Logo Observador
Moçambique

Treze pessoas detidas por profanação de cadáveres de albinos e calvos no centro de Moçambique

As autoridades do distrito de Milange, em Moçambique, anunciaram a detenção de 13 pessoas acusadas de profanação de túmulos de pessoas portadoras de albinismo e calvície.

Os ataques a pessoas calvas surgem alguns meses após um aparente abrandamento da violência contra albinos para extração de órgãos, usados também em rituais

PEDRO SA DA BANDEIRA/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

As autoridades do distrito de Milange, província da Zambézia, centro de Moçambique, anunciaram esta setxa-feira a detenção no primeiro semestre deste ano 13 pessoas acusadas de profanação de túmulos de pessoas portadoras de albinismo e calvície.

Numa visita que realizou à cadeia do distrito de Milange, a emissora pública Rádio Moçambique conta que entrevistou nove pessoas detidas sob a acusação de profanação de túmulos de pessoas portadoras de albinismo e quatro de pessoas calvas.

As pessoas entrevistadas narram que se envolveram nessas práticas aliciadas por promessas de dinheiro feitas por pessoas interessadas em usar partes de corpos humanos para rituais supersticiosos.

Comentando sobre o fenómeno, o delegado do Instituto de Patrocínio Jurídico (IPAJ), uma entidade governamental na província da Zambézia, António Guce, elogiou a pronta atuação das autoridades no combate a esse tipo de práticas.

Num contexto inédito em Moçambique, as primeiras notícias sobre o ataque a “carecas” surgiram em meados do primeiro semestre deste ano, mais concretamente na província da Zambézia, numa onda que já provocou algumas mortes entre portadores de calvície.

Os ataques a pessoas calvas surgem alguns meses após um aparente abrandamento da violência contra albinos para extração de órgãos, usados também em rituais.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
Economia

Viva o turismo

João Marques de Almeida

Os “novos aristocratas” acham que têm privilégios especiais. Passam a vida inteira a viajar, mas nunca são turistas. As massas da classe média viajam pouco, mas se o fazem são logo turistas detestados

Terrorismo

Do lado de dentro da janela

Helena Matos

Tudo resultou em mais gritos Alá é grande”, mais carrinhas descontroladas afinal conduzidas por mão firme, mais lobos solitários que tinham quem os apoiasse. Mas "Nós não temos medo". Claro que temos