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Salários

Fundação Ricardo Espírito Santo. Trabalhadores com salários em atraso desde dezembro

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A maioria dos trabalhadores da Fundação Ricardo Espírito Santo continua sem receber os salários relativos ao mês de dezembro e não há certezas quanto ao pagamento do mês de janeiro.

A Fundação Espírito Santo perdeu o seu principal mecenas em 2014

© Hugo Amaral/Observador

A Fundação Ricardo Espírito Santo e Silva (FRESS) comunicou esta terça-feira aos cerca de 120 funcionários que, “apesar de todos os esforços”, não seria possível proceder ao pagamento dos salários ainda em atraso relativos ao mês de janeiro. Por pagar, ficarão também os ordenados do mês de janeiro, geralmente pagos no dia 27 de cada mês.

Numa carta enviada aos trabalhadores, a que o Observador teve acesso, o Conselho de Administração da instituição explicou que “estão a ser desenvolvidos todos os esforços para que estes pagamentos sejam efetuados o quanto antes”, não sendo possível “neste momento indicar uma previsão”.

Porém, contactada pelo Observador, Maria da Conceição Amaral, a presidente do conselho de administração que assina a carta, garantiu que a situação seria regularizada até ao final desta semana, altura em que haverá uma “disponibilização de verbas”. “Não é um problema de gestão interna da fundação”, garantiu. De acordo com Maria da Conceição Amaral, uma parte dos salários de dezembro já está regularizada. Todos os trabalhadores já receberam até 600 euros, o que significa que falta pagar o restante ordenado a todos aqueles que recebem mais do que esse valor mensalmente. 

Desde que a fundação perdeu o seu principal mecenas em 2014, o Banco Espírito Santo, que atravessa uma situação difícil por falta de financiamento. Um trabalhador garantiu ao Observador, sob anonimato, que, nos últimos meses, os ordenados nunca têm sido pagos no dia 27 como era suposto. Porém, esta é a primeira vez que ficaram totalmente por pagar.

A Fundação Ricardo Espírito Santo foi criada pelo banqueiro e colecionador Ricardo Espírito Santo, que doou o Palácio Azurara, em Lisboa, e uma parte da sua coleção privada ao Estado português para que fosse criado um museu-escola de artes decorativas. Atualmente, a fundação tem ao seu cargo o Museu de Artes Decorativas, com mais de 18 oficias dedicadas às artes e ofícios tradicionais portugueses, a Escola Superior de Artes Decorativas e o Instituto de Artes e Ofícios.

Clique aqui para ler a carta enviada pelo Conselho de Administração aos trabalhadores.

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