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A tarde estava a ser de festa depois dos discursos de Luís Montenegro e Sebastião Bugalho.
I got to learn a new song today and you have to help me now.
Ursula von der Leyen desceu Santa Catarina e entrumou-se nos cânticos da AD, mas um minuto depois de começar a falar...
Eu sei que com vocês e com o vosso governo, Portugal está em muito boas mãos. E com os nossos candidatos, a Europa estará em muito boas mãos.
Vários ativistas pró-Palestina mostraram mãos pintadas de vermelho, bandeiras e cartazes que apelidavam von der Leyen de genocida e de financiar o genocídio de Israel na Faixa de Gaza. Depois do comício tentar abafar o protesto, a presidente da comissão e recandidata do Partido Popular Europeu tentou continuar.
Há 50 anos, um vento de mudança entrou pelas ruas de Lisboa. Foi uma poderosa e pacífica revolução.
Primeiro, uma referência ao 25 de abril, depois, enquanto os manifestantes eram afastados da Praça Dom João I, disse, de dedo em riste, e a apontar para os ativistas.
Podem estar tão contentes por estarem num Porto livre e não em Moscou. Em Moscou, seria tão diferente. Se estivesse lá, em dois minutos estavam na prisão.
A intervenção continuou, com von der Leyen a afastar-se das críticas de que está a abrir a porta ao extremismo e a garantir que, apesar de nomes diferentes de país para país, há partidos a evitar.
Hoje, a nossa democracia está sob ataque, não só externamente, mas também cá dentro. E o risco vem quer da extrema-direita, quer da extrema-esquerda. Podem chamar-se AfD na Alemanha, Reconnaissance Nacional em França ou Chega aqui, mas partilham o mesmo objetivo: desprezam os nossos valores e querem tornar a Europa mais fraca.
Ursula von der Leyen, nas ruas do Porto, depois de Luís Montenegro ter garantido o apoio para mais cinco anos e de Sebastião Bugalho ter partilhado com a presidente da comissão as linhas vermelhas em Portugal e na Europa