As ações do BCP estão a ganhar 5,55% para 0.173 euros, tendo invertido a tendência de queda na abertura da Bolsa de Lisboa.

O Conselho Diretivo da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) anunciou na manhã de quarta-feira que levantou a suspensão da negociação das ações do Banco Comercial Português, por terem cessado os motivos que justificaram a mesma.

A CMVM ordenou terça-feira à noite a suspensão da negociação das ações do BCP até à divulgação de informação relevante sobre o emitente, tendo o banco divulgado o aumento de capital já durante a noite.

O BCP tinha anunciado a intenção de aumentar o seu capital social em aproximadamente 2.250 milhões euros, através de uma Oferta Pública de Subscrição (OPS), segundo informação enviada à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Na operação, serão emitidas 34.487.542.355 ações sem valor nominal, com o preço de subscrição fixado em 0,065 euros por cada título que, segundo o comunicado da instituição financeira, corresponde a um desconto que ronda 34% “face ao preço teórico ajustado (…) calculado com base no preço de fecho das ações [do] BCP na Euronext Lisbon em 24 de junho de 2014″. Cada ação antiga detida pelos investidores dará direito a sete ações novas.

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Sobre o calendário de concretização do aumento de capital, o BCP afirma ser intenção “dar início a esta oferta no mais breve prazo”. O objetivo do banco, liderado por Nuno Amado, é o de “afetar as receitas” obtidas “ao reembolso dos instrumentos de capital híbrido subscritos pelo Estado no montante de 1.850 milhões de euros, deixando 750 milhões por reembolsar, o que o Millennium bcp tenciona fazer até ao início de 2016, sujeito a aprovação regulatória”.

O BCP celebrou um acordo de tomada firme e de colocação das novas ações com “um sindicato de bancos” que inclui o Deutsche Bank, J.P. Morgan, Goldman Sachs International, UBS Investment Bank, Credit Suisse, Mediobanca, BBVA, Banco Santander, Nomura e Société Générale.