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Música, concentração e exigência estão na base daquilo que explica os bons resultados da Academia de Música de Santa Cecília. O primeiro lugar no ranking das escolas não é novidade, mas este ano teve um sabor especial.
Queríamos perceber se, em contexto de pandemia, com aquilo que tinha conseguido ou não tinha conseguido fazer, se os nossos alunos continuariam a ter êxito, e parece que sim.
Rui Paiva é diretor da Academia de Música de Santa Cecília e esclarece que a prioridade nunca foram os bons resultados, mas sim os alunos.
Temos uma preocupação muito grande que esta escola seja a preparação e a porta de entrada para o nível de ensino seguinte.
Na academia reina a satisfação, principalmente pelas dificuldades do último ano.
Tudo isso aconteceu muito depressa. Todos percebemos a urgência de manter os alunos em contato com a escola numa modalidade para a qual ninguém estava preparado.
O ensino à distância foi um sucesso. A maior dificuldade esteve mesmo no regresso às aulas presenciais.
Tivemos que partir as orquestras em várias, portanto, foi um proliferar de horas, um proliferar de orquestras. Foi muito duro.
Apesar das dificuldades, os estudantes do ensino secundário desta academia conseguiram uma média que ultrapassa os 18 valores. O segredo esteve no empenho de professores, pais e alunos. Rui Paiva explica que também o trabalho de entreajuda entre os estudantes é um ingrediente fundamental para se atingir o sucesso escolar.
Não é possível participar num coro ou numa orquestra sem perceber com clareza que uma pequena falha da sua parte põe o grupo em causa. Uma vivência que depois colhe frutos.
Por várias vezes, o estudo de música é associado a bons resultados. Nesta academia, a situação não é diferente.
A escola que já tem quase 60 anos de existência, verificou-se sempre uma coincidência, vamos dizer, dos alunos que estudam música com os melhores resultados.
Na Academia de Música de Santa Cecília, o foco vai permanecer na formação dos alunos, que com dedicação continuam a subir as oitavas do ranking das escolas.