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O apoio a refugiados aumentou em 2013, na União Europeia, com a Suécia e a Alemanha a tornarem-se na segunda casa de 52.575 pessoas, segundo os dados revelados esta quinta-feira pelo Eurostat. No total, os 28 Estados-membros garantiram protecção a 135,7 mil pessoas que procuravam asilo, mais 19.500 do que em 2012, avançou o organismo de estatísticas europeu.

O crescimento de 16,7% incluiu sobretudo sírios: 26% dos refugiados que beneficiaram do direito de asilo na União Europeia vinham da Síria, ou seja, 35.800 pessoas. Em relação a 2012, o número quase que duplicou, avançou o Eurostat. Cerca de 60% dos refugiados sírios foram acolhidos pela Suécia (12.000) e pela Alemanha (9.600).

Os afegãos (12%) e somalis (7%), foram os outros dois grupos de refugiados que mais beneficiaram do direito de asilo na União Europeia. Do Afeganistão, receberam proteção 16.400 pessoas (12%)  e da Somália receberam 9.700 (7%), em 2013. O primeiro grupo foi acolhido, sobretudo, pela Alemanha (5 mil), Áustria e Suécia (ambos 2.300), Itália (1.600) e Bélgica (1.500), enquanto o segundo teve direito a asilo, sobretudo, na Holanda (2.800), suécia (1700) e Itália (1.600).

A Suécia garantiu proteção a 26.395 refugiados, a Alemanha a 26.080, a França a 16.200, a Itália a 14.500 e ao Reino Unido a 13.400. No total, estes cinco países acolheram mais de 70% dos refugiados que chegaram à União Europeia. Portugal garantiu proteção a 135 refugiados, vindos, sobretudo da Guiné (19%), Síria (10%) e da República do Congo (9%).

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