A filha de Raúl Castro e sobrinha de Fidel Castro, Mariela Castro, foi o centro das atenções no Parlamento cubano. Tal aconteceu porque a deputada “deu” o primeiro “não” do regime, isto é, o primeiro voto contra num Parlamento onde todas as leis passavam por unanimidade.

O Parlamento cubano reúne-se apenas duas vezes por ano e tem 612 assentos, sendo que as votações são feitas com as mãos no ar. Carlos Alzugarav, ex-diplomata e historiador, revelou, segundo conta o The Guardian que “esta é a primeira vez que há um voto contra”.

O assunto em discussão era o Código do Trabalho. Este proíbe a discriminação baseada na raça, sexo ou orientação sexual. No entanto, Mariela Castro votou contra pois acredita que a lei não previne de forma adequada a discriminação contra trabalhadores transgénero ou trabalhadores com HIV.

Mariela, que além de deputada lidera o Centro Nacional de Educação Sexual do Ministério da Saúde cubano, é reconhecida pela defesa dos direitos dos homossexuais em Cuba e garantiu que pretende a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Foi a 20 de dezembro do passado ano de 2013 que a votação ocorreu, mas só agora, aquando da entrada da lei em vigor, é que os ativistas divulgaram a posição de Mariela Castro.