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Rádio Observador. É o Jornal das 11 com Laura Figueiredo. E Laura, num dia em que subiram os preços dos combustíveis, o governo garante que não está a lucrar com a crise energética.

A ministra do Ambiente e da Energia convocou esta tarde uma conferência de imprensa onde quis deixar claro que o Executivo tem sido alvo de críticas injustas. Em causa, as críticas do secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, que tem acusado o governo de lucrar com o aumento dos preços dos combustíveis. Maria da Graça Carvalho diz que o líder socialista está a basear-se nos números errados.

As afirmações do senhor secretário-geral do Partido Socialista, doutor José Luís Carneiro, quando afirma que o governo está a lucrar com a crise, resultam de se estar a referir a um referencial completamente diferente. Não estamos a comparar duas realidades comparáveis. O doutor José Luís Carneiro está a se referir aos impostos arrecadados em 2024 e 2025, tal como nós poderíamos nos referir aos impostos arrecadados pelo Partido Socialista nos seus anos de governação. Todo o valor arrecadado com o aumento de IVA foi usado para abater no ISP, cerca de €700 milhões.

A ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, admite que Portugal não ficou imune à subida histórica dos preços dos combustíveis. No entanto, sublinha que está em consonância com os aumentos em toda a Europa.

O preço dos combustíveis em Portugal está em linha com os preços dos combustíveis no resto da Europa e o aumento de preços que sofremos está até ligeiramente abaixo da média dos países da União Europeia. Espanha, invariavelmente citada como termo de comparação, é uma exceção a nível europeu. A diferença de preços que temos com Espanha é a mesma que Espanha tem com França.

Para combater estas subidas dos preços, o governo já adotou medidas, como o desconto extraordinário do ISP, sempre que o aumento ultrapassa os 10 cêntimos. A situação está também a ser acompanhada pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos, a quem o governo quer dar mais poderes, nomeadamente sancionatórios. Outro anúncio feito pela ministra do Ambiente, também esta tarde.

E na véspera do debate da moção de censura ao governo, o PSD reitera que o ministro da Administração Interna já deu todas as explicações.

No final da primeira reunião da bancada do PSD, depois das férias parlamentares, Hugo Soares foi questionado sobre a audição do ministro da Administração Interna, amanhã de manhã. O líder parlamentar do PSD diz esperar que o foco esteja no trabalho feito pelo ministro à frente do ministério.

Espero que possa falar sobre o aeroporto de Lisboa e aquilo que se fez no aeroporto de Lisboa, que acabou com o caos no aeroporto de Lisboa. Aquilo que está a fazer no combate aos incêndios, creio que os resultados estão hoje à vista. É isso que eu espero que seja a audição do ministro da Administração Interna, porque, no mais, todas as explicações ele já deu. Temos é um problema todos. Uns querem ouvir, outros não querem.

Hugo Soares insistiu ainda nas críticas à iniciativa do Chega. Considera que a moção de censura ao governo serve apenas para alimentar o ego de André Ventura.

Esta moção de censura é tão estranha como a quantidade de entrevistas que o deputado André Ventura deu nas últimas semanas, mas é precisamente para isso que ela serve. Veja bem, na semana passada, eu creio que o deputado André Ventura deve ter dado três, quatro entrevistas. Hoje dará mais uma, amanhã provavelmente dará outra. E nós andamos a alimentar o ego do deputado André Ventura, em vez de nos focarmos naquilo que verdadeiramente interessa.

Hugo Soares, o líder parlamentar do PSD, a dizer que a moção de censura que é de Marte, sem motivo.

E as negociações entre o governo e os partidos para o Orçamento do Estado vão começar no final do mês.

Notícia avançada por fonte do gabinete do ministro dos Assuntos Parlamentares, Carlos Abreu Amorim. A proposta do Executivo tem de ser entregue no Parlamento até 10 de outubro. O presidente do Chega anunciou esta tarde ter recebido hoje um pedido de reunião por parte do governo. André Ventura usa esse mesmo exemplo para mostrar que o partido vai manter a porta aberta ao diálogo, mesmo que o primeiro-ministro segure Luís Neves.

Se Luís Montenegro decidir, mas nós mesmo assim mantemos Luís Neves, apesar de todas as suspeitas, apesar de todas as incongruências, destruindo completamente o padrão ético da República, nós vamos manter Luís Neves. É uma decisão dele próprio, que vai arrastar o seu governo, isso não há dúvida. Agora, o Chega tem que continuar a dialogar em áreas fundamentais. O Chega não viabilizou nenhum Orçamento do Estado da AD, mas dialogou e dialoga com todos os dossiês que sejam importantes para o país. Hoje mesmo, o Chega recebeu um contacto, um pedido de reunião sobre o Orçamento do Estado. O Chega não deixa de dialogar sobre as questões fundamentais que o país enfrenta.

André Ventura afirma que a novela à volta de Luís Neves só ainda não está resolvida por teimosia de Luís Montenegro. O líder do Chega falou aos jornalistas no final da reunião da Comissão Permanente, que marcou formalmente o debate da moção de censura.

E olhamos ainda para uma sondagem conhecida hoje que põe a AD atrás do PS e do Chega e que aponta que quase dois terços dos portugueses querem a saída de Luís Neves do governo.

65% dos inquiridos consideram que o ministro não tem condições para continuar. De acordo com a sondagem semanal da TVI e CNN Portugal, é o Partido Socialista que lidera as intenções de voto com 27,9%. Logo atrás, mas bastante perto, aparece o Chega, com 27,1% das intenções de voto. A AD surge em terceiro lugar, com 25,7%. A margem de erro desta sondagem é de aproximadamente 3,5%, o que significa que as três maiores forças políticas seguem em empate técnico. Ainda de acordo com este estudo, o governo de Montenegro tem, neste momento, uma baixa taxa de aprovação. Apenas 35% dos inquiridos avaliam positivamente o trabalho do Executivo e o mesmo número dos inquiridos dá a nota positiva ao trabalho do primeiro-ministro. Quanto à avaliação dos governantes, a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, é a ministra mais impopular na sondagem. Luís Neves, ministro da Administração Interna, aparece em segundo lugar. Quanto a Fernando Alexandre, ministro da Educação, deixou os inquiridos divididos. 49% considera que tem condições para continuar no governo, 47% diz o contrário. Os ministros com as avaliações mais positivas são o ministro das Finanças, Miranda Sarmento, depois a ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho e, finalmente, Paulo Rangel, responsável pela pasta dos Negócios Estrangeiros.

E agora vamos ao noticiário local, Laura.

No Barreiro, o trânsito está cortado na Rua José Gomes Ferreira, no troço entre a estação ferroviária de Lavradio e a rotunda do Memorial do 25 de Abril. Isto porque estão a decorrer trabalhos de repavimentação e, de acordo com a autarquia, a rua está interdita até quinta-feira. Na Maia decorre amanhã mais um encontro internacional sobre inovação pedagógica. Nesta 11ª edição, a iniciativa promove a reflexão em torno de temas centrais da educação atual, com especial destaque pra inteligência artificial e para a saúde mental. O encontro vai decorrer entre as 9h e as 19h e a entrada é gratuita. No Conselho de Santa Maria da Feira, o antigo jardim de infância das Airas, em São João de Vere, está a ser reconstruído e ampliado para se tornar agora num espaço comunitário a ser dirigido a diferentes gerações, mas com particular atenção à população idosa. Esta obra representa um investimento municipal de quase 530 mil euros. Prevê-se que esteja pronta em oito meses. A Câmara Municipal de Sintra aprovou a despesa de 244 mil euros para garantir as tarifas sociais de água e saneamento, um apoio que se destina a famílias em situação de carência econômica, beneficiários de rendimento social de inserção, bem como para detentores do cartão Sintrador e desempregados. O Entroncamento da autarquia assegura que a construção de 64 habitações está quase concluída. Em causa, oito blocos com apartamentos T2 e T3 destinados ao realojamento de famílias residentes no bairro Frederico Ulrich. O presidente da Câmara anunciou hoje que a construção dos fogos atingiu uma conclusão substancial de 90% no final de agosto. O Museu Dr. Joaquim Manso, na Nazaré, volta a abrir portas amanhã. Às 9h30 da manhã, acontece a cerimônia para assinalar a reabertura deste espaço, que completa 50 anos. Vai contar com a presença da ministra da Cultura e outros convidados. O museu estava encerrado há vários anos para obras de requalificação.

E é o ponto final no Jornal das 11, edição da jornalista Laura Figueiredo. Está de regresso às 11h30. Até já.

Até já.

E já a seguir temos conversas do fim do mundo.