Comércio

Na nova loja da Amazon, dá para fazer compras com a sensação de não pagar: é o futuro

1.846

Entrar, pegar no que se quer e sair sem pagar. Minutos depois, sem dar por isso, já pagou. A nova loja de conveniência da Amazon, que abre esta segunda-feira, em Seattle, é o futuro dos mini-mercados.

Amazon/Twitter

Entrar, pegar no que se quer e sair. É assim que funciona a Amazon Go, a nova loja de conveniência da empresa de Jeff Bezos na qual só tem de se fazer “check in” à entrada para se começar a comprar. Tudo aquilo de que precisa é uma app e uma conta da Amazon. A partir daí tudo é descomplicado: pega-se no que se quer e vai-se embora sem ter de passar na caixa — porque não há nenhuma.

A Amazon Go, que abre esta segunda-feira em Seattle, é uma visão daquele que provavelmente será o futuro das lojas de conveniência e mini-mercados. As entradas têm pórticos semelhantes aos que se encontram para entrar no metro, nos quais se faz um scan da aplicação para entrar. Para sair com aquilo que comprou basta… sair. Não há filas para pagar, não há caixas nem há empregados a registar compras. Vai parecer que acabou de roubar, mas poucos minutos após abandonar a loja já terá pago tudo. Como?

[Veja no vídeo como funciona esta loja — e se dá para enganar o sistema da Amazon]

Tudo funciona graças a centenas de câmaras montadas no teto da loja e acima das prateleiras, que são capazes de identificar todos os produtos existentes na loja. A Amazon chama-lhe a tecnologia “Just Walk Out”, que aglomera visão computacional, software de aprendizagem automática, inteligência artificial e sensores como aqueles que se encontram em carros que se conduzem sozinhos. Estas câmaras registam tudo aquilo em que pegou ou deixa de pegar no carrinho de compras da conta Amazon, adicionando ou retirando consoante tira ou volta a pôr algo na prateleira.

Fazer compras na Amazon Go, em Seattle, é simples: basta entrar, pegar no que se quer e sair. Só precisa de uma app e de uma conta Amazon. A loja “trata” do resto. Foto: Amazon

Para sair não é necessário fazer scan da app, mas a loja “sabe” que saiu, procedendo ao “check out” do seu carrinho de compras. Minutos depois de ter saído da loja já terá pago e recebido uma fatura das suas compras.

O sistema de reconhecimento é preciso e torna o roubo bastante difícil ou praticamente impossível. Nick Wingfield, jornalista do The New York Times, tentou (com a autorização da Amazon) roubar um produto, envolvendo-o com um saco sem o tirar da prateleira e escondendo-o debaixo do braço. Quando saiu da loja recebeu a fatura do que tinha roubado.

Apesar de não ter caixas, a Amazon Go continua a ter empregados na loja a tratar de reposições de stock ou a ajudar clientes com problemas técnicos ou a encontrar produtos. Devido à natureza da loja, há um empregado na secção do álcool para verificar a idade dos clientes.

A Amazon Go estava aberta desde 2016, mas até então apenas se encontrava disponível para empregados da empresa. A loja vende de tudo um pouco, com destaque para as refeições preparadas para pequeno-almoço, almoço, lanches e jantar feitos por chefs da loja, a que chamam “Amazon Meal Kits”.

Ainda não há planos para a abertura de mais lojas além da que abre esta segunda-feira. No entanto, especula-se que a Amazon possa vender a sua tecnologia a outros retalhistas, como faz com os seus serviços de computação em nuvem. Até lá, terá de gastar dinheiro num bilhete para Seattle para ter oportunidade de experimentar este método de compras sem ter de parar na caixa.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
Comércio

Especulação desenfreada

José Miguel Pinto dos Santos
193

Se Bunzaemon fizesse isto no Portugal de hoje, teríamos o PCP a chamá-lo de açambarcador, o Bloco a exigir o uso de fundos públicos na compra das laranjas podres e o Governo a anunciar novas leis...

Startups

Foguetório empresarial

Maria João Marques

Não há nada que irrite mais o português médio que o arrojo e a ousadia alheia. O atrevimento, as ambiciosas ideias de uns têm o condão de iluminar o conformismo dos restantes, o que ninguém leva a bem

Emprego

Em casa de Ferraz, competitividade de pau

Luís Aguiar-Conraria

Declarações como as de Ferraz da Costa, do Fórum para a Competitividade, dão a entender que uma parte dos empresários continua viciada em baixos salários. Estava na altura de serem mais competitivos.

Startups

Foguetório empresarial

Maria João Marques

Não há nada que irrite mais o português médio que o arrojo e a ousadia alheia. O atrevimento, as ambiciosas ideias de uns têm o condão de iluminar o conformismo dos restantes, o que ninguém leva a bem

Só mais um passo

Ligue-se agora via

Facebook Google

Não publicamos nada no seu perfil sem a sua autorização. Ao registar-se está a aceitar os Termos e Condições e a Política de Privacidade.

E tenha acesso a

  • Comentários - Dê a sua opinião e participe nos debates
  • Alertas - Siga os tópicos, autores e programas que quer acompanhar
  • Guardados - Guarde os artigos para ler mais tarde, sincronizado com a app
  • Histórico - Lista cronológica dos artigos que leu unificada entre app e site