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Rádio Observador. É o Jornal das 11, com a edição do jornalista Miguel Cordeiro. Miguel, Portugal pediu esclarecimentos à embaixada norte-americana em Lisboa devido aos drones que os Estados Unidos da América querem construir na base das Lajes.

São equipamentos que devem chegar aos Açores nos próximos dias em contentores. De acordo com a Sic Notícias, a Autoridade Aeronáutica Nacional já pediu informações à embaixada norte-americana em Lisboa, mas a resposta ainda não chegou. Ao certo, Portugal quer saber mais detalhes técnicos sobre estes drones que os Estados Unidos da América querem utilizar no Irão. As autoridades nacionais querem também ter acesso a certificados de pilotos, os pilotos que vão operar estas aeronaves e também à área prevista para a amaragem. A Sic Notícias revela também esta noite que os bombeiros portugueses já receberam formação para situações de emergência na utilização destes drones. Neste caso, estamos a falar de drones descritos como assassinos. É o Reaper MQ9, um drone com 20 metros de envergadura e que os Estados Unidos da América querem que as peças sejam enviadas para os Açores e depois, na base das Lajes, os drones acabam de ser montados para seguirem depois para a Jordânia até o dia 1 de abril. A Autoridade Aeronáutica Nacional deve primeiro dar luz verde aos Estados Unidos da América antes da chegada destes drones, mas a decisão final é mesmo do governo português.

E o Irão continua a afastar as negociações com os Estados Unidos.

A ordem é para continuar a resistir. O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão refere que abrir negociações de paz com os Estados Unidos da América nesta fase seria reconhecer uma derrota e, portanto, avisa que o Irão prefere continuar a resistir.

Miguel Baumgartner, especialista em Relações Internacionais, diz que não estamos numa fase concreta de negociações.

E os Estados Unidos da América podem estar a vencer militarmente a guerra, mas Miguel Baumgartner admite que, do ponto de vista político, os objetivos não estão concretizados.

Aliás, não é negociação. Digamos que isto é uma pré-negociação. É mais ou menos para saber se há disponibilidade, em que pontos é que há disponibilidade para negociar. E nós sabemos que é o Paquistão que tem estado a forçar as duas partes a sentarem-se à mesa, até ultrapassando aqui uma posição que há pouco tempo nós pensamos que poderia ser a Turquia. Não há ainda um acordo direto de negociação, ou seja, não está formada uma base.

Diz também Miguel Baumgartner que Donald Trump está nesta altura preocupado em passar a imagem de que está a tentar negociar.

E em Portugal, o governo propõe um novo sistema de contratação de professores. O concurso para contratar docentes vai passar a ser contínuo, em vez de anual.

O plano ainda não está concluído, mas as linhas gerais de propostas já foram apresentadas aos sindicatos dos professores pelo ministro da Educação. No encontro relativo à revisão do Estatuto de Carreira Docente, um encontro em que o governo quer incluir este tema, Fernando Alexandre explica que pretende substituir os atuais mecanismos de contratação de professores. Apresenta um concurso em moldes totalmente novos que acontece durante todo o ano. O governante garante que vai permitir preencher de forma imediata as vagas que forem surgindo, lutando, por exemplo, de baixas médicas ou passagens para a reforma, porque vai possibilitar, este novo modelo, que os candidatos possam concorrer durante o ano letivo. Fernando Alexandre sublinha que o atual modelo de contratação é insuficiente. É insuficiente, principalmente perante os problemas que se mantêm no serviço público de educação. Diz que o novo sistema vai também resolver a exclusão dos professores recém-diplomados, que atualmente ficam muitas vezes fora do concurso anual por ainda não cumprirem os requisitos nesse período.

E em Oeiras, o Chega apresentou uma moção de censura contra Isaltino Morais.

Isaltino foi formalmente acusado pelo Ministério Público, acusado de desviar €150 mil para refeições, álcool e tabaco, e é acusado juntamente com outros 22 responsáveis da autarquia. Francisco O'Neill é um dos assinantes desta moção apresentada pelo grupo municipal do Chega e explicou à Rádio Observador as razões para avançar com esta moção de censura.

Esta moção de censura vai além da vertente jurídica. É também em razão da ética em si, que é mais do que a juridicidade em si da norma. É uma pessoa que não oferece garantias pelo seu historial, é uma pessoa que já foi presa, é uma pessoa que já foi condenada até várias vezes no Tribunal de Contas pela sua gestão e é alguém que não oferece credibilidade, nem tem vocação pública para gerir o dinheiro público de quem quer que seja.

Isaltino Morais foi contactado pela Rádio Observador, mas não quis reagir. Ao final da manhã, o autarca já tinha dito que os almoços de trabalho fazem parte do dia a dia das autarquias.

E falamos agora de uma decisão judicial dos Estados Unidos. A empresa Meta e o YouTube foram considerados culpados de aumentar o vício dos jovens nas plataformas digitais.

O YouTube é a maior plataforma de vídeo do mundo. A Meta é a dona de várias plataformas, como o WhatsApp, o Instagram e o Facebook, entre outros. Hoje, um tribunal da Califórnia condenou tanto a Meta como o YouTube a pagar €2,5 milhões e tem que pagar isto a uma só utilizadora por problemas de saúde mental que estão relacionados com a utilização destas plataformas. O caso é explicado pela jornalista Beatriz Félix.

Pela primeira vez, grandes empresas de redes sociais estão a ser responsabilizadas pela criação de conteúdos que criam dependência. O júri da Califórnia considerou que a Meta e o YouTube atuam de forma negligente e, por isso, terão contribuído para o agravamento da saúde mental de uma jovem californiana de 20 anos. KGM, como aparece nos documentos do tribunal, acusou as plataformas de utilizarem mecanismos de design viciantes e com impacto direto no bem-estar psicológico. A jovem dá exemplos, diz ter sofrido com problemas como depressão, dismorfia corporal e pensamentos suicidas. O advogado de defesa desta jovem argumentou também que a Meta e o YouTube sabiam dos efeitos das plataformas, mas optaram por preferir o lucro em detrimento da segurança dos utilizadores. O julgamento durou semanas, mas as gigantes digitais acabaram por sair condenadas a pagar uma indenização de quase €3 milhões, 70% pagos pela Meta, 30% a cargo do YouTube. As duas empresas rejeitam as acusações e já estão a avaliar os próximos passos legais para revogar a decisão do tribunal.

Agora está em cima da mesa uma nova lei para regular o funcionamento dessas plataformas. Este veredito da justiça norte-americana surge na sequência de uma outra decisão, também na justiça, onde a Meta, empresa dona de Facebook, Instagram e WhatsApp, foi considerada responsável por prejudicar a saúde mental de crianças e de ocultar o que se sabia sobre a exploração sexual infantil nas plataformas.

E a psicóloga Teresa Paula Marques considera que condenações como esta não são suficientes.

É também especialista em psicologia da educação e foi ouvida pela Rádio Observador. Reconhece que as redes sociais estão construídas para captar a atenção do utilizador durante longos períodos de tempo, com efeitos aditivos. Ainda assim, sublinha que a educação é a peça-chave para impedir que os jovens sofram com os impactos dessas plataformas.

Nós é que temos que educar os mais novos para serem críticos, por exemplo, em relação aos conteúdos que veem, para se conseguirem autocontrolar, porque isto é muito comum na adolescência, nós não temos o autocontrole, somos mais impulsivos, somos mais contra as regras, digamos assim. Se os nossos pais nos impõem chegar à meia-noite, é certo e sabido que vamos chegar à 01:00 ou às 02:00. Portanto, todas essas coisas têm que ser cada vez mais incentivadas nos jovens. E o que se vê é que a educação está a ser cada vez mais permissiva.

Teresa Paula Marques considera que os pais têm também um papel fundamental para orientar as crianças a moderar o consumo de conteúdos em redes sociais e defende que é preciso incentivar o espírito crítico das crianças e jovens sobre os conteúdos a que são expostos diariamente.

E são agora 11:09, vamos atualizar o noticiário local.

Começamos pela Azambuja. A Câmara Municipal lança o desafio de apagar as luzes na hora do planeta. A autarquia pede aos munícipes que participem no evento mundial, que se realiza este sábado, às 20:30 da noite. Consiste, esta atividade, em manter as luzes apagadas durante uma hora para sensibilizar a população a promover a sustentabilidade ambiental. As marchas de Lisboa vão receber um novo apoio do município. Foi aprovado hoje, por unanimidade, pelas 22 coletividades participantes. Trata-se de um apoio de €800 mil para garantir a preparação e concretização das marchas populares durante este ano. O Hospital da CUF em Leiria vai abrir no início de maio. Está situado junto à A19, conta com investimento de €60 milhões e cria mais de 300 postos de trabalho. Começou hoje a Feira de Março, em Aveiro. É uma das festas populares mais antigas do país. Está aberta até dia 26 de abril, no Parque de Feiras e Exposições. Este ano conta com várias atuações como Bárbara Bandeira, António Zambujo e Fernando Daniel. O Centro Qualifica do Barreiro já tem inscrições abertas para adultos. Este serviço do município do Barreiro destina-se a pessoas que queiram melhorar as qualificações escolares e profissionais ou que procuram novas oportunidades no mercado de trabalho. Para fechar, Vila do Conde. Começa amanhã a primeira edição da Feira do Livro Infantojuvenil. É uma iniciativa promovida pela própria autarquia.

E o que é que se pode esperar desta primeira edição?

Este é um evento pensado especialmente para crianças e jovens. A feira procura reunir o maior número possível de editoras para estimular o gosto pela leitura em todas as idades. A autarquia de Vila do Conde convida famílias e escolas a explorar um espaço em que a leitura e a criatividade se unem. Esta é uma iniciativa que começa já amanhã.

A abertura é amanhã e até quando?

Vai durar até domingo. Esta feira está aberta até domingo. São quatro dias, desde às 11:00 até às 22:00, no Jardim Júlio Graça, em Vila do Conde. É a primeira edição da Feira do Livro Infantojuvenil em Vila do Conde.

É sempre um bom plano de fim de semana para levar as crianças. E é assim que fechamos o Jornal das 11, edição do jornalista Miguel Cordeiro. Até já.

Até já.