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Do mundo. Jornal das 10, com edição da Diana Rosa. E Diana, o Presidente da República deixa um recado ao governo: está em falta e é devido ao país, um relatório que explique o que verdadeiramente aconteceu no comboio das tempestades no início deste ano.
E promete manter-se vigilante relativamente à reconstrução da zona centro depois das consequências do mau tempo. No âmbito da iniciativa Presidência Aberta, hoje na Marinha Grande, António José Seguro alertou que não pode ficar tudo na mesma. Vasco Maldonado Correia.
Ao fim de cinco dias a saltar de concelho em concelho pela região centro, a avaliar os estragos da depressão Cristina, António José Seguro conclui:
Não podemos pensar que tudo já passou.
E se tudo continua na mesma, o Presidente da República vai continuar a bater na mesma tecla.
As consequências desta tempestade ainda persistem. E a minha vigilância em relação aos apoios e à necessidade do país, em particular do Estado, tirar daqui ilações, também vai continuar.
E para clarificar:
O Estado não estava preparado para uma devastação, um comboio de tempestades desta natureza. Portanto, nós quando dizemos que é preciso tirar ilações desta situação, é preparar o Estado para responder melhor.
Depois da reunião de balanço da Presidência Aberta, que contou com a presença do ministro da Economia e da Coesão Territorial, sai novo recado com o governo como destinatário.
Não podemos continuar a passar o tempo sem que tenhamos um documento, também, que explique verdadeiramente o que se passou nestes dias finais de janeiro e também nos dias iniciais de fevereiro. É impossível tirar ilações se não soubermos corretamente o que é que correu bem, o que é que correu mal, quais foram os apoios e os meios que chegaram mais tarde.
De resto, o presidente continua em modo acelerador.
É preciso acelerar apoios, clarificar medidas e adequá-las a realidades muito concretas.
E mostra-se preocupado com os meses mais quentes que estão já aí à porta.
Há muitas árvores caídas nas florestas, ainda há muitos caminhos que estão obstruídos, há muito material combustível.
A pensar nos incêndios do verão, mas ainda preocupado com o mau tempo do inverno, António José Seguro vai promover uma reunião com especialistas na próxima quinta-feira, no Palácio de Belém.
António José Seguro, que esteve hoje na Marinha Grande, quer que as populações da região centro não fiquem esquecidas depois da tempestade.
Mais três dias de férias, consoantes à assiduidade do trabalhador. Foi um ponto de negociação entre o GT e o governo, em que o executivo acabou por ceder.
E há outros pontos de aproximação, é o que revela Sérgio Monte, secretário-geral adjunto da UGT, que foi entrevistado aqui na Rádio Observador, mas há outros consensos, para já verbais.
Há a questão da jornada contínua, que é outra questão que tem dado aqui alguma controvérsia. A jornada contínua, a redação que está na proposta que nos foi entregue é taxativa. Trabalhadores com filhos até aos 12 anos e jornada contínua depende do acordo com o empregador. Houve uma proposta, verbal também, que permitia, eventualmente, que trabalhadores com filhos até aos oito anos pudessem ter a jornada contínua, não dependendo do acordo do empregador, mas sim da vontade do trabalhador.
Há, no entanto, matérias em que os parceiros sociais ainda não se entendem, mas a UGT diz que continua disponível para negociar. Está marcado um novo encontro, Filipa, entre o governo e as confederações patronais na segunda-feira.
Expectativas pouco elevadas tem a Confederação de Comércio de Serviços quanto à reunião da próxima semana com o governo.
João Vieira Lopes, presidente da Confederação, considera que é difícil, mas lembra que o ideal era mesmo alcançar um acordo antes de o diploma ser discutido no Parlamento.
A experiência histórica mostrou-nos que quando este tipo de temas vai para a Assembleia da República suportado por um acordo na Confederação Social, sofre menos alterações na Assembleia da República, e aquilo que se decide dura mais tempo. Por isso mesmo é que nós achamos que vale a pena fazer primeiro a Confederação Social.
As declarações de João Vieira Lopes, presidente da Confederação de Comércio e Serviços. Sobre este tema, o presidente da República, de quem já aqui falámos, tem pressionado para um acordo, também quer receber os parceiros sociais em Belém.
E o antigo líder do Montepio, Tomás Correia, foi ilibado dos crimes de abuso de confiança e branqueamento de capitais.
Ele e dois ex-gestores do Finibanco Angola eram acusados de um alegado prejuízo de quase €36 milhões a visar o banco angolano e o grupo Montepio Geral. O processo já não vai seguir para julgamento. Fonte da Comarca de Lisboa adianta ao Observador que o juiz entendeu que não havia indícios da prática dos crimes de abuso de confiança e branqueamento de capitais.
Seguimos com uma notícia Observador. Um autarca do CDS em Lisboa recebeu mais de €10 mil em ajudas de custo por viver na Maia, distrito do Porto.
José Toga Soares preside desde 2021 à Mesa da Assembleia das Avenidas Novas, em Lisboa, mas vive, como dizias, Filipa, na Maia. São mais de 300 km de distância que separam as duas localidades e o presidente da Mesa da Assembleia das Avenidas Novas recebe atualmente mais de €280 em ajudas de custo e senhas de residência por cada reunião a que assiste. Desde 2021, esteve em 36 reuniões, o que corresponde a cerca de €10 mil em ajudas. O autarca afirma em declarações ao Observador estar perfeitamente tranquilo quanto às ajudas que tem recebido ao longo dos últimos quatro anos e meio. Diz que deixou de viver em Lisboa por motivos pessoais e mudou-se para casa de familiares no Conselho da Maia.
Noutro tema, já chegou ao Paquistão a delegação iraniana que vai participar nas negociações com os Estados Unidos rumo à paz no Médio Oriente.
É liderada pelo presidente do Parlamento iraniano, aterrou esta noite em Islamabad, capital do Paquistão. É o que adiantam os média do Irão. De acordo com a televisão estatal, as negociações só vão começar se os norte-americanos, liderados pelo vice-presidente J.D. Vance, aceitarem as negociações prévias do Irão. A delegação, liderada por Qalibaf, aterrou em Islamabad há poucas horas, inclui equipes ligadas à segurança política, defesa, economia e também assuntos jurídicos, é o que adianta a mesma fonte.
Entretanto, Diana, subiu para 357 o número de mortos em ataques israelitas no Líbano.
Ataques levados a cabo na passada quarta-feira. Os dados foram anunciados hoje pelo Ministério da Saúde libanês, enquanto Israel afirma ter matado mais de 180 membros do movimento Hezbollah nesses ataques. O Líbano diz que este balanço não é definitivo, uma vez que as operações de busca nos escombros e identificação das vítimas prosseguem.
Sete minutos para as 22h, Diana, que outros temas marcam a atualidade?
Continuamos ainda a falar do Médio Oriente. O Reino Unido vai reunir-se na próxima semana com outros países para discutir a passagem livre de navios no Estreito de Ormuz. É uma notícia avançada pela Associated Press, que cita fontes oficiais do governo britânico. De acordo com a fonte oficial, na reunião vai ser discutida a oposição às tarifas que o Irão quer impor no Estreito de Ormuz. Lula da Silva vai estar em Lisboa no dia 21, data confirmada pelo governo brasileiro. De acordo com o Palácio do Planalto, o presidente do Brasil vai reunir-se com o primeiro-ministro e com o presidente António José Seguro. Este vai ser o primeiro encontro entre o presidente da República português e o chefe de Estado brasileiro. Lula não esteve presente na tomada de posse de António José Seguro, porque já tinha agendada uma reunião no mesmo dia com o presidente da África do Sul.
Notícia de fecho do "Jornal das 10".