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Tias com Miguel Videira.
Há um novo balanço de vítimas dos terremotos na Venezuela. O número de mortos continua a aumentar, são agora 1719, número revelado ao final da tarde pelo presidente da Assembleia Nacional venezuelana. George Rodriguez dá também conta de uma subida do número de feridos, passou para 5034. O número de vítimas portuguesas acompanha esta subida, há a registar 56 mortos entre os portugueses e lusodescendentes, 48 adultos e oito crianças. Há também mais desaparecidos, são agora 91.
Números confirmados há instantes pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros, em entrevista à SIC.
Paulo Rangel confirma estes números e expressa uma especial preocupação com quem sobreviveu, mas perdeu tudo.
Sabemos que nos desalojados também há, especialmente em La Guaira, muitos portugueses. Isso mesmo, as nossas missões de salvamento que estiveram no terreno e o embaixador em Caracas também esteve, já se aperceberam. Imensas famílias que perderam absolutamente tudo. Muitas delas, obviamente que havia, nesta fase, na Venezuela, algumas famílias portuguesas que viviam relativamente mal, mas também havia algumas que eram classes médias, médias altas.
O chefe da diplomacia portuguesa reitera também que Portugal vai ajudar, sob o ponto de vista financeiro, a reconstrução da Venezuela. Paulo Rangel pede a este propósito prudência a quem deseja fazer contribuições.
Donativos que as pessoas possam vir a fazer. E, por isso, eu pedia que não fizessem nenhum enquanto não forem divulgadas contas oficiais, que é para não haver aqui enganos nem-
Nem burlas.
Nem burlas. O ministério já pôs €400 mil para isto. Já temos também para as associações portuguesas no terreno. Portanto, associações da comunidade portuguesa. Temos já €257 mil e vamos reforçar isso.
A garantia e o pedido de prudência do Ministro dos Negócios Estrangeiros.
O Ministro da Educação reconhece falhas técnicas na digitalização dos exames nacionais, mas afasta a necessidade de prorrogar os prazos para a correção das provas.
Fernando Alexandre reagiu esta tarde no Porto à polêmica sobre a dificuldade de correção do exame nacional de português.
A digitalização está a decorrer sem grandes problemas. Houve algumas dificuldades que resultam também da novidade do processo. Vou vos dar um exemplo muito prático. As escolas receberam indicações para não agrafarem os exames, mas algumas agrafaram os exames e agrafaram às vezes em cima do QR code, que é o que identifica o exame ou o aluno. O desagrafar, a perturbação que isso trouxe na digitalização foi um dos erros. Quando isso aconteceu na primeira prova, que foi a de português, que é a maior, essa informação foi outra vez salientada às escolas e não voltou a acontecer.
Apesar dos problemas detetados, o ministro sugere que não há necessidade de prorrogar os prazos para a correção dos exames.
Continuamos dentro dos prazos previstos, ou seja, os professores todos os anos têm 10 dias úteis para corrigir os exames e aquilo que o Educa nos diz é que vai garantir esses 10 dias úteis para os professores corrigirem os exames. Hoje já há muitos professores a corrigirem.
O ministro da Educação respondeu ainda às notícias que dão conta de professores chamados para corrigir exames de outras disciplinas e até de uma professora, já falecida, que foi convocada para a correção de exames. Ora, Fernando Alexandre empurra responsabilidades para os diretores das escolas.
Quem convoca os professores são os diretores das escolas. Quer dizer, se um diretor de uma escola convocou uma professora que infelizmente já faleceu, isso pode acontecer, mas é um erro que vem da escola nesse caso. É preciso tornar claro que há aqui responsabilidades de todo o sistema.
O ministro da Educação, em reação às críticas dos professores sobre os atrasos na correção dos exames nacionais de português, correções que têm como prazo o dia 10 de julho.
E agora, Miguel Videira, vamos ao Mundial de Futebol. Oi?
Vamos mesmo?
Vamos, estava aqui. Estava à espera da trilha. Bom, não foi fácil, é certo, mas o Brasil garantiu a passagem às oitavas de final da competição.
Mas não se livrou de um enorme susto. A seleção brasileira foi para o intervalo a perder por 1x0 com o Japão. Na segunda parte, Diogo Abrela, mais uma vez, boa tarde, conseguiu dar a volta ao resultado.
Boa tarde, Miguel. Vence por 2x1 com o gol da vitória a surgir aos 90 mais seis. Gabriel Martinelli, o jogador que atua na Inglaterra, no Arsenal, foi lançado por Carlo Ancelotti e acabou mesmo por dar essa vitória à Canarinha, com uma vitória mesmo tirada a ferros. O Japão, como tu disseste, marcou primeiro ao minuto 29, Kaishu Sano. Depois, na segunda parte, empatou Casemiro, minuto 56. E já quando se adivinhava um prolongamento, eis que surgiu Martinelli a dar essa estocada e a dizer "sayonara" aos japoneses. O Brasil agora aguarda pelo jogo, que só acontece amanhã, entre a Costa do Marfim e a Noruega, para saber quem vai ser o adversário nos oitavos de final deste Campeonato do Mundo. Jogou-se em Houston, no Texas, um jogo que estava com a bancada toda pintada de amarelo e foi mesmo essa explosão, Miguel Videira, a explosão da Canarinha, a explosão amarela no final desta partida, com a vitória por 2x1 do Brasil sobre o Japão ao cair do pano.
A seleção brasileira confirma, assim, presença nos oitavos de final da competição. Junta-se ao Canadá, que ontem venceu a África do Sul por 1x0, com gol do nosso conhecido Stephan Eustáquio.
E é assim que fechamos o Jornal das 8, edição do jornalista Miguel Videira, que está de saída. A informação regressa atualizada às 20h30, aqui na Rádio Observador.