Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Com Bruno Viera Amaral.

E continua a saga da seleção portuguesa e das redes sociais, a polêmica das pausas para hidratação neste Mundial 2026, e um guarda-redes que quase bateu um recorde. Quando é quase, normalmente não merece notícia, mas neste caso merece. Vamos falar também, e começamos por aí.

Vamos.

Cabo Verde, nesta madrugada.

Incrível. Estão na televisão.

Conseguiu um empate contra o Uruguai, o segundo empate e o primeiro gol da seleção de Cabo Verde nos Mundiais, por Kevin Pina, num livre direto ainda na primeira parte, depois o Uruguai, ainda na primeira parte, deu a volta. Mas Cabo Verde conseguiu reunir forças para chegar ao empate e agora pode estar a um empate de passar à próxima fase, porque se o Uruguai perder contra a Espanha, ao Cabo Verde basta o empate contra a Arábia Saudita para saltar para os 16 avos de final. Portanto, a um passo de fazer ainda mais história a seleção de Cabo Verde, os Tubarões Azuis, que conseguiram mais um resultado inesperado contra uma das seleções que já foi campeã do mundo, que tinham conseguido o mesmo contra Espanha. Portugal amanhã joga contra o Uzbequistão, mas aquilo que está a dar muito que falar são as publicações dos jogadores portugueses nas redes sociais.

Então.

É aquela batalha entre fãs indefectíveis de Cristiano Ronaldo e o resto do mundo, o resto dos jogadores da seleção portuguesa.

Já está assim nesse ponto?

Já está assim. Primeiro foi João Neves, que disse uma coisa simples, que Cristiano Ronaldo é mais um jogador, faz parte do grupo, não tem um estatuto especial, está lá para ajudar. E isto motivou uma revolta dos fãs de Cristiano Ronaldo, que atacaram João Neves nas redes sociais.

Com a família a liderar as hostilidades.

Também tem aparecido.

As irmãs são muito ativas, dizem.

Até a Georgina Rodriguez também.

As irmãs são muito ativas.

E parece que-

Guerreiras mesmo. Então defendeu seu negócio, como é evidente.

E agora foi a vez de Francisco Conceição. Francisco Conceição também.

Também apanhou?

Claro. Porque disse mais uma vez uma coisa normal.

Então.

"Nós não temos a obrigação de passar a bola ao Cristiano Ronaldo." Para contrariar aquela ideia de que os jogadores estão condicionados para passar a bola ao CR7, Francisco Conceição disse-

Se o defendessem é que era estranhíssimo.

Não, e Francisco Conceição disse uma coisa normal.

Mas é um bocadinho constrangedor assistir às conferências de imprensa com os jogadores a ser bombardeados com perguntas em torno do Cristiano Ronaldo. Não é deste campeonato.

Não é de agora.

É de sempre.

E sobretudo nos últimos campeonatos, em que os gols não têm aparecido para o CR7, as coisas pioram. Eu tenho uma sugestão para a Federação Portuguesa de Futebol: fazer com que os jogadores, nesta fase, bloqueiem as redes sociais. Não vai acontecer.

E a questão às vezes nem são os próprios jogadores. Quem quer arranjar confusão, arranja, independentemente do jogador estar online ou não.

Claro, aqui abre mais espaços para essas polêmicas. Outra das polêmicas neste mundial têm sido as pausas para hidratação ou pausas para publicidade, muitos dizem. Normalmente, e não sei se já repararam nisto, quando o árbitro apita para a pausa para hidratação, ouvem-se muitos assobios nos estádios, porque os adeptos já perceberam que isto, mais do que pausas para garantir o bem-estar dos jogadores, porque alguns dos estádios até são climatizados, trata-se de uma manobra para garantir publicidade. Parece que os adeptos e espetadores norte-americanos têm alguma dificuldade em ficar ali e aguentar 45 minutos sem publicidade. Não estão habituados a isso nos outros esportes.

Nos outros esportes é antes pelo contrário. Estás a visualizar, certo?

Há muitas pausas.

No basquete, a bola sai e entra o spot.

Entra logo a publicidade.

Entra o spot e no campo entra uma animação qualquer.

Aqui, pelo menos, ainda não temos animação em campo, mas temos publicidade. Não vai acontecer no próximo Europeu de 2028, que será organizado pelo Reino Unido e pela Irlanda. A UEFA confirmou que não irá implementar estas pausas para hidratação. Um grande bem-haja ao Reino Unido, à Irlanda e à UEFA, porque está muito longe de ser consensual esta nova moda.

Isto é um falso problema. Quantas vezes é que o jogo não para dois, três minutos porque há algum jogador estendido?

Também é verdade.

Ou porque há uma polêmica, ou porque estão a ver o VAR.

Sim, aqui a questão é que acaba por cortar a dinâmica propositadamente. Ou seja, já se sabe que há ali uma pausa que no fundo até permite aos treinadores reorganizar as equipes. Por último, uma referência ao guarda-redes Eloy Room, de Curaçao, que conquistou o primeiro ponto sempre, também é a primeira participação em mundiais. Teve um empate frente ao Equador, zero a zero, e claro, Eloy Room foi a grande figura do jogo. Fez 15 defesas, só ficou atrás de Tim Howard, o guarda-redes norte-americano que, em 2014, fez 16 defesas no jogo dos oitavos de final contra a Bélgica. Claro que Eloy Room disse que não estava preocupado em bater o recorde, não era isso que lhe interessava, interessava-lhe era ganhar. Curaçao não conseguiu ganhar, mas conseguiu este ponto, primeiro ponto da seleção em mundiais, e para esse ponto muito contribuíram estas 15 defesas, que foram quase um recorde, mas ficarão certamente para a história desta pequena nação, também na sua primeira participação em mundiais.

Como é que ele se chama? Eloy Room, não é?

Eloy Room.

Muito bem. Isto está a ser o mundial dos guarda-redes. Sabem quantos seguidores já tem Vozinha?

15 milhões.

15 milhões.

Impressionante.

Incrível. Começou com 50 mil este mundial.

E esta madrugada, a mãe de Vozinha esteve no estádio. No primeiro jogo acabou por não estar por causa do visto, mas depois do apelo do jogador, acabou mesmo por conseguir esse visto e estar presente ontem em Miami para esse jogo da seleção de Cabo Verde.

Muito bem, foi o "Três Toques" com Bruno Viera Amaral.