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Bem-vindos à última vicissudes na estrada, pelo menos nesta primeira volta. Eu sou o Luís Soares e ao longo destas duas semanas temos contado a esta hora com os repórteres do Observador que acompanham as caravanas dos vários candidatos presidenciais. Hoje servimos um tradicional caldo verde, porque também hoje é o tradicional dia de encerramento da campanha, que conta com arruadas, desfiles e os tradicionais jantares de encerramento. Vamos saber exatamente como estão a ser estas últimas horas de campanha. E começamos com o João Gama. Olá, João, continuas a acompanhar António José Seguro. O candidato tem percorrido hoje grande parte do país. Está sendo um dia muito preenchido.

Aliás, por alguma razão estou a falar contigo da estação de serviço de Vagos.

Da estação de serviço, exatamente.

A estação de serviço de Vagos. Durante a manhã estivemos em Vila do Conde, no Mercado do Bolhão, depois no Porto, Vila Nova de Gaia. Voltamos ao Porto para um anúncio surpresa de um apoio ao candidato da área socialista, Pedro Brilhosa, que se juntou a esta campanha para dizer que apoia António José Seguro nesta corrida eleitoral, uma ação de campanha praticamente improvisada, que só soubemos em cima da hora, em cima do almoço, que aconteceu em Vila Nova de Gaia, e agora estamos a fazer o caminho para baixo. O dia vai acabar em Lisboa, no Fórum Lisboa, bem perto de Alvalade, para um comício às 9:00 p.m. E antes temos uma passagem, uma arruada, se o tempo assim permitir, a chuva não tem dado tréguas ao dia de campanha de hoje, nas Caldas da Rainha, terra onde vive António José Seguro. É o dia cheio, António José Seguro decidiu fazer tudo no mesmo dia, norte e centro do país, Porto e Lisboa, no mesmo dia de campanha.

Não tens noção de quantos quilômetros é que já fizeste hoje e quantos é que vais fazer até o fim do dia, pois não?

Não faço ideia.

Ainda não contabilizaste. João, e qual tem sido a mensagem principal de António José Seguro neste último dia de campanha?

António José Seguro, e agora o almoço foi um bom exemplo disso, está a dramatizar o apelo ao voto. Nos últimos dias tem vindo a ensaiar isso mesmo, quer chegar à segunda volta como o candidato mais votado da primeira, um combate mano a mano, olhos nos olhos com André Ventura, o candidato que está mais bem colocado nas sondagens, a par de António José Seguro, por isso tem puxado esse combate individual e tem procurado alargar a base de apoio. Tem dramatizado o apelo ao voto. Duas mensagens importantes no almoço de hoje, no quartel de bombeiros em Vila Nova de Gaia, que são, em primeiro lugar, o apelo ao voto e o refrear dos ânimos. António José Seguro vê a candidatura bem colocada nas sondagens, mas alerta praticamente não só nos comícios, mas também nos contactos com todas as pessoas com quem fala que Seguro presidente, muito bem, mas é preciso mesmo transformar este apoio e os números positivos das sondagens em votos no dia 18. Portanto, este domingo. Aliás, durante a manhã em Vila do Conde, foi referido por alguns comerciantes como presidente Seguro e ele disse: "Uma coisa de cada vez, os resultados são bons, quero ser presidente, mas para ser presidente preciso do seu voto já no domingo". Tem apelado a essa reta final de campanha, todas as horas são válidas até à meia-noite para conquistar mais alguns votos. Tem pedido aos seus apoiantes a que façam o mesmo e, ao mesmo tempo, enquanto pede este refrear de ânimos, vai ombreando o espaço político com André Ventura. Sabe que André Ventura é um candidato mais extremista e mais radical e por isso durante todos estes dias tem apelado ao voto dos moderados e hoje, uma subtileza, pediu votos, pediu o apoio de todas as áreas políticas, de socialistas a democratas cristãos, a quem acredite no projeto da Europa, portanto, praticamente o eleitorado que vá do Livre ao CDS, pedir essa concentração de votos na única candidatura que diz que tem capacidade de chegar à segunda volta, uma candidatura moderada e democrata, excluindo desta forma, desta equação, André Ventura.

E qual tem sido o sentimento, João, na comitiva neste último dia de campanha, para além, imagino, de algum cansaço com tantos quilômetros em cima só no dia de hoje?

Cansaço, certamente. Aliás, ontem também foi um dia muito ingrato em termos de quilômetros e esticões na estrada, mas a comitiva de António José Seguro tem estado, mais ou menos desde o primeiro dia, principalmente desde que começaram a surgir as tracking polls da CNN, com muita confiança e a imprimir uma mensagem, uma imagem vencedora na candidatura. António José Seguro tem, por isso, pedido esse refrear de ânimos, só tem que fazer isso não só para a sua comitiva, mas para todos os apoiantes que encontra na rua. Mas, de facto, é uma campanha que, embalada por esses números positivos da sondagem, desde que começaram a surgir e começou-se a confirmar essa tendência, tem aproveitado muito bem e por isso sente-se muita confiança na candidatura. Um bocadinho de cautela, não vá os números das sondagens serem tão positivos que desmobilizem algum eleitorado. É sempre uma campanha que está à procura de conquistar mais votos, como todas as outras, mas António José Seguro tem tentado ir a todos os mercados possíveis de eleitorado ideológico, da esquerda à direita e ao centro. Aliás, tivemos uma ação, creio eu, já não sei onde, mas nos últimos dias, em que António José Seguro foi a uma esquadra e fez questão de dizer que nenhum eleitor para ele é perdido, nem os eleitores do Chega. Isso é uma mensagem, se eventualmente passar à segunda volta, para já quer ser esse reduto dos valores democráticos para ganhar já na primeira volta, ser o candidato mais votado e não deixar que esse candidato seja André Ventura.

E colocar alguma água na fervura das sondagens. João Gama, continua então essa viagem até às Caldas da Rainha e depois até Lisboa. Ainda tens alguns quilômetros pela frente. João Gama, que está a acompanhar a caravana de António José Seguro. Já Nadine Soares está a acompanhar Gouveia e Melo, que não está a fazer hoje tantos quilômetros. Olá, Nadine. Está ali entre Cascais e Lisboa, anda entre mercados e museus e daqui a pouco também vai andar de comboio, Nadine.

Sim, já fez muitos quilómetros deste último dia de campanha, aqui dedicado à zona de Lisboa e de Cascais, e depois de mercados, lares de idosos e museus. Aliás, depois de almoço, visitou esta tarde o Museu Paulo Rego para realçar a importância da cultura no país. Neste momento, fizemos uma pequena caminhada até a estação de Cascais, porque já daqui a pouco o almirante, que ainda não chegou a esta ação, vai apanhar um comboio na estação de Cascais, fazer a viagem do Comboio da Esperança e para depois terminar este dia de campanha com uma festa-comício no Pátio da Galé. É lá que vai concentrar todos os discursos na reta final para conseguir terminar esta campanha com uma festa-comício, como dizia, no Pátio da Galé.

E qual tem sido a principal mensagem deste último dia, Nadine?

Temos aqui três mensagens. De manhã, alguma emoção nesta campanha, visita ao mercado de Benfica, enquanto percorria bancas, o almirante cruzou-se com uma mulher iraniana que chorava muito, que pediu a Gouveia e Melo ajuda direta sobre a atual tensão internacional do Irão. Dizia que tinha perdido a comunicação, que a comunidade iraniana que vivia em Portugal estava desesperada por respostas. O almirante chegou até a emocionar-se, abraçou esta mulher, teve que se ausentar desta ação para se recompor e mais tarde, uma destas mensagens, voltou a utilizar a cartada da experiência militar para defender que é o candidato com melhor preparação para enfrentar o mundo, que descreve como conturbado. É uma das mensagens que o almirante tem vindo a reforçar esta campanha, que é o candidato com melhor preparação face ao atual contexto internacional. E já depois, um pouco de drama também no discurso, ainda que mantenha a esperança na segunda volta, Gouveia e Melo, ao imaginar uma segunda volta entre António José Seguro e André Ventura, fala num cenário perigoso para a democracia. Gouveia e Melo que tenta alertar que pode existir um grande bloco de direita a votar em André Ventura numa eventual segunda volta contra Seguro. Entende o almirante que o risco de André Ventura chegar à presidência é menor se for o próprio Gouveia e Melo a passar à próxima fase da corrida a Belém. Por isso, outra mensagem deste dia, nesta reta final, uma dramatização do discurso para se apresentar como uma opção equilibrada por não ter ligações partidárias. O almirante que acredita que é possível passar à segunda volta através desta mensagem, isto é, se a esquerda ganha, a direita perde, se a direita perde, a esquerda ganha, ou seja, o almirante tem aqui esta vantagem que acredita ser o candidato da vitória, porque se votarem nele, não há uma derrota de partidos, há simplesmente um candidato que ganha.

E qual tem sido o estado de espírito nestas últimas horas de campanha, Nadine?

Como dizia, um pouco de emoção de manhã, um pouco de drama à tarde e agora, nesta viagem de comboio, o almirante vai tentar ganhar alguma velocidade para angariar o maior número de votos possíveis. Obviamente, há algum cansaço, mas ainda assim, essa esperança de conseguir passar à segunda volta, sempre através do eleitorado mais velho. Ainda hoje, Gouveia e Melo deixou para o último dia de campanha mais uma visita a um lar de idosos para reforçar essa proximidade ao eleitorado mais velho, mas também já há alguns dias, mesmo na reta final, há dois dias, que Gouveia e Melo tem mudado o discurso, também muito voltado para as forças de segurança e militares já na reta final. É um esforço de Gouveia e Melo para tentar captar o máximo de votos, tendo em conta as sondagens que o colocam ainda num quarto, quinto lugar. É este esforço de Gouveia e Melo para olhar para estas fatias de eleitorado.

Nadine Soares, obrigado também. Nadine Soares que vai agora andar de comboio entre Cascais e Lisboa, juntamente com a comitiva de Gouveia e Melo. Vamos agora até ao Vasco Maldonado Correia, que acompanha a campanha de António Filipe. Vasco, mais tradicional não pode haver, daqui a pouco há descida do Chiado em Lisboa e de manhã também já houve um desfile na margem sul do Tejo. Viva, Vasco.

Olá, Luís. Sim, é um dia tradicional, tranquilo para a candidatura de António Filipe. Eu já aqui estou no Chiado, se ouvirem passar o elétrico ou alguém a falar em inglês, já sabem por quê. Mas é mais daqui a pouco essa descida do Chiado, em que vai estar também o secretário-geral Paulo Raimundo. E de manhã, sim, houve também essa arruada pela baixa da Banheira, que ocorreu durante cerca de uma hora e teve uma passagem, diria, digna de registo de António Filipe para beber também uma ginjinha. Não estávamos no Barreiro, estávamos ali ao pé, não muito longe, mas também honrar essa tradição, que é natalícia, mas em janeiro ainda conta, de beber a ginjinha, que é o que faz o atual presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa. Nós perguntamos mesmo a António Filipe se estava a beber a ginjinha, então é porque há práticas, há tradições que foram instauradas pelo presidente da República atual, que são para manter. E disse que sim, António Filipe, que é um sinal positivo deste segundo mandato ou dos dois mandatos de Marcelo Rebelo de Sousa, mandatos que vão agora chegar ao fim esses 10 anos de Marcelo na Presidência da República, mas que também se tiram coisas positivas, a proximidade com os eleitores. Ora, António Filipe, se chegar a Belém, quer que essa proximidade não se fique só pelo afeto, ou seja, que seja também uma proximidade na compreensão dos problemas das pessoas e que essa proximidade não sirva só para a fotografia, no fundo, e que sirva também para ajudar os portugueses a resolverem esses problemas para que o presidente da República seja um representante digno dos portugueses no Palácio de Belém. Mas foi, e como dizias, e aproveitando essa sopa tradicional, até agora um dia bastante tradicional, vai acabar também com um jantar-comício em Loures.

E Vasco, já falaste da presença de Paulo Raimundo nessa descida do Chiado, o secretário-geral do PCP. São de esperar mais apoios adicionais? Qual é que está a ser o estado de espírito nessas últimas horas de campanha de António Filipe?

A informação que tenho, Luís, é que além de Paulo Raimundo, nesta descida do Chiado, também João Ferreira estará aqui presente. É importante porque é uma figura importante do PCP em Lisboa, onde corre esta iniciativa, e também significativa porque foi o último candidato presidencial apoiado pela CDU em 2021. Também, na altura, não teve um resultado espantoso, diria assim, 4%. Será uma meta que se por acaso chegar a ser alcançada por António Filipe, já contará certamente como uma vitória, até porque chegando a essa meta dos 4%, quer dizer que provavelmente vai ficar à frente de Catarina Martins e de Jorge Pinto, o que já seria uma noite para sorrir para António Filipe, mesmo que não dê para muito mais. Dá para ver, e as sondagens mostram a grande distância que há entre este pequeno campeonato à esquerda e a corrida pela segunda volta entre as cinco maiores candidaturas às presidenciais. E por isso, de resto, Luís, o estado de espírito também é de alguma resignação com a realidade. Não há apelos dramáticos ao voto, não há ultimatos aqui feitos por António Filipe. Há, sim, um apelo aos indecisos que ainda não decidiram. Ontem dizia Paulo Raimundo: os indecisos que percam a indecisão de uma vez e olhem para António Filipe. Há essa esperança que os indecisos possam dar essa pequena vantagem ao candidato comunista em relação aos adversários à esquerda. Mas o dia não é só tradicional, é muito tranquilo e isso vê-se também no semblante de António Filipe. E citando um homem que esteve para ser candidato a estas presidenciais e não foi, António Vitorino, o que for, será. E por isso António Filipe espera agora pelo resultado de domingo. Hoje disse estar de consciência tranquila e que não mudaria nada nesta campanha. Acredita que trouxe à campanha os temas fundamentais, falou com as pessoas e ouviu as pessoas. Além disso, disse também que se por acaso não houve tanta rua nesta campanha, foi também por causa do inverno, por não querer que a campanha se fizesse de ações que poderiam ser à última hora canceladas. Depois acabou por ser ajudado pelo mau tempo ainda hoje de manhã, na Baixa da Banheira, quando logo depois de dizer isso, estava a começar a discursar e caiu uma forte chuvada. Disse também de bom humor que uma campanha molhada é uma campanha abençoada e por isso, como dizia, tudo tranquilo para os lados de António Filipe.

Veremos se essa descida do Chiado também será ou não acompanhada por chuva. Vasco Maldonado Correia vai acompanhar. O Vasco vai continuar a acompanhar a campanha de António Filipe. Vamos agora ao encontro do Miguel Gato, que acompanha na caravana de João Cotrim de Figueiredo, ele que escolheu o norte do país para terminar a campanha no dia de hoje. E Miguel, além do jantar comício mais logo, já andou por um mercado e também por uma fábrica.

Sim, Luís, boa tarde. O João Cotrim Figueiredo esteve num mercado em Guimarães, o mercado municipal, onde contactou com algumas pessoas, embora o mercado estivesse a meia casa, também muito por causa das condições climatéricas. Para além do frio, também aqui no norte está a chover, tem chovido muito nos últimos dias. E nessa ação de campanha, João Cotrim Figueiredo teve contacto, por exemplo, com um apoiante do PSD, que lhe disse que tinha ido de Barcelos até Guimarães só para vê-lo. É verdade que Cotrim até disse que não era ir de um lado ao outro do mundo, assim em tom de brincadeira, mas a verdade é que ainda são 44 quilómetros que este apoiante de Cotrim Figueiredo e do PSD fez, o que é um facto relevante. De resto, João Cotrim de Figueiredo nesta ação de campanha teve um bom feedback, no geral. É verdade que no mercado a meia casa, mas ainda algumas pessoas foram tirar fotos com ele, deram-lhe apoio, inclusive um apoiante que não revelou qual era o partido ou que partido é que costuma votar, acabou por lhe dizer que também o apoiava e que este país precisava de uma mudança também na Presidência da República. E dar aqui também um facto curioso, por pouco que o candidato não se cruzou com Catarina Martins. Não sabemos se por estratégia política ou por mero acaso, mas a verdade é que os dois candidatos não se cruzaram por meros minutos ali no mercado municipal de Guimarães durante a manhã. Durante a tarde, João Cotrim Figueiredo visitou uma fábrica têxtil. Aliás, já não é a primeira vez que João Cotrim Figueiredo acaba por visitar uma fábrica deste gênero aqui no norte do país. Hoje foi em Guimarães. Foi uma visita normal, sem grandes destaques. No final, e em declarações na última hora, João Cotrim de Figueiredo quis lançar dois reptos. Primeiro falou sobre Marques Mendes. Hoje há uma notícia no Expresso que diz que o PSD não pondera apoiar nenhuma candidatura caso Marques Mendes não vá à segunda volta. Ora, João Cotrim de Figueiredo diz que compreende a posição do PSD, mas que espera que Luís Marques Mendes o apoie numa eventual segunda volta com António José Seguros ou André Ventura, porque diz João Cotrim de Figueiredo, e tem frisado várias vezes essa mensagem, que é o candidato de centro-direita mais preparado para enfrentar o socialista António José Seguro e o populista André Ventura. É assim que tem caracterizado os dois candidatos políticos. Ontem no comício até disse: "António José Seguro é um sono, André Ventura é um pesadelo". Portanto, vamos ver então qual é que será este resultado desta estratégia política de João Cotrim de Figueiredo.

Isso significa, Miguel, que Cotrim de Figueiredo está a conseguir libertar-se das polémicas relacionadas com a denúncia de assédio?

Hoje, sim. Sabemos que ontem foi um dia marcado por mais um desenvolvimento neste caso, o comunicado da antiga assessora da Iniciativa Liberal, que surgiu durante a manhã. Inevitavelmente, os jornalistas tiveram que confrontar João Cotrim Figueiredo com este facto, com este desenvolvimento. E como todos sabemos, João Cotrim Figueiredo não reagiu bem. Aliás, durante a tarde teceu várias críticas à comunicação social. Portanto, João Cotrim de Figueiredo, claramente, este é um tema que acaba por incomodar a candidatura do antigo presidente da Iniciativa Liberal. Hoje, João Cotrim de Figueiredo, como não houve mais desenvolvimentos sobre o caso, também acabou por não ser confrontado novamente com esse tema e, portanto, internamente, não sabemos se o tema ainda pesa, mas em termos daquilo que é a exposição pública e mediática do candidato, esse tema hoje já não apareceu e o candidato já não fez declarações sobre o tema. A mensagem mais forte que tem deixado neste último dia de campanha eleitoral é o apelo ao voto útil do centro-direita para que vote na candidatura de Cotrim, em vez de Marques Mendes, porque, na ótica do candidato liberal, ele é o mais preparado para enfrentar António José Seguro ou André Ventura numa eventual segunda volta.

Miguel Gato, que vai continuar a acompanhar estas últimas horas da caravana de João Cotrim de Figueiredo. Fica por aqui esta vicissitude na estrada. Ao longo destas duas semanas, servimos uma sopa diária na estrada com os repórteres do Observador que acompanharam os candidatos presidenciais.