A coordenadora do Bloco de Esquerda afirmou esta quarta-feira vão voltar a levar o tema do Centro de Produção do Norte da RTP à Assembleia da República, por considerar que pouco tem sido feito para dinamizar aquela estrutura.

Em declarações à Lusa depois de uma reunião com a Subcomissão de Trabalhadores do Centro de Produção do Norte da estação pública, a coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, disse que vão “voltar ao Parlamento para pedir contas”.

“O ministro Poiares Maduro prometeu que a RTP/Porto seria um centro de massa crítica, tudo o que houve foi o nome de um diretor. Isso não chega, é muito pouco, é até um insulto à inteligência das pessoas que exigiram o Centro de Produção a funcionar”, disse Catarina Martins.

A dirigente do Bloco de Esquerda sublinhou que “à medida que a RTP perde profissionais centros de produção como o do Porto estão completamente desaproveitados, são externalizados cada vez mais serviços e [vê-se] o recurso a estágios em lugares que deviam ser postos de trabalho”.

“É essencial não deixar que o Governo, pela inação, vá destruindo a capacidade de produção da RTP, desde logo também da RTP/Porto, que é essencial a que toda uma parte do país tenha voz”, referiu ainda a coordenadora do Bloco de Esquerda, que sublinhou que após a saída da produção da “Praça da Alegria” para Lisboa “não apareceu nada” em substituição.

No final do ano passado, a Subcomissão de Trabalhadores do Centro de Produção do Norte da RTP lamentou que 2013 tivesse acabado como uma “imensa, mas vazia praça de promessas” e apelou para que, em 2014, houvesse mais diálogo com os trabalhadores.

“Um ano depois, as promessas continuam a ser promessas, e assiste-se a uma dança para a qual os trabalhadores da RTP Porto não têm tido convite: enquanto a administração da RTP insiste na promessa, que, sublinhe-se, não conseguiu realizar, de trazer para o CPN a produção da RTP 2, a tutela governamental tem falado na RTP Internacional”, escrevia, então, a Subcomissão de Trabalhadores.