O número de empresas que iniciaram processos de insolvência ou que encerraram no primeiro semestre de 2014 “registou uma descida constante” face aos primeiros seis meses de 2013, indicou nesta quinta-feira a Informa D&B. Entre janeiro e junho de 2014, iniciaram-se 2.534 processos de insolvência, uma diminuição de 17,1% face ao mesmo período do ano passado, nota a Informa D&B num comunicado hoje divulgado, com base em dados recolhidos num barómetro realizado, relativo ao primeiro semestre. Em causa estão apenas os processos de insolvência relativos a pessoas coletivas.

“A tendência de descida foi ainda mais acentuada no segundo trimestre do ano, com menos 21,6% de entidades a entrar num processo de insolvência”, sublinha a empresa, que acrescenta que no primeiro trimestre a redução tinha sido de 12,6%. Já o processo especial de revitalização (PER) foi requerido por 446 sociedades ao longo dos primeiros seis meses deste ano, o que se traduz num decréscimo de 12,4% em relação às 509 entidades que recorreram a este mecanismo no período homólogo.

Quanto aos encerramentos de empresas, no primeiro trimestre fecharam portas 3.581 sociedades, o que representa uma diminuição de 17,7% em relação aos primeiros três meses de 2013. A descida manteve-se no segundo trimestre, quando o número de empresas a fecharem portas reduziu 11,8% em termos homólogos. Por outro lado, face ao primeiro semestre de 2013, o nascimento de empresas em Portugal diminuiu 5,2% nos primeiros seis meses deste ano, com um total de 19.139 entidades constituídas.

No entanto, ressalva a Informa D&B, este decréscimo deve-se ao número “atípico” de sociedades unipessoais que tinham sido constituídas em janeiro do ano passado (3.205 num total de 5.555 constituições de entidades), em comparação com os valores obtidos no primeiro trimestre já deste ano.

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Pelo contrário, no segundo trimestre de 2014 nasceram mais empresas do que entre abril e junho de 2013. “O segundo trimestre deste ano regista uma subida de 4,7% face a 2013, verificando-se uma tendência positiva e crescente em cada um dos meses do trimestre, acabando o mês de junho com uma subida de 9,7% face a junho do ano passado”, sublinha a diretora-geral da Informa D&B, Teresa Cardoso de Menezes, citada no comunicado.

Nos primeiros seis meses deste ano, os setores dos serviços, retalho e alojamento e restauração foram os que tiveram um maior peso nos nascimentos de entidades, respetivamente de 31%, 16% e 11%. Lisboa, Porto e Braga são os distritos onde se registou maior número de constituições. A Informa D&B destaca ainda que 45% das sociedades iniciaram atividade com capital social inferior a 5000 euros (1.034 euros de capital social, em média) e outras 32% com 5000 euros, durante o período em análise.