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Muito bom dia. Notícias às 7, na Rádio Observador, com Carla Jorge Carvalho. Apenas um dia depois ter sido conhecida a versão final do PTRR, o primeiro-ministro volta hoje ao Parlamento. O dia vai ficar marcado pelo debate quinzenal.

O PTRR, um envelope de mais de 22 mil milhões de euros que vai ser pago pelos cofres do Estado, por fundos europeus e também por financiamento privado. Este plano vai levar oito anos a executar e entre as principais medidas, destaca-se a criação de um fundo de catástrofes naturais e sísmicas, além da intenção de se avançar com seguros obrigatórios nas habitações. Há também um mecanismo de solidariedade para quem não conseguir pagar o seguro. No entanto, Luís Montenegro sublinhou ainda ontem que o Estado não pode estar disponível para pagar tudo a todos, a toda hora. O plano vai ser coordenado pelo ministro da Economia e da Coesão Territorial, juntamente com especialistas. No PTRR está ainda previsto o reforço das redes elétricas e de abastecimento de água, bem como o armazenamento de energia. Há também medidas para juntas de freguesia. O governo promete entregar sistemas de comunicação como o Starlink ou telefone satélite para funcionarem em caso de catástrofe.

O debate quinzenal começa, como é habitual, às 15h. Vai ser transmitido em directo aqui na Rádio Observador. Entretanto, somam-se reações. Os partidos da oposição não encontram novidades e dizem que o governo se limitou a fazer um número de propaganda.

São críticas que se ouviram da esquerda à direita no Parlamento, depois de ter sido apresentada a versão final do PTRR. A oposição acusou o governo de estar a apresentar uma mão cheia de nada. Miguel Vitor Dias.

Todos são unânimes em acusar o governo de propaganda. Um plano que era pra calendarizar o plano de fevereiro, que continua sem nenhuma calendarização, ninguém pode levar a sério. E, portanto, se era pra isto, não valia a pena mantermos todos à espera, porque ele significa mais dívidas pras empresas, mais dívidas pras pessoas e recupera a lógica do ministro da Coesão, que é: perderam a casa, perderam as coisas, façam o seguro.

André Ventura, do Chega, diz que não há novidades. Já o PS, por Eurico Brilhante Dias, critica o falhanço na execução.

É uma nova operação de marketing. Empacotou de forma diferente muitas das coisas que já eram conhecidas, quando o problema central deste governo continua a ser executar. Todos nos lembramos, tivemos um plano de emergência e de transformação na saúde. Na educação, o senhor Ministro da Educação apresentou um plano para reduzir o número de alunos sem aulas.

Pra os liberais, a agenda que quer modernizar o país é apenas cumprir o básico.

O que o governo está a apresentar como uma agenda transformadora são, no fundo, coisas que é óbvio que o Estado devia garantir. A gestão das florestas, a Proteção Civil, o SIRESP, a gestão dos bombeiros.

Mariana Leitão, com o Livre, a pedir que se vá mais longe na questão dos seguros.

Vão sobrecarregar as pessoas que podem não ter muita disponibilidade financeira pra os pagar. E então entendemos que é necessário que haja um fundo estatal que possa apoiar essas pessoas de uma forma mutual.

Patrícia Gonçalves, do Livre. Já o PCP, por Alfredo Maia, acusa o governo de fraude política.

No fundamental, o que o primeiro-ministro veio fazer foi reapresentar, agora de forma arrumada, um conjunto de medidas que têm sido apresentadas ao longo dos tempos.

A reação dos partidos depois da apresentação da versão final do PTRR. Miguel Vitor Dias, com o essencial da reação dos partidos, que maioritariamente acusam o Executivo de ter feito uma operação de propaganda e de marketing.

O PTRR vai marcar estas manhãs 360. É nosso convidado o ministro da Economia e Coesão Territorial pra ouvir o explicador, logo a seguir ao Jornal das Nove. A CGTP prepara-se para anunciar uma nova greve geral em protesto contra as alterações à Lei do Trabalho. O anúncio deve ser feito na próxima sexta-feira, dia 1 de maio.

O Dia do Trabalhador, que deve ser a data escolhida para o anúncio da central sindical. O jornal Expresso conta que a convocação da greve geral já foi decidida na reunião de ontem do Conselho Geral da CGTP, apenas com a abstenção de alguns poucos representantes de tendência socialista. A greve geral deve realizar-se dia 2 de junho, uma terça-feira. Em declarações aos jornalistas no final da reunião, Tiago Oliveira já prometia endurecer o protesto contra a reforma laboral.

Perante esta realidade, aquilo que exige é que a gente continue a construir este caminho de luta, este caminho de confronto, este caminho que os trabalhadores ao longo destes oito meses têm assumido. E o apelo que a CGTP faz neste momento, e foi fruto da discussão que tivemos mais uma vez no nosso Conselho Nacional, é que vamos construir um grande 1º de Maio na próxima sexta-feira, com uma palavra de ordem acima da cabeça, que é a exigência da retirada do pacote laboral.

Tiago Oliveira, o secretário-geral da CGTP, no final da reunião do Conselho Geral da Inter, que terá decidido a convocação de uma nova greve geral a ser anunciada na próxima sexta-feira. Recorde-se que as alterações do governo ao pacote laboral já levaram a um protesto semelhante em dezembro, que aderiu também a UGT. Neste momento, a central sindical liderada por Mário Mourão mantém as negociações com o governo. Há uma reunião da concertação social marcada para 7 de maio. Até lá, é suposto que apresente novas propostas de alteração à lei. E ainda ontem a ministra do Trabalho afirmou que cabe à UGT tomar posição e apresentar propostas concretas.

Quase uma semana depois das declarações de Pedro Nuno Santos, chegou a resposta. Duarte Cordeiro acredita que o antigo secretário-geral do PS falhou o alvo e diz que a polêmica que foi criada era dispensável.

No regresso ao Parlamento, Pedro Nuno Santos criticou os taticistas dentro do Partido Socialista. Uma crítica que foi entendida, que teve como principal alvo Duarte Cordeiro, que há duas semanas recusou o convite de José Luís Carneiro para integrar a Comissão Política do PS. Ora, Duarte Cordeiro aproveitou o espaço de comentário do Now para dizer que Pedro Nuno Santos mostrou ter as prioridades trocadas.

O que Pedro Nuno Santos decidiu destacar na sua declaração de regresso ao Parlamento diz muito pouco aos portugueses, aos seus problemas. Acho que estamos a viver uma fase em que os políticos devem concentrar as suas atenções realmente onde residem os problemas do país, principalmente no momento em que estamos a viver. Eu não sei a quem é que Pedro Nuno Santos se dirigia. Aliás, há ali várias versões. Se por acaso se dirigia a mim, eu penso que falha o alvo.

Duarte Cordeiro acredita que a polêmica não tem qualquer interesse e que era dispensável para o Partido Socialista. Respostas semelhantes acho que já foram dadas por Mariana Vieira da Silva e Fernando Medina, outros possíveis alvos das declarações de Pedro Nuno Santos. Já questionado sobre uma eventual futura candidatura à liderança do Partido Socialista, Duarte Cordeiro respondeu que neste momento essa é uma hipótese fora da mesa.

Eu não sei se a Marisa sabe o que vai fazer em 2029. Eu tenho alguma dificuldade para antecipar.

Há planos, com planos.

Aquilo que eu sei é que eu neste momento estou concentrado na minha vida profissional. Optei por não estar nos órgãos nacionais do Partido Socialista. Expliquei semana passada, neste mesmo espaço, as razões pelas quais tomei essa decisão. É uma decisão consciente, livre. Não condeno quem tenha tomado decisões diferentes, é a minha.

Duarte Cordeiro, no espaço de comentário que tem no canal "Now", depois das críticas de Pedro Nuno Santos aos taticistas dentro do Partido Socialista.

A atualidade internacional fica marcada pela visita do rei Carlos III aos Estados Unidos. Ontem à noite, no Congresso norte-americano, o monarca britânico apelou à união entre os dois países. Falou de um laço inquebrável.

O rei Carlos III foi a Washington, subiu ao púlpito do Congresso dos Estados Unidos, defendeu a importância da NATO na proteção dos interesses do país e dos cidadãos. Defendeu que a Aliança Atlântica é mais importante que nunca, assim como é a relação entre os Estados Unidos e o Reino Unido, principalmente, diz o rei, numa altura de grandes desafios internacionais.

A aliança que construímos ao longo dos séculos e pela qual estamos profundamente gratos, é uma aliança transatlântica, eu acredito. É mais importante agora do que nunca. Hoje, encontramo-nos numa nova era, uma nova era mais volátil e perigosa, mas os desafios que temos agora não podem ser enfrentados sozinhos. É uma parceria indispensável.

O elogio à relação entre Estados Unidos e Reino Unido no discurso do rei Carlos III no Congresso dos Estados Unidos.

Mais tarde, já num jantar de Estado oferecido na Casa Branca, foi a vez de Donald Trump discursar, que considera que o rei Carlos III concorda com a visão norte-americana em relação à derrota do Irão.

O presidente norte-americano introduziu o tema geopolítico, falando da guerra no Médio Oriente, neste jantar oferecido ao casal real britânico. Trump sublinha que os Estados Unidos não vão permitir que o Irão desenvolva armas nucleares e garantiu que o monarca concorda com esta posição.

Estamos a fazer um trabalhinho no Médio Oriente neste momento, vocês devem saber, e estamos a fazê-lo muito bem. Derrotamos militarmente aquele oponente e nunca vamos deixar esse adversário, nunca. O Charles concorda comigo ainda mais do que eu. Nunca os vamos deixar ter uma arma nuclear, e eles sabem disso.

O discurso de Donald Trump numa altura de alguma tensão diplomática entre Estados Unidos e Reino Unido, com o presidente norte-americano a destacar a ligação eterna entre os dois países.

São agora 19h09, Carlo, que outras notícias marcam esta manhã?

Os Estados Unidos voltaram a pedir a Portugal para utilizar a base das Lajes para a passagem de quatro drones, apelidados de drones assassinos. Não é a primeira vez que passam por Portugal. O mesmo já aconteceu no início deste mês. Para hoje está marcada para Lisboa uma manifestação de motoristas TVDE. Ao contrário de outros protestos, não está previsto, desta vez, nenhum cortejo ou desfile. Os carros vão ficar parados, os motoristas vão deslocar-se a pé até às sedes da Bolt e da Uber em Lisboa. O Sporting joga hoje em Alvalade frente ao Tondela. É um jogo de atraso da jornada 26 da Primeira Liga. A partida arranca às 20h15. O Sporting precisa de vencer para não deixar fugir o Benfica na luta pelo segundo lugar. Entretanto, está despeita a dúvida em torno do contrato de Rui Borges. O técnico vai renovar com o Sporting. Já há uma cerimônia marcada para assinalar o momento. Vai ser na próxima sexta-feira, às 11h00. Ainda no futebol, a última noite fica marcada pela vitória do Paris Saint-Germain por 5 x 4 frente ao Bayern de Munique, o jogo da primeira mão das meias-finais da Liga dos Campeões. O português João Neves marcou um gol para a equipe francesa. E aqui, quem é bom a assobiar? Vocês têm jeito para isto?

O meu cunhado é mestre, passa a vida a assobiar. Eu nem sei porquê.

Já assobio melhor do que assobio. Maria João.

E assobiou tudo.

Muito bom. Não consigo.

Não consegue. Pois.

É mais grande.

E aí tem mais vento.

Pois.

E tu, Carla?

Eu vou poupar-vos disto. Vou lembrar-vos ou informar-vos que existe um grupo de WhatsApp onde se pode fazer isso mesmo, assobiar.

Isto é um som do grupo. Maria João, mas tens aqui um palco.

Tens um palco. Este grupo é fresquinho, foi criado no dia 17 deste mês por um jovem brasileiro e com isto tudo já desenvolveu quatro grupos diferentes, 3 mil participantes nestes grupos e há assobios para todos os gostos, até ao som de uma música.

Já me está a sair.

Já é pró.

Este já é pró. Gostam? Querem ouvir agora com flautas?

Onde é que está o assobio aqui?

Será que isso é o próprio assobio, ou não? Acham fake. Aqui temos assobios.

Isto é um assobio?

Muito curiosa com isto.

Maria João, qual é o grupo mesmo para Maria João?

É Grupo do Assobio.

É no Instagram, manda-se uma mensagem para assobio_mestre. É assim mesmo. E depois enviam-te o link.

Se for preciso carta de recomendação para a Maria João, nós assinamos.

Está muito bom.