MH17

A história da vítima que já recolheu 5 mil euros em doações

Richard Mayne foi uma das vítimas da queda do voo da Malaysian Airlines. Desde que a sua morte foi confirmada, mais de 5.000 euros foram doados à campanha de solidariedade que criara, em janeiro.

O avião caiu quinta-feira

BULENT KILIC/AFP/Getty Images

Há cerca de seis meses, Richard Mayne tomou uma decisão: ajudar crianças pobres e que sofriam de diabetes no Nepal. Para o fazer, o estudante inglês, de 20 anos e natural de Leicester, criou uma campanha de angariação de fundos. Na quinta-feira passada, Richard foi um entre os dez britânicos que morreram quando o voo MH17 da Malaysia Airlines se despenhou na Ucrânia. Nesse dia, a sua campanha ia com cerca de 1.200 euros reunidos — hoje, já soma mais de 6.700.

Assim que a morte de Richard Mayne foi confirmada, na sexta-feira, a campanha acolhida pela plataforma Just Giving recebeu cerca de cinco mil euros — enquanto este texto se escrevia, o total angariado já ia nos 6.737. “Não conhecia o Richard, mas senti-me tão triste quando soube da sua história nas notícias que quis contribuir para esta solidariedade”, lê-se, por exemplo, na mensagem deixada na página da internet por uma das pessoas que contribuiu (com 12 euros) para a campanha.

Desde um resumido “Descansa em paz”, ou votos de condolências para a família de Richard Mayne, a página contava já com centenas de mensagens e 320 doações feitas. “Que algo de bom venha deste terrível evento. Os meus pensamentos estão com a tua família e os teus amigos”, é outro exemplo, escrito por quem se identificou apenas como Lauren.


A Kidasha, instituição de solidariedade com a qual Richard Mayne colaborou, publicou uma mensagem no Twitter, após a sua morte ser confirmada.

E a história de Mayne, um estudante de Matemática e Finanças na Universidade de Leeds, até o levou a escalar 5.364 metros do Monte Everest, em abril. “Este trekking será uma ajuda à Kidasha, uma instituição de solidariedade que apoia crianças desfavorecidas e vulneráveis no Nepal”, escreveu, ao admitir que ficou “chocado” quando descobriu que “a prevalência de diabetes do tipo 1 no vale de Catmandu, no Nepal, era de 25,9%”.

Uma doença da qual também padecia e que, aliás, o levou a escolher o voo MH17 — o estudante ia viajar para Perth, na Austrália, e precisava de fazer uma escala entre voos, de acordo com o The Independent. O pai de Richard, em declarações prestadas ao Daily Mail, culpou Vladimir Putin, Presidente russo, de ser o responsável pela morte do filho. “Este é um homem que monta um cavalo de tronco nu por achar que toda a gente o vai admirar. Mas, essencialmente, ele matou o meu filho”, criticou Simon Mayden.

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