O ministro dos Transportes espanhol, Óscar Puente, recusou esta sexta-feira demitir-se na sequência dos acidentes ferroviários de Adamuz e Urda, que provocaram um total de 115 mortos. O governante afirmou que a sua forma de assumir responsabilidades é “dar a cara” e que a prioridade é esclarecer o que aconteceu e recuperar a confiança dos passageiros no sistema ferroviário.
“O mais fácil para mim seria sair, mas isso não faz parte do meu carácter nem foi isso que o presidente [do Governo, Pedro Sánchez,] me pediu. A minha obrigação neste momento não é dedicar-me a falar da minha permanência no cargo, mas sim resolver o problema, esclarecer o que aconteceu e dar explicações claras e, acima de tudo, apresentar soluções“, afirmou numa conferência de imprensa, citada pelo El País.
???? TV en DIRECTO | Puente: "Se el calvario al que me van a someter, encima en campaña electoral (…) Lo fácil para mí es salir pero no es eso lo que va con mi carácter ni es lo que el presidente me ha pedido" https://t.co/3fiyBwS1ob pic.twitter.com/NO1VT9Fz5E
— EL PAÍS (@el_pais) October 30, 2026
Questionado sobre se a sua demissão poderia trazer algum conforto às vítimas e às famílias, Puente considerou tratar-se de uma questão “muito delicada”. “Não sei que nível de conforto pode proporcionar a uma vítima que eu me demita. Em que medida é que isso a reconforta se perdeu um filho, o pai, um irmão ou uma perna? Não sei se é relevante, sinceramente”, respondeu Puente.
O ministro garantiu ainda que não vai utilizar nenhum trabalhador do setor ferroviário como “escudo ou bode expiatório” e defendeu que a exigência de responsabilidades não deve ser confundida com a “necessidade de encontrar rapidamente um culpado”.
Sobre o acidente desta quarta-feira, em Toledo, Puente explicou que a investigação está a analisar uma falha no sistema de sinalização LZB, que interrompeu a transmissão de informação. Este tipo de ocorrência está previsto nos protocolos ferroviários e registou 170 episódios em Espanha desde o início do ano, adiantou o ministro.
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Puente afirmou que só ponderaria abandonar o cargo se o presidente do Governo espanhol, Pedro Sánchez, considerasse que se tinha tornado um obstáculo. “Agora a minha função é corrigir as falhas detetadas e recuperar a confiança dos utilizadores no caminho de ferro”, concluiu.
[Duarte Lima admite ter estado com Rosalina Ribeiro na noite em que a herdeira milionária desapareceu mas nega ter sido a última pessoa a vê-la com vida. Conta que, depois da reunião que tiveram, no Rio de Janeiro, levou a cliente até Maricá, para um encontro com uma mulher chamada Gisele. É uma versão que não bate certo com as primeiras provas recolhidas pelas autoridades brasileiras. Enquanto Duarte Lima se torna, para a polícia, o principal suspeito do homicídio, perde força a outra linha de investigação. Olímpia Feteira era inimiga assumida da antiga companheira do pai mas garante que nunca desejou a morte dela. E, ao contrário de Duarte Lima, disponibiliza-se para prestar todas as informações necessárias à polícia brasileira. Já pode ouvir o segundo episódio de “As Sombras de Duarte Lima”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube.]