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Touchdown! Unbelivable!

Bem-vindos a mais uma edição do "Vamos à Bola", o jornal de esporte na Rádio Observador. A edição de hoje é do jornalista Carlos Pedro. Bom dia, Carlos.

Bom dia.

Dia de dérbi eterno no futebol português. Benfica e Sporting medem forças esta noite no Estádio da Luz, um jogo do arranque da jornada 13 da Liga Portugal.

Jogo oficial número 328 entre as duas equipas. Em casa do Benfica, é o duelo número 156. Os encarnados levam vantagem no historial: 85 vitórias contra 33 do Sporting. Talvez por isso, Rui Borges sacode favoritismos para o outro lado da Segunda Circular.

Por o Benfica jogar em casa, campo difícil, ambiente difícil, tem um pequeno favoritismo nesse sentido. Agora, acho que é muito repartido, são jogos com duas grandes equipes, jogos de tríplice.

O Sporting perdeu com o Benfica no início desta temporada pra Supertaça. Ainda assim, o momento é outro. Os Leões vão à frente na tabela e pra Rui Borges, com outro fulgor.

É diferente. O jogo já está quatro meses à frente, treinador diferente do outro lado, pede coisas diferentes. Nossa equipe está mais adulta, mais crescida naquilo que é sua ideia de jogo. Nesse sentido, apesar de eu achar que fizemos um bom jogo na Supertaça, mesmo perdendo esse jogo, mas estamos, acho que melhores enquanto equipe.

No reino da águia, paira um Benfica que não vence em casa há mais de um mês. A derrota com o Bayer Leverkusen e o empate com o Casa Pia agravaram a dívida da equipe para com os adeptos. Assim sendo, José Mourinho só tem um pensamento na cabeça.

Um Benfica que quer ganhar, um Benfica que respeita o seu adversário como respeita a todos, mas um Benfica que quer ganhar.

Tal como Rui Borges, o setubalense não quis levantar a ponta do véu para o jogo desta noite. O treinador do Benfica até rejeitou responder por duas vezes a perguntas mais específicas. Ainda assim, garantiu que, ao contrário de Rui Borges, esta noite serviu apenas para descansar.

A pergunta é boa, mas eu não vou responder à pergunta. Eu não vi, mas o Gonçalo passou umas declarações do Rui na conferência de imprensa. O Rui não diz se joga o Morita, se joga o Simões. Não diz se o Gyökeres vai recuperar ou não vai recuperar. Não diz se o Debast joga, se o Debast não joga, não diz nada. A única coisa que eu posso dizer relativamente àquilo que o Rui disse, é que o Rui disse que ainda tem que conversar com a almofada ou com o travesseiro. E eu não tenho que conversar, pois já está tudo conversado. Sei quem vai jogar.

José Mourinho, que também não poupou nos elogios ao técnico do Sporting, disse que não tem nada para ensinar a Rui Borges e que o transmontano tem feito um trabalho espetacular. A arbitragem foi também tema nestas conferências de imprensa. Ao seu estilo, Mourinho desvalorizou a possível paragem dos árbitros.

Se os árbitros fizerem greve, eu estou convencido que há muito árbitro na Europa que gostaria de vir apitar o campeonato português. Acho que é uma coisa, hoje em dia, que acontece muito. Portanto, se acontecer alguma vez que os árbitros, que a sua associação tenham essa decisão, não penso que seria um grande problema, porque acho que o campeonato continuaria.

Num tom diferente, Rui Borges não quis comentar a nomeação de António Nobre.

Não vou estar aqui a falar sobre nomeações, nunca o fiz, não vou fazê-lo agora, muito honestamente. Não sou eu que mando nessa parte, perde-se demasiado tempo a falar nisso.

Ora, pois que venha o jogo então. A Rádio Observador falou ainda com Quim e Nélson Pereira, dois ex-guarda-redes de Benfica e Sporting. Nélson Pereira vai ao encontro do que disse Mourinho e também Rui Borges. Jogo especial, sim. Diferente, não.

Existe uma preparação semelhante, onde as observações do adversário, aquilo que a nossa equipe tem que fazer em campo, o conhecimento individual dos atletas. Isso é tudo feito da mesma maneira e às vezes é um pouquinho mais fácil, porque quando se joga em clube grande os jogadores são sobejamente conhecidos. Temos uma noção exata daquilo que eles valem.

Já Quim, também campeão pelos encarnados agora, recusa favoritismos para as hostes do Benfica. Lembra que nem sempre vence quem está melhor.

Eu lembro, na minha altura, que até diziam que neste tipo de dérbis, a equipe mais fraca quase sempre vencia, digamos assim. Não a mais fraca, a que estava em menor forma.

É um 50/50 autêntico?

Acima de tudo, acho que é um jogo muito equilibrado. Não podemos dizer que o Sporting, por passar uma fase boa, leva vantagem. Não é assim.

Quim e Nélson Pereira, à Rádio Observador, numa entrevista conjunta conduzida pelo jornalista João Lourenço. Às 20h15, no Estádio da Luz, arranca o dérbi eterno, que vai contar com o relato do Miguel Cordeiro e do Diogo Varela, aqui na Rádio Observador. Os comentários ficam a cargo do João Pinto, do Mário Cajica, do Pedro Henriques e ainda do João Castro.

E tudo pra ouvir na emissão especial de esporte da Rádio Observador, que arranca antes, pelas 19h10, e vai ser conduzida pelo jornalista José Rafael Lopes. E o Futebol Clube do Porto perdeu ontem à noite em casa com o Vitória por 3x1 e está fora da Taça da Liga.

Primeira derrota dentro de portas do Futebol Clube do Porto versão Francesco Farioli. Os Dragões até se adiantaram cedo no marcador, aos oito minutos por Gabri Veiga. Nelson Oliveira empatou ainda no primeiro tempo de pênalti e na segunda parte Samu e Kamara, também de pênalti, deram o triunfo à equipe de Guimarães. Na análise à partida, o técnico portista lamenta os vários erros da equipe durante os 90 minutos.

I think we did everything

"Acho que fizemos de tudo, pelo bem e pelo mal. Não são os resultados que esperávamos. Tentámos de tudo para voltar ao jogo, mas tivemos muitos erros. Temos de mudar de página no jogo de domingo."

Já Luís Pinto destaca um Vitória capaz e maduro no Dragão.

Numa equipa tão jovem como a nossa, acho que é mesmo importante nós termos os pés assentes na Terra e perceber que o que fizemos aqui hoje foi fantástico. Demonstrou maturidade, capacidade, ainda por cima iniciamos o jogo a perder na casa de um adversário, dois gols sofridos ao erro em casa. Por isso demonstra bem aquilo que nós fomos capazes de ser, mas foi hoje e nós temos que ser consistentes nessa maturidade.

Luís Pinto e Farioli na leitura deste Futebol Clube do Porto 1, Vitória 3. É a segunda vez na história que o emblema da cidade do Berço chega à final four da Taça da Liga. Terá pela frente o Sporting nas meias-finais.

E o Benfica e o Futebol Clube do Porto sugeriram à Liga o fim da Allianz Cup, a Taça da Liga.

É pelo menos o que revela a imprensa desportiva nacional. Ontem os clubes reuniram-se na Arena Portugal, na cidade do Porto, para a Cimeira de Presidentes. No final do encontro, que demorou quase seis horas, o presidente da Liga, Reinaldo Teixeira, disse isto:

A base principal foi de facto que se consiga uma Allianz Cup para todas as sociedades desportivas.

Mas Benfica, Futebol Clube do Porto e também Nacional da Madeira e ainda Paços de Ferreira terão outra opinião, de acordo com o jornal "Record".

E no caso dos Dragões, Carlos André Villas-Boas terá sugerido uma competição diferente: a Taça Ibérica.

Sim, uma prova que colocasse em competição os quatro primeiros classificados de Portugal e Espanha. A proposta foi anunciada ontem na Cimeira de Presidentes. Certo é que a liga não tenciona abdicar da Taça da Liga, tanto que foi sugerido um novo modelo da prova, no qual os clubes presentes nas competições europeias fariam o mesmo número de jogos. Já os restantes clubes fariam um torneio à imagem da Liga dos Campeões para apurar mais quatro emblemas.

E ainda o jornal "O Jogo", que diz que a liga terá levado à discussão uma eventual divisão do campeonato.

Um modelo no qual os clubes jogariam apenas uma volta. Depois, os emblemas posicionados na parte cimeira da tabela lutariam pelo título e respetivas competições europeias. Já os restantes decidiriam a permanência no campeonato.

E terminamos no Mundial. O sorteio do Campeonato do Mundo do próximo ano vai decorrer hoje.

A equipa portuguesa vai estar inserida no pote um e evita, na fase de grupos, seleções como Espanha, Argentina, França, Inglaterra ou Brasil. Este ano a prova tem mais equipas e, João Lourenço, o espetáculo vai estar garantido logo a partir do sorteio.

48 seleções, um recorde sempre. Uma delas vai levar a taça da melhor seleção do planeta. A 200 dias do apito inicial deste Campeonato do Mundo, a organização FIFA faz hoje o sorteio no Centro de Artes John F. Kennedy, em Washington, DC. Mas vamos ao que interessa. A 23ª edição do Campeonato do Mundo vai ter o número record: 48 seleções. A totalidade das vagas ainda não está preenchida. Há ainda seis lugares vazios para este mundial. O sorteio tem quatro potes, todos com 12 seleções. A equipa portuguesa está no pote um, devido à respetiva posição no ranking da FIFA. Vai evitar, na fase de grupos, equipas como Canadá, México e Estados Unidos, os países organizadores da prova. Também não vai jogar com Espanha, Argentina, França, Inglaterra, Brasil, Holanda, Bélgica e Alemanha. No pote dois, as coisas podem complicar. Croácia, Marrocos, Colômbia, Uruguai e Suíça são adversários mais temíveis. Descemos até ao pote três, onde encontramos uma seleção estreante, o Uzbequistão. Neste mesmo pote, ainda há Noruega, Egito e também a Escócia. Por fim, no pote quatro, mais estreantes, Cabo Verde, Curaçao e também a Jordânia. A FIFA vai apenas confirmar no próximo sábado, dia 6 de dezembro, a tabela completa, estádios e horários de todos os jogos para o Campeonato do Mundo de 2026.

O jornalista João Lourenço com a notícia de tudo o que vai acontecer neste sorteio. Deverá acontecer entre as 17h e as 18h.