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Tenho agora em direto o capitão João Lourenço da Guarda Nacional Republicana, a quem agradeço a disponibilidade para estar conosco nesta edição do meio-dia da Rádio Observador. Senhor capitão, qual é o ponto de situação, que vias principais deste país estão nesta altura condicionadas por força deste protesto dos agricultores?
Muito bom dia. A Guarda Nacional Republicana encontra-se atenta e a acompanhar todos estes desenvolvimentos a nível nacional. Confirmamos, de facto, diversos constrangimentos de trânsito, nomeadamente no distrito da Guarda, na A25, no alto de O mil, entre Vila Formosa e Písio, em que a via, a A25, encontra-se cortada, indicando como alternativa a Estrada Nacional 16. No distrito de Portalegre, na A6, junto à fronteira do Caia, corte também em ambos os sentidos, indicando ainda como via alternativa a Estrada Nacional 371 na fronteira do Retiro. No distrito de Beja, tal como referi, em Vila Verde de Ficalho, corte total da Estrada Nacional 260 em ambos os sentidos e também na fronteira de Paimogo, sendo como alternativa a Estrada Nacional 122 do Pomarão. No distrito de Setúbal, confirmamos, de facto, o movimento de agricultores junto à Ponta da Chamusca, dirigindo-se para outro local, no qual estamos a acompanhar de forma muito próxima e também em comunicação com os agricultores, de modo a permitirmos que existam vias alternativas de trânsito e que não existam constrangimentos de trânsito naquilo que são os eixos principais rodoviários. É um apelo que fazemos também para quem está a protestar, para que aceitem as nossas indicações e para salvaguardar aquilo que é a circulação de outras pessoas, inicialmente aquelas que são afetos ao transporte de bens essenciais.
E isso está a acontecer, capitão? Está a ser fácil esse diálogo com quem protesta a esta hora?
Desde ao longo da noite até ao momento, nós temos mantido uma articulação e também muita comunicação com quem se está a manifestar, pautando a nossa atuação também por princípios de proporcionalidade, adequação e legitimidade, o que tem ajudado a manter esta ligação e, em muitos locais, têm aceitado aquilo que são as indicações das autoridades e das forças no terreno a nível local, o que tem ajudado a criar vias alternativas para que as pessoas possam também fazer circular.
Havia a indicação de que os agricultores em Elvas pretendiam deslocar-se para Lisboa. Confirma essa informação?
Temos diversos tipos de informações. Estamos a monitorizar todas essas informações. De momento, não podemos para já confirmar, porque existe muita informação sempre a ser trabalhada, mas estamos a acompanhar tudo aquilo que é a informação que tem vindo a ser veiculada em diversos locais.
Já aqui demos conta e também já fez essa referência aos postos fronteiriços que nesta altura estão bloqueados. Vai de alguma forma a GNR reforçar o desbloqueamento dessas zonas de fronteira?
A guarda está a acompanhar de uma forma muito próxima, como há pouco referi, atuando e pautando a sua atuação para todos os princípios de proporcionalidade, adequação, necessidade, permitindo uma legitimidade. Naturalmente que existem medidas cautelares e de polícia que podem ser tomadas, e tomaremos de acordo com o estritamente necessário, desde que coloque em causa aquilo que é a segurança das pessoas. Neste momento aquilo que apelamos é que quem está a protestar aceite as nossas indicações e que nos permita também criar aqui vias alternativas para que possamos manter estes movimentos de protesto dentro daquilo que é uma tranquilidade pública possível.
Fica esse apelo do capitão João Lourenço, da Guarda Nacional Republicana, a quem agradeço a disponibilidade para ter estado conosco neste noticiário do meio-dia e dar-nos aqui conta dos constrangimentos nas diversas vias rodoviárias de norte a sul do país motivados pelo protesto dos agricultores.