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Não são números surpreendentes. Obviamente que as vacinas destinam-se a estimular o sistema imunitário e quando o sistema imunitário reage, reage sob uma série de formas que podem ser de intensidade diferente, de pessoa para pessoa, naturalmente, mas é normal sempre que reaja com alguma inflamação, por exemplo, alguma febre, e que haja um tipo de sensação como dor, por exemplo, mal-estar. Portanto, não são reações surpreendentes. Também em número, face ao número de doses já administradas das vacinas, também não é um número muito elevado. É claro que muita gente terá sentido algum tipo de reação, terá achado normal em relação às vacinas, umas terão reportado, outras não. De qualquer maneira, os números não me parecem muito surpreendentes e o tipo de reações também não.

E disse não são números elevados, tendo em conta a quantidade de vacinas já administrada.

Não são números elevados, tendo em conta o número de doses já administradas, e também não são números elevados atendendo ao facto da vacinação em geral, há sempre algum tipo de reações à administração das vacinas, qualquer vacina. E, portanto, estes números e aquilo que está a ser registado está mais ou menos em linha com tudo o que já se sabe sobre vacinação.

Quanto aos números dos idosos, 44 mortes comunicadas na população com idade mais avançada, mas não está demonstrada aqui uma relação de causa e efeitos, aponta o Infarmed.

Exatamente. Portanto, é boa prática que haja algum tipo de investigação, algum tipo de pesquisa sobre a ocorrência de mortes que são muito próximas da administração da vacina, mas isso não quer dizer que seja a vacina a causa da morte. Obviamente, como há muita gente a ser vacinada, obviamente acontecerá em vários casos coincidência entre os dois eventos, a administração da vacina e a morte. E é uma mera coincidência, não tem que haver forçosamente uma relação causa e efeito. Agora, aquilo que nos é dito agora é que, de facto, dessas mortes não se encontrou nenhum indício de que a causa da morte tenha qualquer relação com as vacinas. E obviamente que aquilo que, em termos científicos, se demonstra é sempre a afirmação, não se demonstra a negação. Portanto, se houver uma relação causa e efeito, ela é pesquisável e é demonstrável. Mas se não existir, aquilo que podemos dizer é que não detetámos a ocorrência de qualquer indício de relação causa/efeito. E é por isso que o Infarmed diz que não há qualquer prova da existência de uma relação entre a ocorrência da morte e a administração da vacina. Por isso é que a fraseologia é feita desta forma e não exatamente dizer que se demonstrou que não existe relação causa/efeito, porque cientificamente demonstra-se a relação causa/efeito e cientificamente demonstra-se que não há razões para acreditar numa relação causa/efeito.