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Pergunto como é que está a correr esta adesão às farmácias, esta corrida às farmácias, tanto na compra do autoteste, como da realização da testagem na própria farmácia. Que informações é que tem até agora, se há mais procura ou não, tendo em conta as medidas do governo para Lisboa?
Sim, existe claramente mais procura. Tem-se observado um aumento da procura tanto ao nível dos autotestes como dos testes realizados nas farmácias. E a informação que temos é que ontem realmente atingiu-se um novo recorde, nomeadamente na zona de Lisboa, com 5000 testes realizados no âmbito dos testes efetuados nas farmácias e portanto observa-se essa tendência crescente em todo o país, mas com especial incidência também na zona da área metropolitana de Lisboa.
E conseguem fazer a relação clara com o facto de o governo ter decretado ou prolongado a tal cerca, vamos assim chamar, à área metropolitana de Lisboa?
Sim, e também pelo facto de, nomeadamente, e onde se observa maior crescimento é efetivamente em Lisboa, pelo protocolo que foi estabelecido entre as farmácias, a Associação Nacional das Farmácias e a Câmara Municipal de Lisboa, que permite aos residentes, mas também não residentes, às pessoas que frequentam o concelho de Lisboa, testar-se nas farmácias com mais frequência. E portanto, esse protocolo, que permite disponibilizar gratuitamente testes às pessoas e com a forte comunicação que está a ser feita desse protocolo, isso também se tem refletido no aumento dos números e também no aumento da sensibilização para a população se testar de forma a conter a propagar da infeção.
Exatamente. Por último, duas questões. Não sei se esta me saberá responder, porque acredito que seja muito individual para cada farmácia, mas consegue ou tem alguns dados em relação, por exemplo, a marcações? Sabe de casos em que, por exemplo, já não seja possível fazer marcações nos próximos dias em Lisboa? Como é que estamos nesse sentido para os próximos dias?
É natural que neste período haja, de facto, uma adaptação. Seja necessária uma adaptação em termos das infraestruturas da farmácia e da alocação também de recursos da própria farmácia para responder ao aumento da procura. Mas as farmácias sabem responder de forma muito célere àquelas que vão sendo as necessidades da população e portanto estou certa que poderá haver aqui algum momento de constrangimento inicial face a essa adaptação, mas que rapidamente se vai normalizar o acesso, porque claramente essa alocação de recursos está a ser feita e está em curso.
E por último, associada a essa questão, também respondeu aqui um pouco, perguntar também se, na sua opinião, as farmácias portuguesas, principalmente na área de Lisboa, se considera que estão prontas para conseguir gerir este pico. Falava do recorde que foi batido. Tendo em conta aquilo que tem sido este percurso na testagem nas farmácias, acredita que vão conseguir assegurar esta grande procura?
Sim, sem dúvida. E o facto de termos atingido um novo recorde ontem comprova isso mesmo. E estamos certos que não será o pico, ou seja, como disse, é normal que haja um breve período de adaptação, mas as farmácias estão muito empenhadas, as equipas das farmácias estão muito empenhadas em responder de forma positiva a este desafio e portanto estamos certos que nos próximos dias irão adaptar-se e tudo fazer para poder corresponder a esta necessidade em crescimento.