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O que está a acontecer neste momento, o que eu lhe posso dizer é isto: já temos alguns caminhões de alguns dos nossos fornecedores e dos nossos retalhistas parados na fronteira, mas todas as indicações que temos é que dentro de duas horas o trânsito vai ser retomado. Não há nenhum risco neste momento de ruptura. Alguns deles já se tinham precavido e conseguiram abastecer ontem. Há alguns que têm frescos que vêm de Espanha que estão parados, mas pelas indicações que temos, não põem em risco a operação de maneira nenhuma. Eu diria que não tenho grande coisa para lhe dizer neste momento. Pode ser que daqui a duas horas já haja alguma evolução, mas neste momento não tenho.
Isto no caso dos protestos se prolongarem durante mais dias, o impacto será muito maior, não é?
As indicações que temos é que isso foram uns grupos isolados que se organizaram, e bem, é legítimo, mas que não vai ter implicações para os próximos dias. Tanto quanto percebemos, até porque o governo há já atrás dito que vai reverter uma das queixas que eles tinham, que era a redução do valor do pagamento que estava acordado. Portanto, se está resolvido, parece-me que se esvaziou um bocadinho o capital de queixa. Nós esperamos que estes protestos e que estes cortes de estrada se esvaziem hoje e, sendo assim, não vai ter implicação nenhuma. Mas nós preparámo-nos para isso. Os nossos associados disseram que já fizeram uma task force para abastecer com tempo, porque isto já se vinha a falar há alguns dias e as consequências imediatas hoje vão ser resolvidas, pelo que não há a expectativa de isto causar qualquer problema na cadeia de valor.