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Boa viagem, bom regresso a casa. Vamos, sem demora, aos títulos do Jornal das 7, com o Luís Soares.

A pouco mais de duas semanas do Congresso do PSD, Miguel Albuquerque admite não presidir aos trabalhos. Ameaça que foi deixada esta tarde. O governo acredita que a maioria dos portugueses irá trabalhar amanhã, dia de greve geral, e apela para que a paralisação não prejudique quem quer, precisamente, ir trabalhar. Mais à frente, um record para comemorar 100 anos de Marilyn Monroe, se ainda fosse viva, claro.

Luís Soares vai regressar já a seguir com o Jornal das 7. Depois deste jornal, temos novo episódio de "E o Resto é História": 100 anos do 28 de maio, o que veio depois do golpe, como se desenrolou o surpreendente percurso que levou Salazar ao poder e à criação do Estado Novo. E quanto ao estado do tempo, segundo o IPMA, amanhã mais sol, alguns chuviscos no litoral norte e centro, em especial no período da tarde, mas as máximas vão voltar a subir. Vamos conferir as previsões de máximas para amanhã. Porto, 20, Braga, 24, Viseu, 25, Aveiro, 21, Coimbra e Leiria, 23, Santarém, 28 de máxima, Lisboa, 26, Setúbal, 30 e Faro, 34. Eu sou o Ricardo Conceição. Esta é a tarde política da Rádio Observador. Jornal das 7, com o Luís Soares. O presidente do Governo Regional da Madeira ameaça não presidir ao Congresso do PSD, porque é o presidente da Mesa, isto se o governo central continuar a ignorar o que diz serem os problemas e os compromissos com a região.

O Congresso está marcado para os dias 20 e 21 deste mês, em Anadia. Miguel Albuquerque, que preside ao Congresso desde 2022, fala num diálogo de surdos com o executivo de Luís Montenegro. Diz que se as questões relacionadas com o arquipélago continuarem sem solução, não vai presidir aos trabalhos do Congresso Social-Democrata.

O Congresso é agora em junho e a minha posição é muito clara: se se mantiver a situação de não resolução das questões que estão pendentes com a Madeira, eu estou totalmente indisponível para presidir a seja o que for. Se as questões da Madeira começarem a ser tratadas, que ainda não foram até agora, tudo bem. Se não forem tratadas, eu estou totalmente indisponível.

Em declarações aos jornalistas no Conselho da Calheta, na Madeira, Miguel Albuquerque deu exemplos sobre as questões que estão em atraso e que precisa resolver com Luís Montenegro. Por exemplo, a revisão da Lei das Finanças Regionais, a constituição de um grupo de trabalho sobre os sistemas de saúde na região e a terceira fase do novo hospital do Funchal.

Em revisão, está a Lei das Finanças Locais e o presidente da República veio, entretanto, saudar a iniciativa do governo. António José Seguro considera uma condição essencial para o bom funcionamento do Estado.

Foi durante a conferência dos 50 anos do Poder Local, que decorreu na Alfândega do Porto esta tarde. António José Seguro explica que é preciso mais investimento nas autarquias e tece elogios ao governo pela reforma da Lei do Financiamento Local.

Apesar de pequenas exceções, a dívida total dos municípios apresenta uma trajetória descida desde 2014. É evidente para todos que a descentralização de competências tem que ser acompanhada de recursos financeiros adequados. Uma Lei de Finanças Locais que corresponda às competências transferidas não é uma reivindicação corporativa, é uma condição de funcionamento do Estado e da qualidade da nossa democracia. Saúdo com expectativa a iniciativa do governo para a revisão da Lei das Finanças Locais.

Declarações do presidente da República, que discursou nesta conferência dos 50 anos do Poder Local, já depois do primeiro-ministro. Luís Montenegro explicou que essa revisão da Lei de Finanças Locais está em estudo, mas não vai estar contemplada ainda no orçamento do Estado para o próximo ano.

Embora a Associação Nacional dos Municípios Portugueses pretenda já ver inscrito o resultado desse trabalho no próximo orçamento do Estado para 2027, eu sinceramente tenho que moderar um pouco os ânimos, porque me parece, apesar de tudo, pouco realista. Não é que nós não tenhamos interesse, mas a lei teria de estar aprovada e em vigor praticamente nesta altura, porque é a altura em que nós já estamos a preparar o orçamento.

Expectativa deixada por Luís Montenegro durante o discurso na Alfândega do Porto esta tarde, com iniciativa do governo de revisão da Lei das Finanças Locais, que o presidente da República felicitou.

O governo acredita que a maioria dos portugueses irá trabalhar amanhã, dia de greve geral, e apela para que a paralisação não prejudique quem quer trabalhar.

Mensagem deixada na véspera da greve geral. Transportes, saúde, educação e vários serviços públicos devem ser afetados, desde repartições de finanças, lojas de cidadão ou conservatórias. O jornalista João Lourenço tem estado ao longo da tarde a dar-lhe conta dos principais problemas esperados. João, os principais serviços públicos vão ter constrangimentos, nomeadamente no atendimento presencial.

No caso do Instituto dos Registos e Notariado, apenas vai garantir serviços mínimos em funcionamento para atos presenciais urgentes e atendimentos de emergência. São os casos de casamentos civis, em caso de morte ou parto iminente, casamentos já agenciados antes da convocatória da greve e testamentos urgentes. Para a emissão de cartão de cidadão e passaporte urgente, o Ministério da Justiça indica, através de um comunicado, os sítios próprios para o efeito. Por exemplo, em Lisboa, o cidadão deve se deslocar até ao Departamento de Identificação Civil do Campus da Justiça. Já na cidade do Porto, devem se deslocar até ao Palacete dos Pestanas.

João, também há constrangimentos esperados nas repartições de finanças.

Os efeitos da greve já se fizeram sentir hoje, devido a um plenário de trabalhadores organizado pelo Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos. Segundo a estrutura sindical, mais de 60 repartições encerraram hoje e vão encerrar também amanhã devido à greve. A paralisação também vai afetar a Agência para a Integração, Migrações e Asilo, até porque os trabalhadores da AIMA já estão em greve desde ontem. A convocatória do Sindicato dos Técnicos de Migração vai até sexta-feira.

E o que vai acontecer nos tribunais, João?

Através do ofício circular da Direção-Geral da Administração da Justiça, o ministério decreta os serviços mínimos, um oficial de justiça por cada juízo, um oficial de justiça para cada secretaria do Ministério Público, dois oficiais de justiça no Tribunal Central de Investigação Criminal e um oficial por cada secretaria do Ministério Público.

O jornalista João Lourenço e os principais constrangimentos previstos nos serviços do Estado, nesta que é a segunda greve geral que o atual governo enfrenta no espaço de seis meses, mas desta vez é convocada apenas pela CGTP, não tem o apoio da UGT.

O ministro da Presidência defende a proposta sobre as heranças indivisas e lembra que o objetivo é estimular a divisão de bens.

O governo garante que está disponível para receber contributos da oposição, mas defende também a proposta que permite a um único herdeiro vender uma herança que não foi dividida. Na Assembleia da República, no debate desta tarde, António Leitão Amaro sublinhou que o governo está a tentar estimular a venda dos bens e não a forçar.

Garantimos a venda do bem a preço de mercado, assegurando que todos os herdeiros têm direito à justa quota-parte do valor do bem. Protegemos as casas de morada de família e garantimos que os herdeiros têm direito de preferência antes de terceiros. O Estado não força nenhuma divisão, só ajuda com esta lei a desbloquear quando há impasses.

António Leitão Amaro no debate desta tarde no Parlamento, em que o PS quer discutir alguns detalhes na fase de especialidade, em que o Chega critica a intromissão do governo na propriedade privada. A iniciativa vai ser votada amanhã no Parlamento.

O PS não acompanha a esquerda na criação de uma comissão de inquérito sobre a Base das Lajes.

Os socialistas deixam várias críticas à atuação do governo, mas entendem que há outros instrumentos que devem ser utilizados para obter esclarecimentos antes de uma comissão parlamentar de inquérito. No debate sobre as propostas do PCP e do Bloco de Esquerda para criar esse inquérito à utilização da Base das Lajes, o deputado do PS Luís Dias revelou que os socialistas vão votar contra.

Hoje não acompanharemos as propostas de comissão parlamentar de inquérito do Bloco de Esquerda e do PCP. Não porque não haja matérias a esclarecer. Há. O instrumento parlamentar mais adequado é o escrutínio político direto do governo em sede de comissão.

Luís Dias, durante o debate desta tarde sobre a utilização da Base das Lajes, o ministro Paulo Rangel foi chamado à Assembleia da República para falar sobre as declarações do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, mas essa audição ainda não foi agendada.

E há outras notícias a marcar a tarde desta terça-feira, 2 de junho.

Desde logo, um anúncio que está a gerar muita expectativa, o anúncio do Fulham de que Marco Silva está de saída. O treinador de 48 anos esteve à frente dos destinos desportivos do emblema de Londres durante cinco temporadas, sendo que este anúncio surge numa altura em que a imprensa desportiva avança que Marco Silva pode já ter fechado acordo com o Sport Lisboa e Benfica para a próxima época. Na análise, o antigo candidato à vice-presidência do clube, Bruno Batista, fala numa boa notícia para os benfiquistas. Diz que Marco Silva fez uma escolha clara ao optar pela saída do Fulham.

É uma boa notícia para todos os benfiquistas. Finalmente, esta novela está prestes a terminar. Marco Silva tem aqui um claro statement ao recusar a renovação do contrato com o Fulham e isto aproxima-o do Benfica e mostra aqui também algo que deve deixar os sócios bem tranquilos: Marco Silva faz uma escolha por um projeto e não por dinheiro. A confirmarem-se todas as notícias de que será o próximo treinador, pode trazer a ambição, o trabalho e a dedicação que falta, porque Marco Silva também lhe falta ganhar um título de campeão nacional.

Análise de Bruno Batista, antigo candidato à vice-presidência do Benfica, ao anúncio da saída de Marco Silva do Fulham. Os chapéus de sol podem ser colocados à frente das zonas concessionadas das praias portuguesas. É o que se lê na norma que esclarece direitos e obrigações de banhistas e concessionários emitida pela Agência Portuguesa do Ambiente e vai na sequência da polémica sobre se um banhista pode ser impedido de colocar o chapéu de sol em frente a uma concessão. Num comunicado dirigido a municípios, concessionários e restantes entidades com responsabilidades na gestão das praias, a Agência Portuguesa do Ambiente esclarece que se a concessão não se estender até à água e ficar apenas até à zona da última fila de cadeiras, a partir daí qualquer pessoa pode estender a toalha e usar o próprio chapéu de sol. E Ricardo, Marilyn Monroe, se fosse viva, teria feito ontem 100 anos e para celebrar a data foi batido um verdadeiro recorde.

E qual foi o recorde dessa vez?

Mais de mil pessoas vestidas de Marilyn Monroe. Aconteceu no sábado, em Palm Springs. Reuniu um total de 1037 participantes e ultrapassou em grande margem o antigo recorde reconhecido pelo Guinness, que remontava a 2020 e que na altura juntou apenas a módica quantia de 254 pessoas.

Imagino que com aquele vestido branco.

Exatamente, o vestido branco.

"Os Homens Preferem as Loiras" é o nome do filme em que Marilyn veste esse vestido.

Exatamente. Foi uma festa junto à estátua da atriz, com música ao vivo, barracas de comida, atrações especiais centradas, naturalmente, no legado de Marilyn Monroe e com esse novo recorde.

2026 assinala-se o centenário de Marilyn Monroe. E o Luís Soares vai regressar às 19h30.