Política / Crise no PS Seguir Jorge Coelho fica de fora da luta interna O ex-ministro de António Guterres não fala sobre a crise interna no PS - e insiste que está fora da vida política. David Dinis Texto 29 Mai 2014, 16:39 i Gerardo Santos Gerardo Santos Jorge Coelho, o ex-ministro de António Guterres que teve o controlo da máquina política do PS nos anos 90, não vai tomar partido na atual crise política do PS. “Não vou voltar à vida política, por isso não vou fazer declarações”, disse apenas ao Observador. Coelho, porém, esteve muito próximo de António José Seguro nos últimos meses, na preparação do Novo Rumo, que o líder socialista criou para lançar as bases programáticas do próximo Governo socialista (cujas linhas gerais foram apresentadas antes das europeias).No final de abril, já em pré-campanha, Coelho fez um intervenção quente, em defesa de Seguro e de forte crítica ao Governo. “Temos de ganhar as eleições europeias custe o que custar. Uma vitória nas europeias será a inversão do ciclo em Portugal”, declarou, numa intervenção em que acusou o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, de não ter cumprido as suas promessas eleitorais. Nesse jantar, Coelho ainda disse que “o PS estará mobilizado”, elogiando a capacidade de “resistência” de António José Seguro perante “incompreensões permanentes”.Antes da crise interna, Coelho (que é amigo dos dois socialistas) chegou a apostar em António Costa para as presidenciais de 2016 – sendo claro que apostava em Seguro para próximo primeiro-ministro. Ler mais Jorge Sampaio pede uma "solução rápida e de unidade" para o PS