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Está no ar mais uma "Operação Stop", estamos na Rádio Observador. Está na altura de parar o trânsito, como acontece todos os domingos de manhã, e para isso já cá temos o nosso Alfredo Lavrador. Alfredo, bem-vindo.

Olá, Miguel. Essa ideia de parar o trânsito traz água no bico. Quando eu estou no trânsito, não, e eu duvido que os nossos ouvintes-

Mas nós prometemos, nós cumprimos.

Não, mas o trânsito pode continuar a fluir enquanto nós conversamos animadamente.

Sim, mais devagarinho, com mais cautelas. Vamos hoje falar de um motor que aparentemente só tem vantagens, mas que a fiscalidade portuguesa está a penalizar de forma evidente. O que se está aqui a passar, Alfredo?

Olha, antes de estar a chatear tanto a ti e aos nossos ouvintes, queria só dar aqui um alô rapidinho sobre essa história dos motores que consomem menos e, por tabela, poluem menos. Há dois tipos de motores, basicamente, que foram concebidos para estas situações: poupar na carteira e poupar no ambiente.

Sim.

Se o motor for sobrealimentado, ou seja, se tiver um turbocompressor, este ciclo especial para reduzir o consumo é o ciclo Miller, e se forem motores atmosféricos, logo sem turbocompressor, é o ciclo Atkinson. O princípio é similar nos dois, uma vez que a fase de expansão é aumentada para que o motor não perca potência durante a compressão. Basicamente é assim, muito em geral. O que é que resulta daqui? É que os motores perdem um pouquinho de potência. Não é tão grave no Miller, que é um motor turbo, mas é mais grave no motor Atkinson, que é um motor atmosférico. E daí que, para compensar essa perda de potência, a capacidade do motor aumenta ligeiramente para se tornarem minimamente agradáveis de utilizar, mas isto tudo sem pôr em causa a sua capacidade de reduzir efetivamente os consumos e as emissões.

Muito bem.

Mas é exatamente neste aumento de cilindrada que os motores Atkinson, sobretudo, colidem de frente com a fiscalidade portuguesa.

Mas se este tipo de motor é bom para a carteira, segundo o que estás a dizer, e bom para o ambiente, que tipo de argumentos é que tem o fisco para, neste caso, sobrecarregar com mais impostos?

Isso é uma pergunta boa. Basicamente, a questão é que a nossa fiscalidade ainda não se adaptou às novas tecnologias. Sendo que essas tecnologias não são assim tão novas quanto tudo isso, uma vez que já existem há muito tempo nas mãos de alguns construtores. Mas o nosso sistema fiscal penaliza os automóveis consoante as suas emissões de CO₂, o que está correto. É um princípio fácil de implementar e de calcular, mas também segundo a sua entrada, a capacidade do motor. E como te lembras, há pouco disse que os motores Atkinson, os tais que protegem de forma mais evidente a economia, têm as cilindradas mais elevadas, logo são vítimas do nosso sistema fiscal.

Mas aqui a gente, também os nossos ouvintes, só para quem nos ouve poder perceber e poder ter uma ideia concreta, quanto é que o motor Atkinson paga a mais só por ter mais cilindrada, em vez de um turbocompressor?

Olha, o sistema Atkinson, por exemplo, só para as pessoas terem uma ideia, se calhar há muitos dos nossos ouvintes que estão neste momento a conduzir um veículo com motor Atkinson. Todos os automóveis Toyota praticamente no mercado, não as picapes, mas os jipes muito grandes, todos os automóveis ligeiros, passageiros, têm motores híbridos. Não são híbridos plugin. Estamos a falar de motores aquilo que se chama full hybrid. A Renault também tem este tipo de solução e a Dacia também. Se incrementar a capacidade do motor em 200 centímetros cúbicos, que é uma aninharia, implica um aumento no preço do veículo de € 2.500. Se o incremento for de 600 centímetros cúbicos, e estamos a falar de um motor que passe de 1300 para 1900, por exemplo, o salto no preço pode atingir os € 4.000. Isto pode não parecer muito para um carro de € 100.000, e não é, mas se estivermos a falar de veículos de 20, 25, 30 mil euros, pesa demasiado. E depois, não só prejudica o consumidor, como não faz sentido, porque os motores efetivamente gastam menos e poluem menos. Ou seja, deviam ser premiados e não penalizados.

Muito bem, temos então aqui um ligeiro atraso naquilo que é a organização da fiscalidade, ainda sem conseguir responder este tipo de motores, os motores Atkinson. Entretanto, a "Operação Stop", por estas semanas também fala, claro, dos prémios Auto Observador. Como é que isto está a correr? Como é que está a correr o concurso, Alfredo?

Olha, está a correr lindamente, a correr bem e recomenda-se.

Muito bem.

E todos nós, eu, tu e toda a equipa do Observador, rádio e jornal Estamos em pulgas para oferecer ao vencedor o prémio, que é um Toyota Yaris 1.0 Hybrid Comfort, que por acaso utiliza a tecnologia de que nós estávamos a falar há pouco. Esta semana os nossos ouvintes estão a votar na terceira categoria, que inclui sete novidades, todas elas introduzidas no mercado durante o ano de 2022, com preços que na versão base oscilam entre os 40 e os 50 mil euros. Já são carros com alguma dimensão e com algum custo. E digo isto porque esta é a terceira categoria, as duas categorias anteriores eram específicas para carros até 30 mil euros, a primeira, e a segunda entre 30 mil e 40 mil euros.

Pronto, ainda não chegamos à nossa categoria, que é a última.

Não, a última é para ti.

Olha, que tipo de carros-

É aquela com preço de apartamento ou de vivenda, eu deixo só para ti.

Sim, já explicaste que tipos de carros temos a votação, o que é que temos agora a decorrer, mas a este ponto, todos os nossos ouvintes, e isto é um pouco diferente dos anos anteriores, todos os nossos ouvintes ainda se podem sagrar vencedores e levar para casa este prémio, este carro que estamos a oferecer, porque este ano há a possibilidade de votar para trás, não é?

Isso é uma das vantagens que nós resolvemos introduzir este ano. Ou seja, quem não votou por qualquer motivo, esquecimento, estava fora, tinha mais que fazer, às vezes acontece, pode ainda hoje votar na terceira categoria, que é esta que está em votação, mas votar para trás, votar na primeira e na segunda categoria. Logo, não perde a probabilidade de se sagrar vencedor, mas há um outro pormenor, que tu me vais perguntar a seguir.

Que é como é que se pode melhorar as capacidades de vencer. Como é que alguém que está a participar pode ter uma melhor capacidade para vencer este concurso?

Exatamente. No "Observador" somos muito modernos e então fomos recuperar uma solução que existe noutros tipos de concursos, em que qualquer participante pode referenciar um outro, oferecendo-lhe a possibilidade de se tornar mais rápido virtualmente. Ou seja, na fase final do concurso, caso exista mais do que um leitor a acertar nos vencedores das nove categorias, o elemento de desempate é o tempo que necessitou para dar a resposta. E aí, ser referenciado por alguém, acaba por tirar uns segundos à sua participação, incrementando aí a possibilidade de sucesso. De maneira que arranjar amigos, convencê-los a participar, pode traduzir num incremento da probabilidade de levar para casa o prémio, que é o tal Yaris novo a estrear.

Muito bem, temos então um Yaris para oferecer. Há também estes fatores para ajudar a melhorar as hipóteses para poder ter sucesso no nosso concurso. Está a decorrer os Prémios Auto Observador. Quanto à "Operação Stop", regressa já na próxima semana. Até lá.

Até lá.