Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Jornal das 10, com Laura Figueiredo. E Laura, subiu o número de vítimas portuguesas na sequência dos sismos na Venezuela. Quatro portugueses e dois lusodescendentes morreram.

Número confirmado à Rádio Observador por fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros. Há também mais de 50 desaparecidos, número que Paulo Rangel diz que pode vir a aumentar. Portugal é um dos oito países europeus que vai enviar ajuda para a Venezuela. Em entrevista à RTP esta noite, o ministro dos Negócios Estrangeiros explica que o processo está a ser coordenado entre vários ministérios.

Quer o Ministério da Defesa, através da Força Aérea, quer o Ministério da Administração Interna, quer o Ministério da Saúde e com a coordenação do Ministério dos Negócios Estrangeiros, nós estamos a tudo fazer para que esse voo saia o mais depressa possível.

O que é que isso quer dizer?

Isso pode ser durante esta madrugada, pode ser só amanhã de manhã. É preciso ver que temos, desde logo, uma coordenação também com outros países europeus que estão a enviar as suas equipas e com as autoridades venezuelanas e com a disponibilidade de voos.

Já durante a tarde, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, dava conta de que o envio de ajuda estava a ser coordenado com o mecanismo europeu de proteção civil. Entretanto, na rede social X, a presidente da Comissão Europeia confirmou que Portugal, Espanha, Itália, República Checa, França, Alemanha, Luxemburgo e Países Baixos vão, de facto, enviar ajuda imediata para a Venezuela. Ursula von der Leyen acrescenta também que a União Europeia está preparada para enviar mais ajuda, incluindo assistência médica.

E Laura, há também mais de 1500 feridos na Venezuela.

Número que as autoridades estimam que venha a aumentar. Para já, estão também confirmados 188 mortos desde os dois sismos registados ontem à tarde, com intensidade superior a sete, na escala de Richter. A Venezuela já registou mais de 135 réplicas, como dá conta o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez.

Este é o maior abalo que o nosso país viveu nos últimos 30 anos. Depois dos fortes sismos de ontem às 18h, com magnitudes de 7,5 e 7,2, tivemos até à meia-dia de hoje 138 réplicas.

O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela a realçar que esta catástrofe natural é a mais grave desde há 30 anos.

Na política nacional, foi aprovada de forma definitiva a criação da Prestação Social Única.

Foi aprovada com os votos a favor da AD e com a abstenção do PS e da Iniciativa Liberal. O Chega e a restante esquerda votaram contra. No final da votação, o Partido Socialista justificou a viabilização com as mudanças que dizem ter tornado a proposta mais humanista.

Não votamos a favor. Não votamos a favor porque é uma autorização legislativa, porque o processo legislativo merecia ter tido mais espaço, mais tempo. Mas com esta autorização legislativa, com esta proposta de lei, foi salvaguardado o essencial da proteção daqueles que precisam de políticas de inclusão. O combate à pobreza está presente neste documento. O humanismo está presente neste documento final.

Eurico Brilhante Dias, do PS, e perante um Chega que critica a falta de critérios de rigor nesta proposta.

Aquilo que o Chega queria era simples. Para além de, obviamente, quem é imigrante e vem para Portugal, tem que descontar antes de ter acesso a apoios sociais. Cinco anos, tal como acontece em Itália, cinco anos, tal como acontece na Alemanha, e aliás, na Dinamarca são nove anos. E eu pergunto: será Portugal um país mais rico do que algum destes três que eu mencionei?

Cristina Rodrigues, do Chega. Já o líder da bancada do PSD, Hugo Soares, diz que o partido tentou negociar com todos até ao fim.

Conversamos, negociamos e dialogamos com os partidos com representatividade parlamentar, designadamente com os dois que podiam constituir a maioria necessária para que acontecesse aquilo que hoje aconteceu, que foi a aprovação da Prestação Social Única. Não tenho, quero dizer, nenhuma razão de deslealdade em nenhum dos diálogos. Foi possível chegar a um acordo com o Partido Socialista, ainda bem, não foi com o Chega.

Reação dos partidos à aprovação da Prestação Social Única. Já o ministro da Presidência diz que o governo preferia a proposta inicial da PSU. Ainda assim, diz que os ajustes feitos não comprometem os objetivos do Executivo.

E Laura, em destaque esta hora no site do Observador: os bastidores do acordo entre PSD e PS que permitiu viabilizar a Prestação Social Única.

A chamada PSU, que agrega numa só prestação mais de uma dezena de apoios sociais e que foi hoje aprovada na Assembleia com a abstenção do PS e os votos contra do Chega, que ficou de fora do entendimento. Depois de esgotar as negociações com o partido de André Ventura, os social-democratas viraram-se para os socialistas para garantir o futuro do diploma do governo.

E Laura, este foi um acordo que se desenhou em cerca de sete horas.

A aproximação entre os dois partidos surgiu na terça-feira, quando o presidente do grupo parlamentar do PSD, Hugo Soares, ligou ao líder da bancada socialista, Eurico Brilhante Dias. Foi também na terça-feira que o PSD obteve a confirmação final de que o Chega não seria opção para viabilizar a PSU.

E a divergência entre os dois partidos surgiu nas condições de acesso ao apoio.

Sim, o partido liderado por André Ventura queria que fossem contados os anos de contribuições em vez dos anos de residência. O Observador sabe que o PSD estava disponível a alargar o período de residência exigido até três anos, mas o Chega insistiu nos anos contributivos, matéria que, para os social-democratas, entrava no domínio da desumanidade e que tornou impossível um acordo à direita

Este é um trabalho das jornalistas Rita Tavares e Marina Ferreira e também do editor de política do Observador, Rui Pedro Antunes. Pode ler com mais detalhe no site do Observador. Passamos ao mundial. O treino da seleção nacional foi cancelado devido a um alerta de tempestade.

Foi ativado o protocolo em vigor nos Estados Unidos quando uma tempestade se aproxima do centro de treinos. Antes desta decisão, Pedro Neto falou aos jornalistas. O avançado português diz que a Colômbia é um adversário difícil e que o ambiente no estádio é um fator a favor dos sul-americanos. Já sobre os recordes de Cristiano Ronaldo, Pedro Neto diz que são um incentivo para todo o grupo.

Acho que acaba por ser uma motivação extra, acaba por deixar um sabor ainda melhor, no sentido de querermos ajudá-lo a conseguir esse objetivo. É uma coisa que a ele falta e que ele quer muito, tanto como nós queremos. Por isso, acho que é mais uma motivação de nós conseguirmos dar esse último gosto àquilo que ele também nos deu muito a nós.

Pedro Neto, na conferência de imprensa da seleção nacional antes dos trabalhos de preparação para o último jogo da fase de grupos.

E continuamos com o Campeonato do Mundo. A esta hora jogam as seleções do grupo E.

Alemanha enfrenta o Equador e a Costa do Marfim defronta Curaçau. Diogo Varela está conosco em estúdio a acompanhar estas partidas. Diogo, boa noite. Já se cumpriram os primeiros 45 minutos.

Boa noite, Laura. E há um momento capital agora no duelo entre Equador e Alemanha, até porque a árbitra Tori Pensio apontou para a marca dos 11 metros, deu penalty a favor da Alemanha, mas aparentemente vai reverter, ou pelo menos vai visionar as imagens. Tori Pensio, ela que é uma de duas mulheres árbitras que estão neste campeonato do mundo, está a arbitrar pela segunda vez esta árbitra norte-americana e agora vai ao VAR para rever o lance. Creio que é uma falta da Alemanha no início da jogada e que poderá reverter este penalty, inicialmente assinalado a favor dos alemães. No outro jogo, há vantagem por 1 x 0 para a Costa do Marfim. Um gol bem a abrir a primeira parte, dentro dos 10 minutos iniciais. Nicolas Pépé a marcar o gol para a seleção dos Elefantes, que tem o central do Sporting, Ousmane Diomande, no 11 inicial, sendo que a Ilha das Caraíbas, Curaçau, aqui a tentar ainda qualquer coisa a mais depois do primeiro ponto de sempre em Campeonatos do Mundo na última jornada frente ao Equador. Já agora, e falámos nesse primeiro jogo, o Equador com a Alemanha está um igual, com 47 minutos. Este, Laura, é um jogo que até diz a Portugal, uma vez que se a Alemanha vencer ou empatar, neste caso, se o Equador não vencer, Portugal garante desde já a qualificação para a próxima fase, mais não seja como um dos melhores terceiros classificados. Portugal tem quatro pontos, o Equador tem apenas um, portanto, se a seleção equatoriana não vencer, não consegue também fazer os mesmos quatro que Portugal e dá desde já essa qualificação à seleção portuguesa. E Tori Pensio, a árbitra norte-americana, reverteu a decisão, portanto, não há penalty para a seleção da Alemanha. Mantém-se um igual com 48 minutos de jogo estes embates do grupo E.

Diogo Varela com as informações da última jornada do grupo E, Alemanha, Equador e Costa do Marfim, Curaçau, decidem as contas no Mundial de Futebol.

A fechar-se, Laura, vamos a outras notícias em destaque esta hora.

A Assembleia da República aprovou hoje a proposta de lei do governo para a atribuição de um apoio financeiro excepcional aos municípios afetados pelo mau tempo. O diploma foi aprovado por todas as bancadas parlamentares, à exceção do PCP, que se absteve. A lei aprovada estabelece medidas financeiras excepcionais para a recuperação dos municípios afetados pelas tempestades do início do ano e permite, de forma temporária, recorrer a empréstimos e realizar despesas urgentes com menos restrições. Estas regras mais flexíveis aplicam-se somente a situações diretamente ligadas às intempéries e vigoram até agosto deste ano. Cerca de 500 pessoas manifestaram-se hoje em Lisboa para exigir o fim da agressão e do bloqueio dos Estados Unidos a Cuba. O protesto, promovido pela Associação de Amizade de Portugal, Cuba e pelo Conselho Português para a Paz e Cooperação, começou na cidade universitária e seguiu até a Embaixada dos Estados Unidos. Os participantes denunciaram as consequências do bloqueio norte-americano na vida do povo cubano. Sublinham que ser solidário com Cuba é respeitar a Constituição da República Portuguesa. Em Kiev, foram hoje ouvidas explosões minutos depois de um alerta da Força Aérea e das autoridades municipais de que mísseis russos avançavam em direção à capital ucraniana. Nas redes sociais, o autarca de Kiev explicou que as defesas antiaéreas estavam em ação, que deu também aos residentes para se protegerem e anunciou que destroços de mísseis russos caíram no bairro de Darnitsa, no sudoeste de Kiev.

Notícia de fecho do Jornal das 10.