Nostalgia

7 modas infantis a que devíamos ter sido poupados

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As botas ortopédicas e os fatos de treino berrantes são marcas da nossa infância que, vistas hoje, eram verdadeiras tragédias de estilo. Este Natal, perdoe aos seus pais terem-no feito passar por isto

O cabelo à MacGyver e as camisolas que picavam não eram grande exemplo de bom gosto.

DR

Com a família reunida para o Natal, feito o banquete e distribuídos os presentes, é possível que alguém puxe do álbum de fotografias para lembrar como éramos em Natais longínquos. É aqui que surge uma mão cheia de imagens embaraçosas e o comentário “como é que eu fui capaz de usar isto?”, que lá no fundo significa “mãe e pai, como é que foram capazes de me vestir e pentear desta maneira ridícula?”

Nada que não tivesse acontecido às gerações anteriores, basta lembrar os meninos vestidos à marinheiro. Mas a explosão do consumo e o maior impacto da televisão a ditar modas no nosso país, a partir dos anos 80, permitiu muito experimentalismo estético em que as crianças eram as cobaias.

A moda é cíclica, mas felizmente o bom senso tem mantido estas tendências confinadas às memórias difusas dos anos 80 e 90. E porque o que lá vai, lá vai, como cantava a Adelaide Ferreira, aproveite o espírito da quadra para perdoar aos pais pelas escolhas feitas em seu nome na loja de roupa ou no cabeleireiro.

Fatos de treino lustrosos

Nascidos talvez do cruzamento entre papel crepe e um caleidoscópio, estes fatos de treino davam nas vistas (com risco até de as ferir) nos dias em que havia Educação Física na escola.

Colorido e brilhante, assim eram o uniforme das crianças nos dias de Educação Física.

Botas ortopédicas

Acreditava-se, na altura, que elas evitavam que as crianças tivessem pé chato. Mas chato mesmo era ter de usar, fizesse frio ou calor, aquelas botifarras desprovidas de qualquer estilo, enquanto os colegas corriam de sapatilhas pelo recreio.

Botas ortopédicas

Rabichos

Os ingleses chamam-lhe “rat tail”, cauda de rato, e há de facto qualquer coisa de subterrâneo nesta moda que consistia em deixar ficar um fio de cabelo crescido num rapaz de cabelo curto. Podia ser encontrado sobretudo nos mais rufias da escola.

rabicho nostalgia

Cabelo à MacGyver

Ainda no tema capilar, a televisão era fonte de inspiração para os mais diversos penteados. Enquanto os adolescentes gastavam gel numa poupa à Brandon da série Beverly Hills 90210, quase ao nível das ondas da Nazaré, as mães dos mais novos deixavam-lhes crescer o cabelo, faziam uma risca ao meio et voilá, tínhamos um cabelinho à MacGyver. O próprio ator da série, Richard Dean Anderson, acabou por abandonar o penteado que o popularizou, e que teve em Jorge Jesus o seu mais famoso seguidor.

Cabelo à MacGyver

Camisolas “da avó”

Muitas vezes eram mesmo tricotadas pela avó, a partir dos modelos da revista de lavores Burda. Os desenhos eram coloridos e, com sorte, até tinham uns bonecos de que gostávamos, mas nada nos fazia esquecer que a lã “picava” a pele quando as vestíamos.
Camisola

Meias brancas

Deixemo-nos de peneiras: todos por lá passámos, e não foi só para fazer desporto. As meias de raquetes reinaram até começar o bullying aos “pés de gesso”.

Meias brancas

Botas lunares

Terá sido uma moda muito efémera, mas suficientemente marcante para ficar na memória. Sem a graciosidade das galochas Colibri com olhos de sapo, estas botas volumosas eram uma espécie de antepassados das Ugg. Protegiam da chuva e do frio, e também da hipótese de arranjar namorado/a.

botas-lunares nostalgia

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