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Sem informação. Jornal das 11 com a Laura Figueiredo. Laura, depois de ter feito cair a reforma laboral do governo, André Ventura diz que tentou até à última hora um consenso com o governo.
Numa conferência de imprensa da sede do partido, o presidente do CHEGA afirmou que o Executivo optou por seguir sozinho, unilateralmente e de forma arrogante.
O governo optou por seguir em frente e dizer que nenhuma mexida na idade da reforma podia ser feita, porque desequilibraria todo o sistema de pensões. Procurei até à última hora que fosse possível chegar a um consenso. O que não posso, porque a consciência não permite e porque os eleitores também não o permitiriam, nem aceitariam, é trair a visão fundamental que temos de que uma reforma ou dita reforma laboral possa transformar-se num instrumento de perseguição sobre quem trabalha e destruição da economia portuguesa. O que aconteceu hoje no Parlamento, não se trata de nenhum cálculo político, trata-se de defender precisamente aquilo de mais precioso que temos em Portugal.
André Ventura deixa ainda claro que o CHEGA não partilha a visão do PSD e da Iniciativa Liberal sobre a precariedade das condições de trabalho.
Nós não vemos o trabalho como uma relação de exploração e de domínio de uns sobre outros. O PSD sabia isso e o seu primeiro-ministro também sabia isso. Foi neste pressuposto de visão, repito, de que não partilhamos a visão do PSD e da Iniciativa Liberal, de que se deve descartar completamente quem trabalha, sobretudo os mais fracos e os que ganham menos, que aceitamos, mesmo assim, por ser a única via possível, encetar um processo complexo de trabalho e de negociação, que culminou numa proposta de 47 páginas de alteração ao texto legal.
Declarações de André Ventura numa conferência de imprensa na sede do partido em Lisboa.
E a ministra do Trabalho considera que o chumbo da reforma laboral no Parlamento é uma oportunidade perdida para o país.
A reação da Maria do Rosário Palma Ramalho no Parlamento, antes de uma audição parlamentar sobre a prestação social única. A ministra faz-se, ainda assim, a demissão, explica que é o país que fica a perder com este chumbo.
Eu julgo que é, sobretudo, uma derrota para o país, porque perdeu-se uma oportunidade histórica de permitir que Portugal avançasse numa matéria em que está muito mal na cada da Europa, em termos de salários, em termos de produtividade. E esta reforma contribuía de uma forma equilibrada, ou seja, sem desvanecer de modo algum os direitos dos trabalhadores, no sentido de pôr Portugal mais próximo da Europa. E ao não conseguirmos isso, naturalmente, que é uma oportunidade perdida para o país.
E à semelhança do que tinha já feito o primeiro-ministro, também Maria do Rosário Palma Ramalho responsabiliza o CHEGA por este desfecho.
O governo de Portugal tem elevadíssimo sentido institucional e portanto, em caso algum, poderia trocar qualquer reforma que fosse pelo hipotecar das pensões dos portugueses, porque isso significaria quebrar o contrato de confiança que os portugueses têm com o Estado relativamente às suas pensões futuras. E como foi essa a razão pela qual não se fez acordo com o partido do CHEGA, evidentemente que o governo está tranquilo e claro que os portugueses vão também tirar as suas ilações da razão pela qual não se fez este acordo.
Declarações aos jornalistas da ministra do Trabalho na Assembleia da República.
E o Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo defende que Luís Montenegro devia ter sido informado da tentativa de ataque do grupo paramilitar Lusitano antes de ser feita a divulgação na comunicação social.
Foi uma queixa feita esta tarde pelo primeiro-ministro, que lamentou não ter sido informado pelas autoridades, mas sim através da comunicação social. À Rádio Observador, o presidente do OSCOT, coronel Francisco Rodrigues, sai em defesa da posição de Luís Montenegro.
Sem pôr em dúvida exatamente a questão levantada, a dúvida ou a negação de ter conhecimento desta situação, a não ser pela comunicação social, acho que lhe devia ter sido comunicada anteriormente a situação, tanto mais que faria com que ele próprio também estivesse, de certa forma, atento a qualquer situação que poderia estar relacionada com a questão em si.
Ainda assim, Francisco Rodrigues defende que esta é uma prova de que as autoridades são capazes de conter este tipo de ataques. Foi apurado que a morada do primeiro-ministro foi conseguida por um chefe da PSP em documentos da Polícia Municipal. O presidente do OSCOT diz que é uma situação grave. Entretanto, a Procuradoria-Geral da República veio esclarecer que a lista de alvos do grupo neonazi foi conhecida já numa altura tardia, quando já não existia perigo, uma vez que os principais suspeitos estavam em prisão preventiva.
Também em prisão preventiva vai ficar a mulher suspeita de matar a enteada de oito anos em Vale de Passos. A madrasta da criança foi ouvida no Tribunal de Vila Pouca de Aguiar.
A mulher foi detida ontem depois de, durante a madrugada, ter confessado o crime e ter indicado aos polícias o local onde deixou o corpo da menina de oito anos. A arguida está fortemente indiciada pelo crime de homicídio qualificado. A advogada de defesa, Mónica Teixeira, explica que já esperava esta medida de coação, mas adianta que vai ainda pedir uma perícia psiquiátrica.
Vamos tentar uma perícia psiquiátrica. Ela colaborou. Ela tentou, desde que caiu nela, ainda com os inspetores da PJ, colaborar, ajudar o máximo na investigação e na recolha de toda a verdade material para o processo. Hoje, sim, também falou, em seu primeiro interrogatório. Confessou muitos dos factos que estavam neste processo e portanto mostrou muito arrependimento.
Mónica Teixeira, advogada da defesa da mulher que fica em prisão preventiva, em declarações aos jornalistas no final da audiência no Tribunal de Vila Pouca de Aguiar. A saída da arguida ficou também marcada por momentos de tensão, com alguns populares a tentarem agredir a mulher suspeita de matar a criança de oito anos.
No Reino Unido, pelo menos uma pessoa morreu e quase 90 ficaram feridas na sequência de uma colisão entre dois comboios.
De acordo com as autoridades britânicas, 88 pessoas ficaram feridas, 11 em estado muito grave e 22 com ferimentos graves. Nas operações de resgate, estiveram cinco helicópteros de emergência, bem como mais de 30 veículos. A linha East Midlands foi cortada na sequência do acidente, que aconteceu às 17h15, junto à estação de Bedford. O acidente terá acontecido quando um comboio que seguia de Corby para Londres embateu na traseira de outro proveniente de Nottingham. O primeiro-ministro britânico, entretanto, já reagiu. Na rede social X, Keir Starmer expressa condolências à família da pessoa que morreu e agradece também aos serviços de emergência pela resposta rápida ao trágico incidente.
Olhamos ainda para o Mundial de Futebol, porque a esta hora já começou o jogo entre Escócia e Marrocos.
A seleção escocesa venceu o Haiti por 1 x 0 na primeira jornada e sabe que um novo triunfo garante a qualificação no grupo C. Já os marroquinos empataram frente ao Brasil no primeiro jogo, procuram agora a vitória. As contas da segunda jornada do grupo C ficam fechadas a partir de 1h30 da manhã, altura em que Brasil e Haiti vão a jogo. Por agora, Escócia e Marrocos jogam em solo norte-americano, já com um gol de Marrocos.
E é um jogo que vai ser acompanhado pelo jornalista Martim Madeira, com atualizações de meia em meia hora aqui nos espaços informativos da Rádio Observador. Antes disso, agora vamos às notícias de âmbito local.
Começamos em Famalicão. A Unidade de Saúde Familiar de São Miguel Anjo está já a funcionar desde maio. Vai ser oficialmente inaugurada na próxima terça-feira pela ministra da Saúde. A unidade teve um custo total de € 2 milhões, grande parte foi financiado pelo PRR. O hospital vai poder receber mais de 12 mil utentes. O Rock in Rio Lisboa começa amanhã, acontece este fim de semana e também no próximo. A PSP vai reforçar a segurança e avisa também que o trânsito vai estar condicionado. Recomenda, por isso, o uso de transportes públicos e deslocações feitas com antecedência. O metrô vai reforçar o funcionamento das linhas verde e vermelha até às 2h30 da manhã. Durante os dois fins de semana, são esperados cerca de 100 mil visitantes. O recinto abre a partir de 13h, fecha às 2h, com exceção do dia 27, em que vai fechar às 15h. Espinho volta a receber o encontro mais antigo de estátuas vivas nos dias 27 e 28 de junho. A programação deste ano inclui também uma segunda edição do Encontro Nacional de Bodypainting. O encontro vai acontecer na Praça Doutor José Oliveira Salvador e no Parque João de Deus. Na Marinha Grande, dia 28 de junho, vai ser feita a Rota dos Passadiços de São Pedro de Moel. O percurso tem cerca de 8 km, começa às 9h, com concentração junto ao arquivo municipal e transporte assegurado pela Câmara. Em Santarém, os Santos Populares celebram-se entre os dias 25 e 28 de junho. As festas vão acontecer na Rua Arco de Mensos, no Largo Infante da Câmara, no Largo Ramiro Nobre e também no Largo de Marvila. O programa completo dos Santos Populares de Santarém vai ser divulgado em breve. Na Cova da Piedade, as Marchas Populares estão também de volta na próxima terça-feira, dia 23. As 10 marchas que vão a concurso vão atuar na Avenida António José Gomes a partir das 20h30. A final do concurso das Marchas de Almada acontece a 3 de julho, no Complexo Desportivo em Feijó.