugueses no que é verdadeiramente essencial e não deixar que a demagogia tome conta da governação. E no fim, as coisas não acontecem, não há evolução

Declarações de Enrico Coveia Melo esta manhã na Madeira, num registo captado pela CNN Portugal.

Noutros temas, o governo espera que os constrangimentos no Porto de Leixões fiquem resolvidos já hoje.

Constrangimentos associados à instalação de um novo sistema informático está a provocar atrasos no despacho e na entrega de mercadorias e que tem especial influência na Madeira. Isto porque os constrangimentos em Leixões estão a provocar graves ruturas nas cadeias de abastecimento da região. O Governo Regional da Madeira está preocupado. Em comunicado, o presidente do Executivo Madeirense descreve a situação como gravíssima e inaceitável. A preocupação ganha maior importância com o aproximar da noite de fim de ano, uma vez que a Madeira é um dos palcos principais das celebrações da passagem de ano. São esperadas milhares de pessoas para o Réveillon na Madeira.

Falavas nos constrangimentos no abastecimento na Madeira, mas, José Rafael, o governo dos Açores também alertou, antes mesmo do Natal, para constrangimentos no transporte de produtos vindos do Porto de Leixões.

Ainda assim, a situação foi solucionada junto da Autoridade da Mobilidade e dos Transportes. Contactado pela Rádio Observador, o Executivo Regional dos Açores remete para um comunicado emitido na véspera de Natal, no qual se pode ler que, apesar dos atrasos provocados por este novo sistema aduaneiro, foi assegurada carga prioritária de um navio para os Açores, navio que partiu hoje rumo à ilha e vai colmatar as necessidades desta época festiva nos Açores.

E os constrangimentos no Porto de Leixões vão estar em destaque já daqui a pouco, a seguir às Jornal das 5, no Explicador. A linha de alta velocidade entre Lisboa e Madrid vai ter um desvio para servir o novo aeroporto.

O traçado da linha vai aproximar-se do futuro Aeroporto Luís de Camões, sem o atravessar. A solução é proposta no relatório sobre as acessibilidades ao novo aeroporto. O desvio vai permitir ligações ferroviárias em shuttle até 200 km/h. Vai ser feita diretamente a partir da saída da terceira travessia do Tejo, a sul, na nova linha que vai ligar o Barreiro a Évora. Fica assim afastada a hipótese do serviço ferroviário entre Lisboa e o futuro aeroporto ser feito através de um ramal com ligação à nova linha. Era o que tinha sido revelado pelo secretário de Estado das Infraestruturas, Hugo Espírito Santo.

E pode saber mais sobre este tema no artigo que faz manchete a esta hora no site do Observador. É assinado pela Ana Suspiro. Olhando ainda para a atualidade internacional, o presidente da Ucrânia vai encontrar-se com Donald Trump já este fim de semana.

Reunião marcada para a residência do presidente dos Estados Unidos em Mar-a-Lago. A informação é confirmada por Volodymyr Zelensky. Segundo a Associated Press, o presidente da Ucrânia adianta que as conversas vão centrar-se nas garantias de segurança, que é um dos 20 pontos do plano de paz proposto por Kiev, que já seguiu para Moscovo. Vai também ser discutido o novo acordo económico durante o encontro. Antes, Volodymyr Zelensky já tinha dito que muita coisa pode ser decidida antes do final do ano.

E agora passam sete minutos das 17h. É tempo de olhar para outras notícias, José Rafael Lopes, que estão a marcar a atualidade desta sexta-feira.

O governo vai prolongar as concessões dos casinos às empresas Solverde e Estoril Sol. O concurso público internacional teve uma derrapagem nos prazos, levando o governo a prolongar as concessões pelo tempo estritamente necessário. Ao que adianta o Expresso, estas concessões das zonas de jogo do Algarve, de Espinho e da Póvoa de Varzim podem receber propostas financeiras até ao último dia do ano, com o governo a prolongar as atuais concessões até tomar uma decisão sobre qual é a melhor proposta. A expectativa é que este prolongamento não seja superior a três meses. O preço do ouro e da prata atingiu novos máximos históricos. O ouro viu a cotação subir mais 72% face a 2024 e a onça está a ser negociada a mais de € 4.500. Já a cotação da prata subiu 150% desde a mesma data. A onça estava a ser negociada acima dos $70. Foram valores alcançados ao início da tarde de hoje. E a fechar, Luís, está prestes a estrear o mais recente trabalho de Filipe La Féria. Chama-se "Carmen Miranda, o grande musical", mas esse não é o único evento importante para o encenador.

Não digas que já está a ser preparada mais alguma encenação.

Acredito que sim, até porque ideias não faltam a Filipe La Féria, mas este novo trabalho vem acompanhado com uma medalha, neste caso, uma medalha de mérito cultural. Vai ser entregue pela própria ministra da Cultura, Margarida Balseiro Lopes, às 21h, amanhã, no Teatro Politéama, em Lisboa. Esta tarde já tivemos a oportunidade de falar com o encenador, com Filipe La Féria, que admite ter sido apanhado de surpresa por esta medalha de mérito cultural, mas que diz também, Luís, que esta medalha não é o prêmio mais importante. Queres tentar adivinhar?

Deverá ser certamente o habitual, o reconhecimento do público.

É já exatamente, nem mais. O reconhecimento do público é o que diz Filipe La Féria. Vamos escutar.

Faço teatro totalmente independente. Nunca tive um percentagem dos subsídios do ministério. Portanto, é o reconhecimento deste governo e da atual ministra que eu muito agradeço e é sempre bem-vindo. Um prêmio é sempre bem-vindo. Muito embora eu deva a minha carreira ao público, devo tudo ao público e é esse público para as viagens que atravessa Portugal para vir viver os meus espetáculos e ao público da capital também, que é o público que durante estes 63 anos eu conquistei.

O reconhecimento do público é o grande mérito de Filipe La Féria, que vai receber uma medalha de mérito cultural e tem novo trabalho em estreia. Chama-se Carmen Miranda, o grande musical.

José Rafael Lopes e as notícias às 17h, ele que volta para atualizar a informação às 17h30. Já daqui a pouco vamos então ao primeiro Explicador desta tarde política.