Nostalgia

As 10 canções mais famosas que saíram da Eurovisão

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No dia em que Portugal tenta a presença na Final do 60.º Festival Eurovisão da Canção, recordamos as canções mais conhecidas da história do certame. Dos ABBA a Sandra Kim, venha daí e cante connosco.

A vitória dos ABBA no Festival Eurovisão de 1974, com o tema “Waterloo”

Getty Images

Leonor Andrade tenta esta noite levar Portugal à Final do 60.º Festival Eurovisão da Canção, com a canção “Há um Mar que nos Separa”, e o Observador deseja-lhe a maior sorte. Portugal tem o triste registo de ser o país que participa há mais tempo (desde 1964) sem nunca ter conseguido uma vitória.

Depois de evocarmos os 10 melhores momentos da história do Festival, recordamos agora as músicas que mais nos ficaram no ouvido, entre as vencedoras e não só. Também preenchia a tabela que vinha nas revistas com as pontuações atribuídas por cada país, antes de inventarem o televoto? Lembra-se da cordial troca de pontuações máximas entre países vizinhos, como Portugal e Espanha? Então certamente que vai saber cantar estes sucessos.

1958. “Nel Blu Dipinto di Blu”, Domenico Modugno (Itália)

A canção não foi além de um terceiro lugar na Eurovisão, mas tornou-se um dos maiores clássicos da música italiana, mais conhecido por “Volare”. Na primeira cerimónia de entrega dos Grammys, recebeu o prémio para melhor canção do ano, na única vez que esse prémio foi atribuído a uma canção noutra língua que não o inglês.

1964. “Non Ho L’etá”, Gigliola Cinquetti (Itália)

No ano em que Portugal se estreou na Eurovisão, a Itália obteve a sua primeira vitória. Com apenas 16 anos, Gigliola encantou na Dinamarca e viria a gravar versões da canção em inglês, francês, espanhol, alemão e japonês. Depois de uma carreira na música e no cinema, Gigliola Cinquetti fez uma pausa para se dedicar à família, mas voltou à ribalta nos anos 90, como jornalista e apresentadora da RAI, onde ainda trabalha.

1967. “Puppet on a String”, Sandie Shaw (Reino Unido)

Em Viena, a cantora inglesa, que à data já tinha vários sucessos reconhecidos na Europa (como “Always Something There to Remind Me“), venceu com mais do dobro dos votos do segundo classificado. Curiosamente, a própria Sandy Shaw detestava a música, embora tenha acabado por lançar uma nova versão em 2007, por ocasião do seu 60.º aniversário. A canção teve, aliás, mais de 200 versões em 30 línguas, incluindo uma adaptação de Ana Faria para os Onda Choc, “Feira Popular”.

1968. “Congratulations”, Cliff Richard (Reino Unido)

A jogar em casa, Cliff Richard falhou a vitória por um ponto, perdendo para a canção espanhola “La la la”, cantada por Massiel. A canção britânica esteve na frente até ao último júri dar a sua pontuação, mas o jovem Cliff, de 27 anos, não assistiu às votações, porque se trancou na casa-de-banho para fugir ao stresse. Em todo o caso, mereceu ser congratulated, porque a canção foi número 1 de vendas em vários países europeus e ainda hoje é presença regular nas festas de empresa em terras de Sua Majestade

1974. “Waterloo”, Abba (Suécia)

Neste ano, o Reino Unido ofereceu-se para receber o Festival, porque o Luxemburgo tinha vencido pela segunda vez consecutiva e não queria repetir as despesas da organização. Paulo de Carvalho foi o representante português, com a canção-senha da Revolução de Abril, “E Depois do Adeus”. A canção vencedora falava de uma menina que teve de se render ao amor, tal como Napoleão se rendeu na Batalha de Waterloo. E também como Napoleão, a canção arrasou por toda a Europa e foi o primeiro grande sucesso da carreira dos ABBA. Foi eleita em 2005 a melhor música de sempre da competição.

1976. “Save Your Kisses For Me”, Brotherhood of Man (Reino Unido)

Na Holanda, a fórmula de ter dois casais em palco voltou a ter sucesso, mas acreditamos que os júris se tenham rendido sobretudo à coreografia — vale a pena ver com atenção. A canção, que vendeu seis milhões de cópias na Europa, conta os sentimentos de um homem que sai de manhã para trabalhar, deixando em casa quem tanto ama — a última linha (Won’t you save them for me even though you’re only three) revela que se trata do/a filho/a de três anos.

1978. “A-Ba-Ni-Bi”, Izhar Cohen & Alpha Beta (Israel)

Em França, Israel conquistou a sua primeira vitória, que seria aliás abafada pelos países seus vizinhos — vários países árabes interromperam a emissão no final da votação e a televisão jordana inventou até que a Bélgica tinha ganho. O título estranho da canção (alinhado com o nosso Dai Li Dou, dos Gemini, também a concurso) é uma brincadeira com a frase Ani ohev otach (Eu amo-te em hebraico) no equivalente à nossa “língua dos pês”.

1979. “Hallelluja”, Gali Atari/Milk & Honey (Israel)

A segunda vitória consecutiva para Israel deveu-se a esta canção de louvor a Deus pelas maravilhas do mundo. A originalidade da performance deveu-se ao facto de cada um dos elementos do quarteto entrar em palco, à vez. Por cá, a canção teve direito a uma versão dos Maranata, que foi o maior sucesso da banda de António Sala.

1986. “J’aime la vie”, Sandra Kim (Bélgica)

A jovem Sandra Kim tornou-se na mais jovem vencedora de sempre, com apenas 13 anos — embora, na letra da música, diga j’ai quinze ans. A canção, que fala sobre os prazeres da vida, não foi a única de Sandra Kim a ter ficado famosa pela expressão la vie — é também ela que canta o genérico da série didática sobre o corpo humano, “Era Uma Vez a Vida“.

1988. “Ne Partez Pas Sans Moi”, Celine Dion (Suiça)

A cantora canadiana só era conhecida no mundo francófono até participar no Festival. A sua vitória, graças a um escasso ponto de vantagem para o concorrente britânico, abriu-lhe portas para uma carreira mundial.

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