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Começamos este jornal das 9 com Vladimir Putin. Considera que a organização transatlântica, a NATO, veio substituir o momento nazi depois da Segunda Guerra Mundial.
Depois do nazismo, a NATO. Putin discursou há instantes na Praça Vermelha, onde celebra o Dia da Vitória da União Soviética sobre a Alemanha, no que os russos chamam de Guerra Patriótica. O presidente russo fez questão de comparar o passado com o presente desta forma.
O grande feito desta geração vitoriosa é inspirador. Guerreiros que atualmente desempenham tarefas de uma operação militar especial. Enfrentam uma força agressiva, armada e apoiada por todo o bloco da NATO. Ao lado destes guerreiros russos, há trabalhadores, engenheiros, cientistas. Mantêm as tradições dos antecessores, recorrem à experiência de combate moderna e criam armas avançadas e únicas. Há uma verdade constante: as pessoas fazem o destino do país. Temos um objetivo comum e todos os cidadãos russos contribuem para a vitória. Tenho a certeza de que a nossa causa é a correta. A vitória sempre foi e sempre será nossa.
O presidente russo exalta a importância de proteger os interesses da pátria, a preservação da memória, e realça o papel da União Soviética para trazer de volta os países que ficaram sob influência de Hitler.
Na Praça Vermelha, em Moscovo, estão alinhados milhares de soldados num desfile que, pela primeira vez em 20 anos, não tem armamento pesado.
Estão militares, mas também alguns líderes internacionais. É o caso de Robert Fico, o primeiro-ministro eslovaco. Pela segunda vez consecutiva, é o único líder da União Europeia a marcar presença. A assistir ao desfile está também o presidente da Sérvia, Sinisa Karan. A presença habitual é também o primeiro-ministro da Bielorrússia, Alexander Lukashenko.
A pretexto deste Dia da Vitória, Vladimir Putin confirmou um cessar-fogo de três dias até segunda-feira, que foi, de resto, já validado por Donald Trump.
E que o presidente norte-americano espera que até possa ser prolongado. Aqui na Rádio Observador falamos com o especialista em relações internacionais, Bernardo Valente. Manifesta dúvidas quanto ao cessar-fogo, ainda que uma pausa nas hostilidades seja sempre uma boa notícia.
O conflito vai com cerca de quatro anos, um pouco mais, e não me recordo de um cessar-fogo que tenha sido duradouro e não me recordo sequer de um cessar-fogo que não tenha culminado logo a seguir em ataques de ambos os lados. E quando falamos de um cessar-fogo, e claro que um cessar-fogo é sempre de elogiar, e esperemos todos nós, para o bem da Europa, para o bem da Ucrânia, mesmo para o bem da Rússia e dos russos e da economia russa, esperemos que seja duradouro ou que pelo menos durante estes três dias consigam ter algum descanso.
A análise do professor de Relações Internacionais, Bernardo Valente, esteve a ser ouvido no gabinete de guerra na Rádio Observador.
Ainda sobre este conflito, a Rússia mostra-se aberta a retomar o diálogo com a Europa.
Mas recusa dar o primeiro passo. É a resposta do Kremlin à vontade manifestada pelo presidente do Conselho Europeu para que as duas partes voltem ao diálogo. No entanto, de acordo com Dmitry Peskov, a iniciativa está do lado da Europa.
Estaremos prontos para avançar com o diálogo se os europeus estiverem dispostos ao mesmo. Contudo, como Putin repetiu várias vezes, não iniciaremos tais contactos mediante a posição assumida pelos europeus.
Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, em declarações à imprensa russa.
Num outro conflito do Médio Oriente, Donald Trump está à espera que o Irão responda à proposta de paz norte-americana.
Admite mesmo retomar a operação de escolta de navios no Estreito de Ormuz e o denominado Projeto Liberdade. Esta noite, Trump afirmou aguardar uma carta de Teerão a qualquer momento. Também Marco Rubio, de visita a Roma, manifestou a mesma expectativa numa resposta do Irão, que afirma estar a analisar a proposta norte-americana.
Na Hungria, toma hoje posse Peter Magyar, o novo primeiro-ministro húngaro que bateu Viktor Orbán nas últimas eleições.
Com ele, prestam juramento 140 deputados e 16 ministros no exterior do Parlamento em Budapeste. Esperam-se milhares de pessoas convocadas pelo partido de Peter Magyar e apela uma celebração pública ao longo de todo o dia pela mudança de regime na Hungria.
O governo vai reduzir o desconto extraordinário no imposto sobre os produtos petrolíferos. Quer isto dizer que afinal a descida no preço dos combustíveis na próxima semana vai ser menos acentuada do que era esperado.
O preço do litro do gasóleo nos postos de abastecimento devia baixar €0,09 em média, mas com a redução do desconto em vigor, o alívio pode ficar entre os €0,06 e os €0,07. Já na gasolina, esperava-se um recuo de €0,02 por litro, mas com a diminuição do desconto, a descida do preço pouco se deve notar.
Está chumbada a perda de nacionalidade pelo Tribunal Constitucional como pena acessória. O PSD rejeita provocar conflitos com as instituições.
A medida foi chumbada novamente esta sexta-feira pelo Palácio Ratton, depois do pedido de fiscalização preventiva apresentado pelo Partido Socialista. A decisão foi unânime e justificada pelo presidente do Tribunal Constitucional, José João Abrantes.
Da conjugação do critério temporal escolhido, com as regras sobre a produção de efeitos da atribuição da nacionalidade originária, que retroagem ao nascimento, e com a idade de imputabilidade penal, 16 anos, resulta a exclusão objetiva dos cidadãos com nacionalidade originária do âmbito de aplicação da normaA norma, em tese neutra, produz assim um efeito discriminatório equivalente ao que motivou a pronúncia anterior, em violação do princípio da igualdade, consagrado no artigo 13, números um e dois da Constituição.
Discriminação e violação do direito de igualdade é a conclusão do Tribunal Constitucional. Ora, pelo PSD, Hugo Soares diz que os sociais-democratas vão agora analisar o acórdão.
A lei da nacionalidade era, para nós, essencial, e ela foi promulgada pelo senhor Presidente da República. Quanto à perda da nacionalidade como sanção acessória que foi hoje declarada inconstitucional pelo Tribunal Constitucional, nós temos tempo para analisar o acórdão. E falaremos com todos os partidos que apoiaram a aprovação dessa lei no Parlamento. Mas também fui muito claro quando disse que não provocaremos nenhum conflito institucional por força desta declaração por unanimidade do Tribunal Constitucional.
Quanto ao Chega, quer reconfirmar a lei no Parlamento, admite até a realização de um referendo. André Ventura admite que esta é uma derrota para o partido.
Ou reconfirmar esta lei com a maioria que há hoje no Parlamento e reconfirmá-la, dizer que independentemente desta interpretação, nós estamos convencidos disso. Quem comete crimes graves em Portugal, como estes de homicídio, violação, terrorismo, deve perder a nacionalidade portuguesa. O Parlamento deve ter a coragem de dizer e reconfirmar isto. Se o PSD não o quiser fazer, nós vamos insistir nisso. Eu quero deixar claro que nós vamos insistir nisso. Ainda hoje procurarei falar com o líder do PSD.
Já pelo PS, Eurico Brilhante Dias espera que depois do chumbo, o processo chegue ao fim. Vamos ouvir.
Que este processo tenha terminado depois de dois vetos por unanimidade. Esta pena acessória é pura propaganda populista que teve a adesão da AD, que tem governado, como se sabe, com a extrema-direita. E não procurando, nestas matérias, ter um consenso moderado, alargado com o Partido Socialista e outros partidos democráticos, naturalmente também há que considerar outros partidos democráticos para além do Partido Socialista, insiste em fazer acordos com a extrema-direita. Ora, a extrema-direita não respeita os direitos humanos.
O PCP, na voz de Paulo Raimundo, elogia a decisão dos juízes do Palácio Ratton. Vamos ouvir aqui o secretário-geral do Partido Comunista. Também o Bloco de Esquerda reagiu. José Manuel Pureza diz que o governo soma derrota atrás de derrota e acusa Montenegro de se transformar numa cópia de Ventura.
Corre-se a esta altura o Rally de Portugal, edição 59, é a sexta ronda do Campeonato do Mundo, hoje pelos troços do norte do país.
São nove especiais e um total de 145 km cronometrados. Os pilotos regressaram à prova às 7h com o troço de Felgueiras, depois a primeira passagem pela especial de Cabeceiras de Basto e também pela de Amarante, o troço mais longo da prova. Esta manhã termina com os 16 km de Paredes. Na secção da tarde, os pilotos regressam à estrada a partir das 14h, repetem os troços da manhã e o dia termina com a super especial de Lousada, ali pouco depois das 19h.
A classificação atualizada, Sébastien Ogier lidera, tem uma vantagem de cinco segundos sobre o belga Thierry Neuville. Em terceiro lugar, mantém-se o finlandês Sami Pajari, o maior troço deste Rally de Portugal. Corre-se a partir das 21h30, é a super especial de Amarante, com 26 km.