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Rádio Observador. Notícias na Rádio Observador com o jornalista João Gama. João, o governo português criou um canal de comunicação para procurar mais pessoas que possam ter desaparecido depois de um incêndio que aconteceu numa estância de esqui na Suíça na noite de fim de ano.

Incêndio, Filipa, que fez 119 feridos, 40 vítimas mortais, pode ter envolvido duas cidadãs de nacionalidade portuguesa. Uma ficou ferida, outra está desaparecida. Entrevistado aqui na Rádio Observador, Emídio Sousa, secretário de Estado das Comunidades, diz que a Suíça está a ser cautelosa com a informação que partilha com o Estado português e que, por isso, não é possível conhecer a gravidade dos ferimentos da cidadã nacional.

Temos identificada a situação de uma cidadã portuguesa que está internada no hospital em Fion. Ainda não temos informação sobre qual é o tipo de ferimento que tem. As autoridades suíças, neste caso, são muito prudentes na informação. Ainda não temos mais. Temos gente no terreno a procurar obter mais informação, mas ainda não temos mais nenhuma informação.

O governo português criou um canal de comunicação para serem sinalizados casos de eventuais cidadãos desaparecidos na sequência deste incêndio que marcou a noite da passagem de ano.

Criamos um canal de comunicação que divulgamos no LinkedIn e nas redes sociais com a nossa embaixada, para serem sinalizados casos de eventuais pessoas que pudessem estar desaparecidas, através de familiares ou amigos. Temos essa informação, dado que temos a informação que muitas das vítimas estão difíceis de reconhecer e foi no sentido de procurarmos obter pistas, e foi isso que fizemos.

No total, para já, o incêndio nesta estância de esqui pode ter envolvido duas cidadãs portuguesas. Além da vítima, há uma cidadã nacional que está desaparecida. O governo não pode assegurar que esteja relacionada com o incidente da noite de passagem de ano. O tema já foi comentado ao final da tarde pelo presidente da República. Marcelo Rebelo de Sousa deixou uma palavra de solidariedade às famílias das vítimas portuguesas.

E Marcelo Rebelo de Sousa devolveu ao governo três diplomas sobre o SNS. O Bastonário da Ordem dos Médicos concorda e acredita que o presidente da República deu ao governo uma segunda oportunidade.

Os três decretos lei que tinham como temas centrais novas regras na contratação de médicos tarefeiros, a criação das urgências regionais e o sistema de gestão e combate às listas de espera. Carlos Cortes aponta o dedo ao governo, considera que o Executivo desenvolveu os decretos lei de uma forma errada, principalmente por causa da falta de diálogo com os profissionais do setor.

E agora o governo e a Ordem dos Médicos tomam boa nota, vem dizer que de forma humilde e construtiva, vai desenvolver esse diálogo que já devia ter sido desenvolvido. E tenho que lhe dizer que da parte da Ordem dos Médicos, há toda a disponibilidade e todo o interesse para nós colaborarmos, para nós contribuirmos também com propostas.

O Bastonário da Ordem dos Médicos defende que todos os problemas do Serviço Nacional de Saúde estão diretamente ligados com a falta de recursos humanos. Entretanto, o governo confirmou hoje que Marcelo pediu o aperfeiçoamento destes mesmos decretos. Neste momento, o Executivo está a analisar as comunicações do Presidente da República.

E João Cotrim Figueiredo considera que os diplomas devolvidos pelo presidente da República ao governo eram remendos necessários.

O candidato presidencial falou sobre esta devolução dos diplomas aprovados em outubro no Parlamento. Cotrim Figueiredo diz que gostava que Marcelo Rebelo de Sousa tivesse justificado a razão para mandar os diplomas para trás.

Estou de acordo com os que dizem que estes diplomas, que dizem respeito a tarefeiros, à concentração de urgências e à reformulação do SIGIC, aparecem todos eles na sequência de problemas concretos e casos que apareceram relacionados com estas matérias e parecem querer apagar o fogo, ser um remendo relativamente àquilo que continuam a ser os problemas muitos e profundos do Serviço Nacional de Saúde. Portanto, sim, nesse sentido são remendos, mas não significa que os remendos não sejam necessários até para se chegar a soluções estruturais.

Declarações de João Cotrim Figueiredo à margem de uma visita ao Centro Paroquial e Social do Salvador de Beja.

E depois do debate das rádios, os candidatos presidenciais continuam na pré-campanha eleitoral. André Ventura volta a apontar o dedo aos candidatos de esquerda. Diz que uma desistência de última hora seria uma fraude aos eleitores.

Apesar de ter sido um cenário afastado esta manhã pelos três candidatos à esquerda, António Filipe, Catarina Martins e Jorge Pinto. André Ventura insiste que qualquer desistência aumentaria a probabilidade de António José Seguro passar a uma eventual segunda volta, mas se acontecer, entende, os eleitores serão defraudados.

Todos os sinais indicam que haverá desistências à esquerda, dada a muito baixa votação, como está António José Seguro, portanto, o volume de quase toda a sondagem, e a necessidade que o PS tem de ter um candidato na segunda volta. Sendo difícil, porque estando eu em primeiro, precisa de um candidato do PSD e um candidato independente que também tenha uma taxa no nível dos outros. Portanto, não me admira que venham a acontecer essas desistências. Acho que Jorge Pinto é o mais provável. Catarina Martins hoje disse que não, mas também não era a primeira vez que dizia uma coisa, depois dizia outra. A única coisa que acontece aqui é que isto é uma fraude eleitoral. Andam em debates, andam em campanha e depois chega o dia, dois dias antes e dizem que afinal não são candidatos. Isto não se faz, não é uma coisa correta.

Declarações de André Ventura, também na estrada, numa ação de campanha em Lisboa, no Centro de Apoio aos Sem-Abrigo.

E os apoiantes de Luís Marques Mendes e António José Seguro acusam Henrique Gouveia e Melo de trazer lama para a campanha presidencial.

Foi mais um episódio do Caminho a Belém. José Eduardo Martins, apoiante de Luís Marques Mendes, considera que a onda de elevação que o almirante trazia no início da campanha esfumou-se ao longo dos últimos dias.

Porque vinha aí alguém com uma onda de ética e de elevação, o almirante Gouveia e Melo, que vinha fazer um paradigma novo na política, mas quando ficou atrás das sondagens e sem os eleitores de André Ventura, desde que André Ventura se candidatou, basicamente tem feito da sua campanha esta coisa que é a política mais básica, menos original, a coisa mais gasta, o populismo mais tafado, que é basicamente tentar atirar lama para cima do adversário.

Declarações do apoiante de Luís Marques Mendes, José Eduardo Martins, no Caminho Aberto, da Rádio Observador. As mesmas críticas ao almirante são realizadas por Adalberto Campos Fernandes, apoiante de António José Seguro, antigo ministro do Partido Socialista. O antigo ministro da Saúde lamenta que um antigo militar tenha descido ao nível do debate presidencial e considera que Henrique Coveia Melo está a tornar-se uma fotocópia de André Ventura.

Que nós tínhamos até aqui um candidato, André Ventura, que nesse aspeto é agressivo, tem uma retórica bastante ácida, que persegue os temas e os assuntos com as características que as pessoas gostam ou não gostam, mas veem nele alguma autenticidade, e passamos a ter agora uma fotocópia que é sempre pior que o original. Quer dizer, nós não estamos a discutir o país. Nós estamos aqui a trazer a todo o custo para dentro da campanha eleitoral, para o mais importante órgão de soberania do Estado, estamos a trazer lama.

Já do lado da candidatura do almirante, Rodrigo Adão da Silva atira culpas para Luís Marques Mendes e diz que o candidato apoiado pelo PSD deveria ter sido mais claro nos esclarecimentos sobre os clientes que teve na Abreu Advogados.

Marques Mendes fez as suas escolhas e essas escolhas devem ser calmamente explicadas. Já tivessem sido explicadas com calma e em dois minutos, o assunto estaria já há muito tempo arrumado. E compete a cada um de nós depois decidir e fazer as escolhas livres e democráticas sobre o candidato que quer.

Declarações dos convidados do programa Caminho Aberto.

E João, o grupo Media Capital, dono da TVI, da CNN Portugal, comprou 80% da dona do Polígrafo.

Por 2 milhões e 200 mil euros. A informação foi divulgada esta sexta-feira num comunicado enviado à CVM. A sociedade Inevitável e Fundamental é conhecida, principalmente pelo site Polígrafo, fundado em 2018, especializado em informações na área de fact-checking. É um site que integra a rede internacional Fact-Checking Network. A SIC já informou que soube da não renovação com o Polígrafo minutos antes do anúncio desta compra.

João Gama com as notícias na Rádio Observador.