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Fogo de Pedrógão Grande

Pedrógão Grande: as sete horas negras para a GNR

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Relatório interno entregue ao Governo sobre fogos de Pedrógão Grande revela falhas de coordenação na Proteção Civil que deixaram os militares da GNR sem orientações durante cerca de sete horas.

MIGUEL A.LOPES/LUSA

Falhas graves de comunicação, Proteção Civil descoordenada e militares às cegas sem apoio na área de combate ao fogo: estas são as principais conclusões do relatório interno que avaliou a atuação da GNR durante o combate ao incêndio de Pedrógão Grande no passado mês de junho, avança o Jornal de Notícias (link do artigo ainda indisponível no site). Terá sido também na sequência desta falha de informação e coordenação que, de acordo com o segundo-comandante operacional de Leiria, Mário Cerol, a mudança do posto de comando da Proteção Civil foi feita sem que a Guarda fosse avisada.

De acordo com a avaliação enviada ao governo, foram cerca de sete horas em que, devido a esses problemas e falhas, os militares da Guarda andaram “às cegas”, sem orientações, o que terá levado a própria GNR a decidir por sua iniciativa quais as estradas a cortar e o apoio a dar às populações. Este período negro, sem dados ou instruções, terá ocorrido no dia 17 de junho entre as 14h59 (hora do primeiro alerta de fogo) e as 21h44 (altura em que a GNR decide cortar a EN236, por iniciativa de um militar que descobriu cadáveres na estrada).

Durante estas quase sete horas — em que, de acordo com o mesmo relatório, o SIRESP teve falhas –, as patrulhas da GNR movimentaram-se no terreno, seguindo a própria evolução do incêndio, tomando decisões sem apoio dos postos de comando. As primeiras instruções da Proteção Civil para corte e regularização de estradas só chegaram às equipas da GNR às 22 horas, conclui o mesmo relatório.

Esta semana, a ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, apresentou os primeiros resultados de vários relatórios e auditorias pedidas, assumindo uma série de falhas no combate aos fogos que, no passado mês de junho, devastaram as regiões de Pedrógão Grande, Castanheira de Pêra, Figueiró dos Vinhos, Góis e outros concelhos vizinhos.

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